quinta-feira, 28 de maio de 2020


ALERTA CAMARADAS

A ala dominguistas do PAIGC está claramente em desvantagem neste jogo. A conta disso pediu, na semana passada, através do Presidente da ANP, o senhor Cipriano Cassamá, um período suplementar de mais 18 dias para tentar inverter a situação. Mas, atenção, este comportamento frustratório visa um único objectivo. Qual? Tentar, a todo vapor e pela calada da noite, "raptar" o próprio árbitro e o Presidente da Federação.

segunda-feira, 25 de maio de 2020


BOLA NA BANTABÁ

Paradoxal!  O senhor Cipriano Cassamá, um criminoso político, por ter sido o responsável número um no encerramento da Casa da Democracia (ANP), por mais de três anos consecutivos, o epicentro da crise política desde 2015 a 2019, volta a ser ele o "fiel da balança" para encontrar a chave para a formação do novo Governo até o dia 18 de Junho? Ainda não deram conta de que Cipriano só avança quando o passo que dá favorece à cacique do PAIGC? O senhor Cipriano Cassamá não é um indivíduo estruturado logo não pode ser consensual como exige a função que ocupa no parlamento.

Não se trata de radicalismos, mas aqui não dá para misturar alho com bugalho. As decisões chamadas “politicamente correctas” dividem o povo, e o problema é que tudo tem limites.

Ainda estamos para saber a que título, o senhor Cipriano Cassamá mereceu tamanho benefício da dúvida, da nossa parte, justamente numa época tão conturbada, politicamente, como a que vivemos neste momento.

Excelência,
Quer queiramos, quer não, o senhor Cipriano Cassamá tem um ligar já reservado no inferno, pelos crimes cometidos. Pode vestir a túnica branca e jejuar quantas vezes que quiser, nunca terá um lugar de glória na nossa história. Será sempre recordado por piores e criminosas decisões políticas tomadas, seja dentro ou fora da ANP.

domingo, 24 de maio de 2020


CHEFE DE MILÍCIA TRIBAL “ANGUENTA”

CÃO TINHOSO A MANDO DO PAIGC

Mas, quem é na verdade este indivíduo que diz ter sido raptado e que agora aparece, fazendo-se de vítima, apartado com ligadura na cabeça para fintar a opinião pública de que foi açoitado por desconhecido?

Ele chama-se Marciano Indi. Não passa de um  analfabruto e chefe da milícia tribal de nome “Anguenta”, durante a guerra civil de 7 de Junho de 1998. Responsável pela mortandade de muitos rapazes em idade escolar que viviam em aldeias do interior agrário, na zona de Safim/Bigimita. Com a derrota governamental (ninista), Indi ingressou, no final dos anos noventa, a PRID, liderado pelo Gen. Afonso Té, leal ao ex-Presidente Nino Vieira. Indi, foi um dos lacaios que contribuiu na aniquilação daquele partido. Hoje, chegou a deputado da nação pela mão de APU-PDGB, utilizando as mesmas estratégias subversivas.

O indivíduo, é daquelas pessoas que, enquanto comem do bom e do melhor, são guineenses, mas quando infringem as regras, na capital, e são confrontados pela justiça, fogem, imediatamente,  para as suas aldeias, para dizer que a sua etnia está a ser atacada por uma outra etnia na capital (Bissau).

Hoje é este mesmo indivíduo que os inconformados do PAIGC voltaram a atiçar para injuriar e ofender a dignidade ou decoro à Sua Excelência Senhor Presidente da República.

sexta-feira, 22 de maio de 2020


AO DR. JULIANO FERNANDES

Oh, senhor Dr. Juliano Fernandes, será que está assim tão revoltado e pretende lavar a honra do teu amigo e deputado Marciano Indi? Ouvi dizer que o senhor é que é o messias dos libertinos. Então, venha! Enfie essa couraça, os cornos todos e agarra na tua espada estúpida, e desça ao terreiro para lutar pela liberdade daqueles que sistematicamente ofendem a honra e a dignidade de Sua Excelência Senhor Presidente da República. E isto não é um acto de intimidação, não! Venha daí, senhor, vai-me encontrar no meio do caminho, à sua espera.


GERINGONÇA, HÁ MUITA!


Saibam que para a nomeação do PRIMEIRO-MINISTRO, não basta as assinaturas de deputados aqui e acolá.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA para nomear um Primeiro-ministro, não basta que um partido ganhe eleições (com maioria relativa). Abundam exemplos por este mundo fora.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA nomeia o Primeiro-ministro de acordo com os resultados eleitorais (o que não significa ganhar eleições com maioria relativa). Qualquer partido que estiver nessa condição terá que, forçosamente, se enveredar pela coligação por forma a sustentar a governação.
Ora, a nova configuração política não favorece o PAIGC.

