quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

 

QUE FUTURO PARA O GANGUE DE ASSALTANTES DO PODER?


Neste momento, coexistem na Guiné-Bissau duas forças antagónicas: por um lado, as Forças Armadas Republicanas; por outro, as milícias armadas de Sissoco Embaló. As primeiras permanecem num silêncio ensurdecedor, enquanto as segundas — autoras da pirueta golpista — actuam livremente no terreno, espalhando o medo e o terror entre um povo que apenas reclama liberdade, através de detenções arbitrárias, perseguições políticas e intimidação sistemática.

A minoria dirigente, escudada sob a designação fraudulenta de Alto Comando Militar, não passa de uma estrutura capturada e mantida artificialmente por uma milícia privada, obediente às ordens de Sissoco Embaló. Não governa; impõe-se. Não lidera; oprime.

Num exercício obsceno de cinismo político, temperado por uma ignorância militante, Ilídio Vieira Té, usurpando o papel de Primeiro-Ministro, anunciou hoje, à saída de um encontro com Horta Inta-a, o dito “interino”, a anunciar a realização de eleições apenas em Dezembro de 2026.

Este anúncio traduz-se numa mensagem clara e brutal: a ignorância, a arbitrariedade e a violência pretendem prolongar-se no poder durante todo o ano de 2026, criando deliberadamente o terreno político para o regresso de Sissoco Embaló. Um regresso cuja viabilidade é, no mínimo, duvidosa, se antes disso a História — e não a propaganda — não se encarregar de lhes impor um desfecho definitivo, tantas vezes reservado aos que governam contra o seu próprio povo.

O grupo de Horta Inta-a aparenta já querer abandonar o poder, mas revela-se incapaz de encontrar uma saída digna ou politicamente sustentável. À medida que o tempo avança, a situação política, tanto no plano interno como internacional, tornar-se-á cada vez mais insustentável para o gangue de assaltantes do Estado. A indignação popular crescerá, a revolta deixará de ser contida e o cerco internacional apertar-se-á sem piedade. Com que recursos financeiros internos, pensa, este gangue, sustentar-se? Com o apoio dos barões da droga latino-americanos? Permitam-me duvidar seriamente.

Antevisão: antes da data, hoje revelada, por Ilídio Vieira Té, a maior parte dos atuais elementos destacados estarão destinados ao "repouso eterno", pelos narcotraficantes.  

domingo, 4 de janeiro de 2026

 

ALERTA MÁXIMA

O Serviço Secreto dos Estados Unidos da América e DEA já se encontra na costa ocidental de África, segundo informações avançadas por fontes ligadas aos serviços de inteligência norte-americanos.

De acordo com as mesmas fontes, vários colaboradores do presidente venezuelano Nicolás Maduro em território africano já foram identificados e poderão ser detidos a qualquer momento.

Os suspeitos estariam envolvidos em redes de narcotráfico internacional que operam ao longo de diversas rotas utilizadas para o tráfico de drogas.

Fontes próximas aos serviços de inteligência dos Estados Unidos afirmam que a atuação desses grupos está a ser monitorizada há algum tempo e que as operações em curso visam desmantelar estruturas criminosas transnacionais.

Ainda segundo o SSI, com a detenção de Nicolás Maduro, várias linhas de colaboração ilícita deverão ser desmanteladas em diferentes partes do mundo, enfraquecendo redes ligadas ao narcotráfico internacional.

Bissau, 04 de janeiro de 2026

Fonte: SSI / Digital Mídia Global TV

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

 

A PROVAR O SEU PRÓPRIO VENENO



O povo da Guiné-Bissau foi traído. Os acontecimentos recentes no nosso país revelam, mais uma vez, a fragilidade das instituições democráticas perante interesses instalados. Figuras como Umaro Sissoco Embaló, Biague Na N’Tan, Horta Inta-A, Braima Camará, Botche Candé, Ilídio Vieira Té, Nuno Gomes Nabiam, entre outros, voltam a surgir associadas a práticas que contrariam os princípios do Estado de direito e da soberania popular.

Após a derrota eleitoral, no dia 26, optaram por ignorar o veredicto das urnas e recorrer à força armada para manter o controlo do poder. O resultado foi previsível: bloqueio da democracia, perseguição política e detenções arbitrárias. Domingos Simões Pereira, Otávio Lopes, Roberto Nbesba, Marciano Indi e vários outros cidadãos foram privados da liberdade sem qualquer acusação formal, em condições que violam os mais elementares direitos humanos.

O início de 2026 ficou, assim, manchado por actos que comprometem a imagem do país e aprofundam a crise política. O episódio ocorrido na noite de 1 de Janeiro, envolvendo activistas do PAIGC, liderado por Feliciano Pinto, e o antigo primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, poderia ter tido consequências graves, não fosse a intervenção ponderada de alguns acompanhantes do ativista Pinto.

É previsível que alguns dos responsáveis golpistas como Braima Camará, tentem agora proteger os seus interesses pessoais, transferindo-se para o estrangeiro e salvaguardando patrimónios ocultos em bancos europeus, amedrontados pelas sanções internacionais que não tardarão a constrangê-los. Contudo, a instabilidade persistirá enquanto não houver liberdade pelos detidos,  responsabilização política e respeito efectivo pela vontade popular.

A resistência continua. A liberdade não se prende. A Guiné-Bissau será democrática!