segunda-feira, 3 de agosto de 2015

MUTILAÇÃO GENITAL: GUINEENSE COMBATE PRÁTICA ENTRE FAMÍLIAS AFRICANAS NA ESPANHA


Submetida à mutilação genital feminina aos 4 anos de idade, guineense combate prática entre famílias africanas na Espanha
 
Laura Olías - El Diário, Navarra – Opera Mundi, IN PG
 
Fátima Djarra Sani trabalha desde 2008 em território espanhol para conscientizar famílias de imigrantes sobre os perigos da MGF: 'se nós mulheres africanas não nos levantarmos na luta contra a mutilação, ninguém vai fazê-lo por nós'
O dia começou como uma festa. Fátima Djarra Sani, nativa de Guiné-Bissau, tinha quatro anos e sua madrasta anunciou que seria “um grande dia” para ela e para sua irmã Binta, de oito anos. Elas foram lavadas cuidadosamente, e uma comitiva de mulheres, vestidas com suas melhores roupas, dançavam e cantavam. Nesse dia, em um banheiro que não passava de um cubículo sujo de cimento, extirparam-lhe o clitóris e os pequenos lábios da vulva. Para os mais velhos era a celebração de uma tradição, “porém nós agora sabemos que a mutilação é uma questão de saúde, que não tem nada de positivo”, explica Djarra, autora de “Indomable” [“Indomável”, em tradução livre], recém-publicado na Espanha.
 
Quando uma editora lhe propôs contar em livro sua vida, a de sua família e as complexidades sociais que ainda legitimam a mutilação em cerca de 28 países africanos, de acordo com as Nações Unidas, Djarra admite que ficou em dúvida. “Nesse dia, eu pensei muito. É um problema que não é apenas meu. É também da minha família. Na África, a família é tudo.” Porém, apesar das reservas, a resposta foi sim. Fátima sorri antes de pronunciar o pensamento que deu o pontapé inicial ao livro: “Se nós mulheres africanas não nos levantarmos na luta contra a mutilação, ninguém vai fazê-lo por nós.”
 
Antes da publicação do livro, ela viajou a seu país para explicar o projeto para sua família. Lá muitos não sabiam a que ela se dedicava. “Limpando”, responde um parente à pergunta sobre sua ocupação na Espanha. Djarra lhes contou então que trabalha como mediadora na organização Médicos do Mundo em Navarra desde 2008, e que dia a dia “sensibiliza outras mulheres sobre a mutilação”, para que as famílias decidam não submeter suas filhas a esta experiência.
 
A mutilação genital começa entre gritos de dor e lágrimas – às vezes engolidas com esforço para aparentar ser “uma mulher forte”, conta Djarra –, porém não termina quando a ferida para de sangrar. A mutilação afeta no mundo 149 milhões de mulheres e meninas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e marca as mulheres para a vida toda: na sua vida sexual e também ao vivenciar a maternidade, quando podem surgir mais complicações no parto. “Infecções vaginais e urinárias recorrentes, quistos e infertilidade” são algumas das consequências da mutilação genital feminina, segundo a OMS.
 
No livro, Djarra relata a primeira vez que manteve relações sexuais como “uma experiência horripilante”. Foi uma relação consensual, porém marcada pela dor: sua vulva nunca chegou a se desenvolver normalmente. As perguntas que a assombraram quando era criança ao ver imagens de genitais no colégio e o restante das complicações que sofreu ao longo dos anos a fizeram separar a mutilação genital do carinho e do respeito que ela tem para com seus costumes e sua cultura. “A mutilação não me deu nada de bom”, afirma.
Djarra trabalha com as comunidades africanas em Navarra mediante sua própria experiência, com as perguntas e os temores que a atormentaram. “Quando você se questiona, as coisas começam a mudar. Por que me fizeram isso? Para que serviu isso? Quais os benefícios para minha saúde e minha vida sexual?”, pergunta. “Se você pensa nessas questões, nunca vai querer fazer isso na sua filha”.
 