Saibam porquê:

A maioria não se circunscreve numa mera assinatura de DEPUTADOS, nem mesmo no CHAMAMENTO DE DEPUTADOS para a demonstração de que são numerosos em relação a outra parte.

A nomeação de Primeiro-ministro parte da maioria absoluta que um partido assegurar nas legislativas OU de uma coligação de incidência parlamentar traduzida NUM DOCUMENTO.

No nosso caso actual, é esse DOCUMENTO que vai servir de SUPORTE para a nomeação do Primeiro-ministro, quer queiramos, quer não. E quem o tem neste momento é a COLIGAÇÃO MADEM+PRS+APU.

E pelo prognóstico, vê-se que a coligação MADEM+PRS+APU está em condições de assumir a governação. E se conseguir assegurar a passagem dos instrumentos de governação na ANP, muito bem.

Se não conseguir, nem será o PAIGC a governar porque não terá em mãos um acordo que lhe possibilita esse desejo.
Assim sendo, e se não tivermos um governo que tenha a maioria LEGAL E FACTUAL no parlamento que viabilize seus instrumentos de governação e se não houver CONSENSOS PARTIDÁRIOS, o PRESIDENTE será obrigado a convocar novas eleições, antecedidas da dissolução do PARLAMENTO.

By : Dr. Carlos Tipote/Via facebook

quarta-feira, 20 de maio de 2020


MARCIANO LACAIO INDI



É uma daquelas pessoas desestruturados que não sabem o que é a direita ou esquerda. Tão-pouco se inquietam com a ética em política. Encontraram no mercado político da Guiné-Bissau, um lugar fértil de traficâncias.

O senhor Marciano Lacaio Indi, é um desses aventureiros políticos, eleito deputado de Safim, na lista do APU-PDGB, mas logo que ganhou o mandato daquele humilde povo camponês, lá foi entregá-lo, por “tuta-e-meia”, ao PAIGC.

Trata-se até de mais um crime público. Onde, por exemplo, já se viu um político embrulhado feito lembrança, trazido especialmente de Dakar/Senegal, onde escondera, para depois ser recolhido pela calada num dos hotéis de Bissau, com o objectivo de formar a tal geringonça política?

Felizmente, este teatro acabou e muitos lacaios como o senhor Marciano Indi, não voltarão, nunca mais, a usar a faixa de deputados da nação guineense.

sexta-feira, 8 de maio de 2020


A TAPAR O SOL COM A PENEIRA


Nunca escutei uma conferência de imprensa tão extravagante, com um discurso de embalar criança no colo para adormecer.  

Se Califa Seidi, líder da bancada do PAIGC, entendeu vir a terreiro, ontem, ridicularizar a presença das forças de segurança na ANP, considerando-a “um dos actos mais bárbaros na história da democracia”, o que diríamos, então, dos actos selvagens de Cipriano Cassamá que, por iniciativa pessoal, mandou fechar a ANP durante três anos (de 2016 a 2019)? Cara de lata e memória de galinha!

Ainda para o conhecimento do senhor Califa Seidi, a ANP não voltará, nunca mais, a servir-se de esconderijo de bandidos e indisciplinados. E acerca da “geringonça” de que reclama, entenda uma vez por todas, de que para além de se tornar extemporâneo, ela apenas sobreviverá no seu imaginário pessoal.

O outro lacaio chama-se Marciano Indi. Trata-se de um dos deputados que traíram as suas bases eleitorais. Sobre as barbaridades ditas ele, só posso concluir que o matumbo deixou cadeiras por fazer na faculdade onde estudou. Incrível! Como se pode ter uma noção de golpe de estado tão distorcido? Quer dizer, para os lacaios a noção de golpe de estado se aplica apenas quando, em prejuízo da presença militar estrangeira (ECOMIB), as forças de defesa e segurança nacional passar a controlar 100% a sua soberania?


E quanto a reclamação do PAIGC, diz Joaquim Batista Correia, ela é absurda, ilegal, injusta e perturbadora, tanto mais que o seu Acordo c/APU-PDGB já não existe e por cima o Governo já deu entrada na ANP o seu Programa. 


quarta-feira, 6 de maio de 2020


COVID-19: ARMA LETAL E INVISÍVEL


Acto de entrega da ajuda do povo malgaxe  ao povo guineense
A nossa intenção não é arranjar bode expiatório, no seio da nossa população, mas, verdade seja dita, vimos pedir encarecidamente aos nossos governantes para não "baixar a guarda" na luta/guerra contra esse inimigo invisível e omnipresente. E como estamos confrontados com um mercado político de nível muito baixo, existem no nosso seio inimigos políticos juramentados de morte que, na primeira hora, não hesitarão em utilizar o COVID-19  como arma de arremesso para contaminar os adversários políticos, ou, simplesmente, sabotar o programa do Governo contra a mortandade pela Pandemia. Será que alguém já perguntou, porquê que, estatisticamente, são mais os governantes e seus familiares, a camada mais infectada com o COVID-19?


sexta-feira, 24 de abril de 2020


O VEREDICTO DAS URNAS E O FUTURO

O Comunicado da CEDEAO tornado público, no dia 22 de Abril de 2020, recomenda, numa perspectiva presidencialista, no ponto 7, o seguinte:

7 – Eles (CEDEAO) também solicitaram ao Presidente Umaru Sissoco Embalo que prosseguisse com a nomeação de um Primeiro-ministro e de um novo Governo o mais tardar até 22 de Maio de 2020 em conformidade com as disposições da Constituição, em particular as relativas aos resultados emanados das eleições legislativas.

É preciso responder à CEDEAO, dizendo-lhe, em primeiro lugar, que no concernente às recomendações constantes neste ponto, são extemporâneas, tendo em conta à evolução da situação política interna no nosso país. Em segundo lugar, a CEDEAO nunca poderá entender que a estabilização política na Guiné-Bissau não se esgota no reconhecimento apenas dos resultados emanados das eleições legislativas.  Não se pode ter uma visão quadrada do problema. O reconhecimento que se pede, deve ser, também, estendível aos resultados emanados das eleições presidenciais. E, por último, a CEDEAO deveria ter a consciência clara da situação política interna do país, mais do que externamente. No nosso ponto de vista, é fundamental o reconhecimento da vitória de Sua Excelência Presidente Umaru Sissoco Embalo, em 29 de Dezembro de 2019. Ou seja: sem esse reconhecimento nenhuma nomeação de um novo primeiro-ministro sobreviverá, porque depende de uma coabitação/cooperação política favorável e leal,  entre os representantes dos principais órgãos de soberania (refiro-me a Presidência da República e o Governo), que resulte, sobretudo, do reconhecimento público dos resultados das eleições presidenciais, atrás referidas. É preciso recordá-los de que o PAIGC e o seu líder e candidato derrotado, juraram não reconhecem e respeitar o veredicto das urnas das eleições presidenciais, passadas. Em quê que ficamos, então?

De momento, o futuro político impõe dois cenários: ou o Programa do Governo resulte da maioria dos deputados na ANP nos próximos tempos ou o caos político.   

quinta-feira, 23 de abril de 2020


“PEGAR OU LARGAR”


Logo depois da declaração aos jornalistas de Sua Excelência Senhor Presidente da República, ontem, um ex-Ministro do Interior resolveu lançar uma vaidade na sua página fecebook, dizendo, entre outros disparates, o seguinte: “Passamos por caminhos tortuosos! Direita volver!”. Queira Deus, que soubesses distinguir, politicamente, direita da esquerda, não cairiam no poço onde se encontram neste preciso momento. Aliás, trata-se de políticos da nossa praça que - por razões de fuga ao julgamento por crimes públicos por eles cometidos -  buscam protecção estrangeira (neo-colonial), no caso,  dos agentes da ECOMIB.

Meus senhores, a questão é que a “Banca” colocou ao Eng.º Cipriano Cassamá ofertas (2 caixas) encima da mesa, tendo uma, o sequestro à ANP e a outra, a libertação da democracia (ANP), em que ele terá que adivinhar qual será a caixa com o maior valor, rejeitando à outra caixa. É pegar ou largar, mano!    

segunda-feira, 20 de abril de 2020


“N'OBI NOTICIA KU BIN DI TERRA…”



Acabei de ler pelo facebook a notícia que dá conta que o Eng.º Cipriano Cassamá, esquizofrénico e filho da PIDE/DGS - que já não se pode considerar Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) por ter autoproclamado Presidente Interino - terá proferido - em plena época de pandemia e de estado de emergência - um discurso pedindo desculpas ao povo pelas recorrentes instabilidades políticas no nosso país. Safrai!

Não posso acreditar nessa pouca vergonha. Se isso na verdade aconteceu, então permitam-me responder, em primeiro lugar, o seguinte: só quem não quer entender é que não conclui que o tal discurso, do Eng.º Cassamá, para além de ser uma afronta às autoridades, é um falso remorso, um crime de traição à pátria e à democracia, por ter associado a uma súcia de malfeitores, mandou fechar a ANP durante três anos; e por último, ele deveria imediatamente ser detido pela Polícia Judiciária para responder pelos crimes cometidos. 

Jamais poderá, no meu ponto de vista, o Eng.º Cassamá, merecer a misericórdia nem na terra, nem no céu.