“Quando comecei, era muito difícil falar sobre o assunto da mutilação. Via rostos que pareciam que iriam me comer”, conta. “Comecei a falar sobre saúde sexual, conhecer nossas partes íntimas. E aí sai o assunto da mutilação porque, quando colocamos imagens do aparelho genital feminino, há mulheres que começam a perguntar: ‘O que é isso?’. ‘O clitóris’. ‘E por que eu não o tenho?’ Então, às vezes, elas se abrem e contam: ‘Me cortaram’”, explica Djarra.
 
Em outras ocasiões, os muros que erguem a vergonha e o medo são muito altos. “Você tem medo de ser humilhada, que riam de você. Porém também é um medo de trair sua família, sua comunidade. É a educação que te deram. A cultura que você tem. É a sua identidade como mulher”. E esses muros, esses temores, também estão na Espanha. “O livro também está destinado aos espanhóis, porque eles pensam que a mutilação está longe, e não é assim. A imigração está aqui. As africanas estão aqui, e este é um problema de saúde mundial”, diz.
 
Fátima não guarda rancor de sua família porque considera fundamental entender o contexto em que é executada esta violação dos direitos das mulheres, condenada na Assembleia Geral das Nações Unidas em uma resolução em 2012. “Na minha família, todas as mulheres foram mutiladas. Haviam lhes ensinado que era algo puro, eram boas mulheres. Uma mulher que não é mutilada não pode participar dos rituais. Ela é uma mulher suja.”
 
A falta de informação e de educação protege essas condutas, motivo pelo qual Djarra decidiu dedicar sua vida a esta questão para que não haja desculpas no futuro. “Nossas famílias, nossas mães, nossas avós pensavam que era algo bom para nós mulheres, porém agora sabemos que não é. Temos que lutar para que entendam que é ruim para a saúde.”
 
A mutilação, conta, precisa ser entendida em um contexto de violência estrutural contra as mulheres. “É uma violação dos direitos humanos e violência de gênero. Porém lá (na Guiné-Bissau) é algo normal. Seu marido pode te bater e você vai para a casa dos seus pais e eles te dizem: ‘Volta para casa, é o seu marido’. É como se seu marido fosse seu dono”. Hoje em dia, diz ela, as coisas estão mudando pouco a pouco. “Não tanto quanto na Espanha, porém estão lutando a favor da igualdade. Se você grita com seu marido na rua, diante de todos, você vai chamar muita atenção; porém, em casa, você pode fazer isso, e a mulher pode ter o controle.”
 
Djarra acredita que, na luta contra a mutilação genital feminina, as leis são indispensáveis. Como a que proibiu a mutilação em seu país de origem em 2011 ou a proibição na Espanha que pune com detenção os pais que permitem que suas filhas sejam mutiladas. “Mas sem meios, sem sensibilização, não se pode erradicar a prática. Em Guiné-Bissau a lei proíbe a mutilação desde 2011, porém a continuam realizando na área rural onde não há quem faça cumprir a lei, já que não há meios suficientes para tal.”
Na Espanha, em Navarro e na Catalunha, também existem protocolos para evitar que as meninas sejam mutiladas quando viajam de férias para seus países de origem. Elas devem passar por exame médico antes e depois da visita a seu país, e seus pais levam um documento em que se informa à família que, se a menina voltar para a Espanha mutilada, seus pais irão para a cadeia. Pretende-se desta forma que os parentes não obriguem os pais a mutilar as crianças; em muitos casos, estes familiares dependem do dinheiro enviado da Espanha e a prisão dos parentes migrantes cortaria essa via de rendimentos.
Djarra destaca também a necessidade de envolver as comunidades religiosas, que muitas vezes servem de apoio para as mutilações. “Eu vou com respeito. Na comunidade africana, os homens sabem mais sobre o Corão do que as mulheres, porque têm mais oportunidades para estudá-lo. O que eu lhes digo é que não há nenhum versículo do Corão que diga que é preciso mutilar as mulheres. Se o imã entende isso, pode sensibilizar os homens que frequentam a mesquita.” Nesse sentido, ela destaca o fatwa – pronunciamento legal sobre uma questão específica emitido por um especialista na lei islâmica – assinado por 170 imãs contra a mutilação.
 