O que o Eng.º Cassamá tem consciência neste preciso momento é de que a actual direcção do PAIGC está esfarrapada, com pedaços espalhados pela África e Europa, em que ele se encarregaria de juntá-los. 

Entretanto, fala-se, a boca pequena na capital, da fuga ex-PM, Aristides Gomes, numa piroga, no dia 11 de Abril, e no intervalo entre o primeiro e o segundo estados de emergência, em direcção a Costa do Marfim, para se juntar a Jean-Cloud Kassi Brou, o presumível autor do recente Comunicado da CEDEAO, produzido, ainda que sem assinatura do Presidente da organização sub-regional.

sábado, 18 de abril de 2020


COVID-19 NA GUINÉ-BISSAU E A IRRESPONSABILIDADE POLÍTICA…

DR. JORGE HERBERT


Assim como todos os países do mundo, a Guiné-Bissau enfrenta a ameaça da epidemia pelo SARS-Cov2 e, em vez do país se unir para esse combate desproporcional para um dos países mais pobres do mundo, os apoiantes do PAIGC, ainda digerindo mal a pesada derrota nas eleições presidenciais e o falhanço da tentativa de golpe de Estado institucional que orquestraram em pareceria com o STJ, sorrateiramente foram transmitindo à população a ideia de que o Coronavirus ainda não havia chegado à Guiné-Bissau e até questionando o porquê de não haver doentes internados, insinuando que o anúncio dos casos de infeção era apenas manobra das autoridades governamentais para tentar angariar ajuda financeira externa... Foi essa ajuda externa que levou o líder do PAIGC a pedir a reabertura das sessões da ANP e, ainda, terem sugerido a criação de uma comissão independente de acompanhamento da epidemia! E o resultado está aí! Alguma camada da população desinformada e outros seguidistas cegos das orientações partidárias, tornaram-se sorrateiramente em obstáculos no combate de um mal que interessa à toda a população e que não olha a quem nem à cor partidária... Hoje, temos guineenses suspeitos de estarem infetados a recusarem-se fazer o teste, pondo em risco a si mesmo, à sua família, a sua comunidade e a todo o seu país! E, o líder do PAIGC, em vez de mobilizar os seus cegos seguidores para este combate, continua esforçando-se para fazer aquilo que melhor fez até hoje, bloquear o país e questionar tudo o que os adversários políticos fazem, na base da mentira, como essa última do preço da castanha de cajú, como se todos os guineenses fossem amnésicos ou oligofrénicos e ninguém se lembraria da feroz campanha que fizeram para forçar a descida do preço da castanha de cajú, apenas e só porque o novo preço havia sido anunciado pelo presidente José Mário Vaz!

Buli ku custuma balança...

Por: Jorge Herbert



terça-feira, 14 de abril de 2020


 LÍDERES AFRICANOS FORÇADOS A CONFRONTAR SISTEMAS DE SAÚDE QUE NEGLIGENCIARAM POR ANOS




Sabe-se que os presidentes e elites poderosos da África saem em busca de tratamento no exterior, em vez de investir em cuidados de saúde em seus próprios países.
Robert Mugabe, do Zimbábue, morreu em um hospital em Cingapura, e Paul Biya, dos Camarões, procura tratamento regularmente no exterior.
O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, esteve fora do país por vários meses em 2017 para tratamento em Londres por uma doença não revelada e tem verificações frequentes no exterior. Desde que assumiu o cargo em 2015, ele embarcou em pelo menos quatro viagens médicas ao Reino Unido.

Mas, com voos aterrados e países em todo o mundo travados após a pandemia de coronavírus, esses líderes estão recebendo um alerta de que precisam consertar seus sistemas de saúde.
O presidente da Associação Médica da Commonwealth , Osahon Enabulele, diz que, embora os cidadãos tenham sofrido o recurso frequente de seus líderes a tratamentos médicos no exterior, eles podem não permanecer tão tolerantes se o coronavírus causar estragos como em outras partes do mundo.

“Não há mais lugar para nenhum líder se esconder”, disse Enabulele. “Toda essa situação dos ocupantes de cargos públicos na África, na maioria das vezes usando o dinheiro dos contribuintes para fazer viagens médicas estrangeiras com o menor desconforto, é algo que será revertido quando essa pandemia terminar”, disse Enabulele à CNN.

Uma perspectiva aterrorizante
Os números de infecções em todo o continente, embora significativamente menores do que em outras partes do mundo, estão aumentando exponencialmente. A Organização Mundial da Saúde informou recentemente que o número de casos na África era agora superior a 11.000, com 600 mortes.
A pandemia sobrecarregou as instalações avançadas de saúde, e especialistas prevêem que ela poderá devastar os frágeis sistemas de saúde do continente, já atormentados por financiamento inadequado e disputas trabalhistas.

Máquinas salva-vidas como ventiladores – essenciais para o gerenciamento de casos Covid-19 – continuam sendo um luxo em alguns países africanos.

A República Centro-Africana (CAR) tem apenas três ventiladores para cinco milhões de pessoas, disse o Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC), alertando que um surto pode trazer a pequena nação africana de joelhos.
“Quando os países ricos estão em pânico, afirmando que milhares de ventiladores não serão suficientes, apenas mostra como nações mais pobres, como o CAR, não têm chance na luta contra o Covid-19”, diretor do NRC Country no CAR, David Manan disse.

A situação é igualmente grave no Zimbábue, onde os profissionais de saúde dos hospitais do país dizem que não têm noções básicas, como bandagens e luvas para cuidar de seus pacientes.
Enfermeiras e médicos se abstiveram de trabalhar para protestar contra a escassez de equipamentos de proteção contra coronavírus depois que o país registrou sua primeira fatalidade no mês passado.
A popstar ugandense que virou política Bobi Wine disse à CNN que o sistema de saúde de muitos países africanos não pode lidar com um surto em massa de Covid-19.

“Preciso lembrar às pessoas que o coronavírus é mais sério do que já o estão tomando. Ele está matando pessoas em grande número na Itália, onde existe um super sistema de saúde. Por isso, me assusta imaginar o que ele pode fazer na África”. se tiver efeito total “, disse Wine.

Wine disse que o financiamento da saúde não está na vanguarda dos gastos do governo em muitos países africanos porque seus líderes frequentemente buscam tratamento em hospitais no exterior.
“Está claro que a assistência à saúde não é uma prioridade para muitos governos africanos, e eles investem muito pouco nesse setor. Sempre que estão doentes ou seus filhos estão com problemas de saúde, optam por sair de seus países”, afirmou Wine.
“Agora, a pandemia de coronavírus estabeleceu um terreno diferente para muitos líderes africanos. Isso demonstrou que eles deveriam ter investido no sistema de saúde de seus países, o que os beneficiaria e às pessoas nesta crise”.
O legislador diz que o dinheiro gasto em viagens médicas ao exterior poderia ter sido usado para equipar hospitais locais com equipamentos médicos modernos, como ventiladores, que se mostraram críticos no tratamento de alguns pacientes que desenvolveram doenças respiratórias por causa do Covid-19.

Wine disse que alguns hospitais públicos em Uganda se tornaram “armadilhas da morte” devido a anos de negligência, e alguns cidadãos, inclusive ele próprio, tiveram que pagar custos proibitivos por tratamentos no exterior que poderiam ser mais baratos em Uganda.
Entre 2019 e 2020, Uganda gastou 8,9% de seu orçamento nacional em saúde, abaixo dos 9,2% do ano fiscal anterior, segundo o UNICEF.
“Eu tive que gastar meus fundos para procurar tratamento avançado no exterior, porque o procedimento não poderia ser fornecido neste país. Mas a maioria dos líderes em Uganda viaja para o exterior para cuidados menores usando dinheiro dos contribuintes”, disse Wine.
Mas a ministra da Saúde de Uganda, Jane Aceng, disse à CNN que a avaliação do sistema de saúde do país não era precisa.
“Uganda está indo bem e isso mostra nossa resposta à situação do coronavírus. Estamos indo bem”, disse ela.
Aceng acrescentou que ela tinha todos os recursos necessários para fazer seu trabalho.
O país da África Oriental foi um dos primeiros países africanos a impor políticas rígidas de quarentena e viagens para impedir a propagação do coronavírus antes mesmo de denunciar um caso. Até o momento, foram registrados 53 casos.


Uma promessa falhada
Os líderes africanos negligenciaram  consistentemente o setor de saúde de seu país, apesar de várias promessas de melhorá-lo, dizem analistas.
Em 2001, os chefes de estado de 52 países africanos se reuniram na capital da Nigéria, Abuja, e se comprometeram a gastar 15% de seu orçamento doméstico anual em saúde.

Apenas alguns países atingiram essa meta no continente. Eles incluem a Tanzânia , Ruanda, Botsuana e Zâmbia, de acordo com a OMS.
Ruanda dobrou seus gastos com saúde durante um período de 10 anos, informou a OMS no relatório de 2017. A nação da África Central também recebeu elogios por sua cobertura nacional de seguro de saúde, que é a mais alta do continente
Mas a maioria fracassou no cumprimento desse compromisso.
Desde que assinou a declaração, a Nigéria alocou menos de seis por cento de seu orçamento à saúde e a maioria dos fundos é gasta em salários, de acordo com a organização de monitoramento orçamentário Budgit, sediada na Nigéria .

Em um artigo publicado pelo Brookings Institute , os pesquisadores disseram que, embora a África tenha 23% da carga mundial de doenças em 2015, ela representa apenas 1% da despesa global em saúde no mesmo ano.

“Em termos per capita, o resto do mundo gasta 10 vezes mais em saúde do que na África”, disseram os pesquisadores.
Os pesquisadores prevêem que pode ser difícil para os países do continente alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com um prazo de 2030 com o “ambiente atual de gastos”.

Chamada de despertar.
O historiador nigeriano-britânico Ed Keazor concorda que as consequências do surto são um “alerta” para que os governos priorizem os cuidados de saúde a preços acessíveis.

Keazor, um sobrevivente de câncer, disse que tomou a difícil decisão de voltar para Londres, onde tem acesso a cuidados acessíveis pelo Serviço Nacional de Saúde, mesmo trabalhando na Nigéria.
O cineasta disse que veio a Lagos para um festival de pesquisa e cinema em março, mas foi pego na cidade depois que o governo nigeriano proibiu todos os vôos internacionais para conter a propagação do surto.
Keazor diz que perdeu uma consulta com seu médico no Reino Unido devido à restrição de viagens, e isso não teria sido um problema se ele pudesse obter a mesma qualidade de atendimento localmente.
“Se eu pudesse obter a mesma qualidade de atendimento aqui (Nigéria) como no Reino Unido, onde sou contribuinte e obtendo bons serviços médicos, prefiro ficar aqui porque é aqui que meu trabalho e minha família maior são, mas infelizmente, não está lá “, disse Keazor à CNN.
Por enquanto, ele espera que a crise da saúde mude o foco do governo nigeriano para onde ele diz que deveria estar.
“Espero que a enormidade desse problema tenha trazido para o governo a urgência de investimentos em infraestrutura de saúde e, seja qual for o país após a crise, nossas prioridades serão focadas em saúde e educação”, afirmou.
FONTE: CNN via Rádio Tv Bantaba


terça-feira, 7 de abril de 2020


A MORTE SAIU À RUA NUM DIA ASSIM


TODAS AS CAPITAIS DO MUNDO VIGIADAS

Podem pensar o que quiserem sobre a minha pessoa, mas para salvar a população da mortandade pelo Covid-19, não á contemplação possível. Na minha opinião, a par das apregoadas medidas pedagógicas que deveriam ser aplicadas pelos agentes da polícia no que concerne ao confinamento da população em casa, defendo, também, a ideia de que é chegado o memento da polícia aplicar o método de açoitamento indiano (praticado em Dili), para disciplinar os aventureiros que deambulam, sobretudo nos arredores da capital (Bissau), troçando e desafiando os agentes da autoridade.  

sexta-feira, 3 de abril de 2020


ARISTIDES GOMES: A VOZ DA SUBVERSÃO POLÍTICA NA SEDE DA ONU EM BISSAU?

Voltou a falar a voz da subversão no exilo, a partir da sede da ONU em Bissau. O cidadão Aristides Gomes quem, por presunção, enviara uma carta ao Primeiro-ministro Aristides Gomes requerendo o pagamento de uma divida do Estado para com ele, e o Primeiro-ministro, Aristides Gomes despachara favorável ao Ministro das Finanças, Aristides Gomes, que mandara ressarcir o cidadão Aristides Gomes.

O cidadão Aristides Gomes em quarentena política, na sede da ONU em Bissau, terá moral para falar de que assunto?

quinta-feira, 2 de abril de 2020


BISSAU: CAPITAL DO LIXO?



Mesmo que não fosse por causa da pandemia, “já não era sem tempo” dizer a Câmara Municipal de Bissau (CMB) de que chegou o momento de assumir as suas responsabilidades enquanto instituição pública. Porque não vejo que algum particular decida tomar conta do assunto (tirar o lixo nas ruas de Bissau) e os responsáveis virem acusá-lo de branqueamento de capital e usurpação de funções do Estado, como acontecera no tempo do Ministro das Obras públicas, Cancan (domingista).

Tenham vergonha, meus senhores! Este apelo destina-se aos responsáveis superiores da CMB. Façam alguma diferença!  Há muito lixo neste momento nas ruas amontoado pelo esforça dos populares. Limpem as ruas do lixo, da mesma maneira como os agentes da saúde decidiram-se empenhar para salvar a população da doença. Sem esperar pelas cotizações financeira pessoais da população local.

quarta-feira, 1 de abril de 2020


QUARENTENA EM ÁFRICA CONTRA COVID-19


É preciso reflectirmos, muito bem, as medidas de confinamento em África ditadas pelos cientistas da OMS contra COVID-19. Não basta dizer fiquem em casa! “Ficar em casa” na Europa não poderá ser adoptado ipsis verbis  pelos africanos. O modo de vida da população camponesa em África (em geral), faz, em si, uma grande diferença. Não queremos, com isto, apoiar as aglomerações por motivos das celebrações e cerimónias em aldeias de África, mas os trabalhadores agrícolas ou as vendedeiras que lutam dia-a-dia por um dólar para sobreviver, sem frigorífico, água potável, etc. É este dia-a-dia dos camponeses e vendedores que vimos sugerir a reflexão das autoridades africanas tendo em conta a medida mundial de confinamento contra COVI-19. Pois, o mais caricato nisto tudo, tem sido o facto de que nós africanos nunca termos criado “condições” em nossos países para que, de repente, pudéssemos aplicar as tais medidas científicas (de confinamento à maneira europeia) nos nossos territórios.

Na minha opinião, as medidas da OMS sobre o confinamento da população contra o COVID-19 nunca poderão ter o mesmo acolhimento em contextos de extrema pobreza, como em África.

Este pode até não ser o tempo de pensamento sociológico da medida, mas qual poderá ser o impacto de confinamento da maioria da população contra o COVID-19 quando aplicada ipsis verbis? Veremos!

terça-feira, 31 de março de 2020


COODENAÇÃO PARA O COVID-19

O POVO APELA À COORDENAÇÃO PLENA E NACIONAL DA AUTORIDADE CONJUNTA (SEGURANÇA E SAÚDE) NO SENTIDO DE DEFINIR, COM CLAREZA, O HORÁRIO DE CIRCULAÇÃO DAS VIATURAS, TENDO EM CONTA A PRODUÇÃO E O ABASTECIMENTO DO COMÉRCIO/MERCADO. PORQUE A QUARENTENA NÃO É SINÓNIMO DE MISÉRIA NEM DA FOME. OS AGENTES DE SAÚDE, SEGURANÇA, COMÉRCIO, BANCOS, ETC., PRECISAM DE CIRCULAR.

À NENHUM AGENTE DEVE SER PERMITIDO TIRAR DIVIDENDOS COM A PANDEMIA


GUINÉ-BISSAU CONTA COM SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL PARA O COMBATE À PANDEMIA DO COVID-19



A Guiné-Bissau regista, até ao momento, oito casos de Covid-19. No dia 26 de março autoridades decretaram o Estado de emergência que confere enquadramento legal às medidas que já haviam sido tomadas antes: suspensão de todas as actividades académicas, religiosas, competições desportivas e todas as actividades que impliquem concentração de pessoas, incluindo funerais, encerramento de fronteiras e restrições ao movimento de pessoas e ao comércio.

O Ministério da Saude já adoptou um Plano de Resposta Nacional, cujo custo ronda os 13 milhoes de dólares americanos e que conta com o apoio da OMS, do sistema da ONU em geral e de outros parceiros internacionais. No dia 27 de marco, depois de uma reunião, o Grupo de parceiros conhecidos como P5 – CEDEAO, CPLP, UA, UE e ONU - decidiu, “por razões de necessidade humanitárias e para combater a propagação do vírus, pedir ao Coordenador Residente do Sistema das Nações Unidas, ao Representante da OMS e ao Representante do Banco Mundial, para serem o ponto focal da comunidade internacional, para interagirem rapidamente com o país e, em particular, com a Comissão Interministerial criada para esse fim, a fim de operacionalizar o plano de ação aprovado, acompanhado de um modelo de financiamento adequado para mobilização recursos entre os diferentes parceiros.”, lê-se no comunicado do P5.

O plano nacional inclui o restauro de um edifício para isolamento de doentes no Hospital Nacional Simao Mendes, já concluído pela divisão de engenharia das Forcas armadas, campanhas de sensibilização, aquisição de equipamentos e medicamentos, entre outros. Entretanto já chegaram à Guiné-Bissau 20 mil kits para testes ao COVID e equipamento protector para médicos e enfermeiros, gracas ao apoio do Programa Alimentar Mundial.


Os primeiros casos de COVID- 19 - uma infeção por um vírus chamado coronavírus, semelhante ao vírus da gripe -  foram registadas na China no mês de novembro de 2019. No dia 11 de marco de 2020 a OMS declarou o COVID como pandemia devido à velocidade de propagação e abrangência geográfica. Os casos do novo coronavírus somam mais de 700 mil em todo o mundo, e o número de mortos já ultrapassou os 30 mil.



A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou esta segunda-feira que a pandemia de Covid-19 é "a maior crise sanitária global do nosso tempo" e apelou a que sejam realizados testes a todos os casos suspeitos.


Tedro Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, apelou em conferência de imprensa em Genebra, no dia 16 de março à solidariedade de todos: "o incrível espírito da solidariedade humana deve-se tornar ainda mais infecioso do que o próprio coronavírus". O diretor-geral da OMS concluiu pedindo para que os países se unam como nunca. O Secretário-geral da ONU, por sua vez, fez um apelo ao cessar fogo em todos os conflitos do mundo para permitir uma resposta mais eficaz à pandemia.
/blog faladepapagaio


quinta-feira, 26 de março de 2020


ARISTIDES GOMES I KON KU NA BIN LANTA I BAI

Como é possível dar constantemente tempo de atenta a um basbaque deste? Então, não foi o cidadão Aristides Gomes quem enviou pedido ao Primeiro-ministro Aristides Gomes solicitando pagamento da divida ao Estado, pedido esse que o Primeiro-ministro, Aristides Gomes despachou favorável para o Ministro das Finanças, Aristides Gomes, que mandou pagar o cidadão Aristides Gomes?

Não tarda nada, o cidadão Aristides Gomes vai dizer que lhe saiu o euro-milhões, em Paris!

É urgente acabar com a fanfarronice do cidadão Aristides Gomes de uma vez por todas, dando boa reprimenda ao senhor Michel Flesch, Embaixador de França, pela ingerência nos assuntos internos da Guiné-Bissau: ou se comporta como embaixador ou é declarado personae non gratae!


MEDIDAS OFICIAIS DE LUTA CONTRA O COVID-19



A protecção é basicamente pessoal/individual. Por isso, fique em casa! Não se deixe capturar por esta vaga e propagação de matança que se alastra pelo mundo inteiro, provocada pela infecção do Covid-19. A Guiné-Bissau precisa de todos os seus filhos.

segunda-feira, 23 de março de 2020


PEDIDO DE UM ANGOLANO A SEU PRESIDENTE, JOÃO LOURENÇO - CONTRA UMARO SISSOCÓ EMBALÓ.

ESCRITOR ANGOLANO MARCELO ARATUM 


Amigo, Malundo Kudiqueba, eu, Escritor Marcelo Aratum, compreendo a sua preocupação sobre a suposta ofensa do nosso Excelentíssimo presidente, General El Mocktar Umaro Sissoco Embaló contra a honra do seu presidente, LOURENÇO. Também, não deve se esquecer de que o nosso presidente da república tem HONRA e que deve ser respeitada.

Só que, há um PORÉM, em sua fala, senhor Malundo: Umaro Embalo não é um presidente AUTOPROCLAMADO e muito menos UM GOLPISTA. Senhor Malundo, o povo soberano guineense, foi às urnas, no dia 29 de dezembro de 2019, e votou massivamente em General El Mocktar Umaro Sissocó Embaló GARANDE.
Infelizmente, o paigc e seu candidato derrotado queriam dar democraticamente GOLPE DE ESTADO, usando certos juízes corruptos para legalizar o desejado - MAS NÃO DEU CERTO.

Umaro não deixou.

MADEM-G15, que é partido dele, não deixou.

Oposição de forma geral não deixou.

O povo guineense não deixou.

LOGO, GOLPE FALHOU, NÃO DEU CERTO.
Na realidade, o paigc pretende adotar o esquema do MPLA, para se eternizar no poder.

Muito embora temos a mesma história correlação à colonização, todavia, social e culturalmente somos diferentes. Isto é, o que ocorre em Angola, com o regime do MPLA, não tem espaço na República da Guiné-Bissau. A razão disso, o país vive de problemas e problemas, provocados pelo partido paigc, o qual o senhor está defendendo neste momento.

Malundo Kudiqueba, o senhor não deve-se orgulhar com o seu presidente e insultar o meu EXCELENTÍSSIMO PRESIDENTE, ao ponto de chamá-lo de autoproclamado e golpista. EU NÃO ADMITO ISSO.

Para concluir, vou fazer um pedido a Umaro Sissoco Embaló, como que você fez ao seu presidente João Lourenço.

SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU, POR FAVOR:

"Responda de maneira firme e forte qualquer ataque por parte do presidente angolano. Também peço a todos os guineenses que honram a pátria a endereçar a mesma coisa a Umaro Sissocó. Umaro Embaló Garande, pela dignidade do povo guineense, por favor:
RESPONDA SEM INTIMIDAÇÃO QUALQUER ATAQUE À INTEGRIDADE DA NAÇÃO GUINEENSE. VISTO QUE, NESTE MOMENTO, VOCÊ NÃO É VOCÊ. VOCÊ É UMA INSTITUIÇÃO. VOCÊ É UMA REPRESENTAÇÃO. ENTÃO, NOS REPRESENTE BEM. A FALTA DE RECONHECIMENTO DA SUA VITÓRIA É MAIS QUESTÃO IDEOLÓGICA. SOBRETUDO, AS QUESTÕES TENDENCIOSAS".
ABRAÇOS!!!

Pelo Escritor Marcelo Aratum via facebook