Djarra espera que, um dia, a tradição não proteja o que para ela é uma violação de direitos humanos. Ela diz que vive entre dois mundos, que se complementam e a enriquecem. Sua mãe só a registrou quando Guiné-Bissau obteve sua independência de Portugal, em 1973. Foi então que ela acrescentou seu sobrenome nativo, Djarra, ao nome de Fátima. Ela, como sua mãe, busca preservar as tradições, mas somente aquelas que merecem ser preservadas. “A mutilação, não”, diz ela.
Tradução: Mari-Jô Zilveti - Matéria original publicada no site do jornal espanhol El Diario.
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DESABAMENTO DE EDIFÍCIO COM NÚMERO INDETERMINADO DE VÍTIMAS NA GUINÉ-BISSAU


Um edifício de quatro andares desabou hoje em Canchungo, cidade do noroeste da Guiné-Bissau, e provocou um número indeterminado de vítimas, disse à agência Lusa fonte no local.
 
O acidente deu-se pelas 18:00 locais (19:00 em Lisboa).
 
O imóvel estava em construção, mas já estava habitado, referiu a mesma fonte.
 
Hoje estaria ainda mais lotado devido a um jogo de futebol nas imediações, acrescentou.
De acordo com fonte diplomática, até ao momento não há indicação de que haja portugueses entre as vítimas. RTP

3 DE AGOSTO, INAUGURADO A PRAÇA DOS MÁRTIRES DE PINDJIGUITI

O Presidente do parlamento guineense, inaugurou hoje em Bissau, a praça dos Mártires de Pindjiguiti, no dia dos Mártires de Pindjiguiti. Uma praça totalmente requalificada com uma nova fisionomia, na presença do comandante Pedro Verona Pires, combatente da liberdade da pátria e antigo Presidente do Cabo-verde, graças a iniciativa da Câmara Municipal de Bissau.
 
O ato juntou corpo diplomático, membros do governo, chefias militares, Sociedade Civil e algumas figuras relevantes da sociedade guineense.  
 
Discursando no ato da cerimonia de 03 de Agosto, 56º aniversário dos Mártires de Pindjiguiti, em representação do Presidente da República, Cipriano Cassamá, recordou o passado negro que o país viveu, afirmando que massacres e mártires repetiram-se durante anos, pessoas atadas coagidas arrastadas pelas ruas até ao morte pelos sucessivos regimes. E que agora, “Basta de golpes de estado. Já chega. A luta é contra subdesenvolvimento para a consolidação da democracia, a paz e a estabilidade.”  
 
O Comandante Pedro Verona Pires, considera a postura dos marinheiros de ato de coragem e de resistência contra o regime colonial. Exorta aos guineenses que não se deixem outras pessoas a resolver os seus problemas, recordando a célebre frase do fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana, Amílcar Lopes Cabral, “ Pensa ku nó cabeça e ianda ku no próprio pé.” 
 
O Primeiro-ministro manifesta-se satisfeito com a iniciativa disse esperar que seja o sentimento de todos guineenses. Anunciando a celebração de 24 de setembro, data da proclamação da independência em Bafatá, para a requalificação daquela cidade e, respeita a decisão da ANP, em levantar a imunidade parlamentar a um deputado do PAIGC.
 
A praça ora inaugurada dispõe agora de ginásio, fontenário e lugares de diversão.
As obras da construção de raiz do monómetro Mártires de Pindjiguiti (mon di Timba) e a reabilitação da zona circunjacente, foram orçadas em 315 milões de francos cfa, pouco mais de 450 mil Euros e tiveram a duração de cerca de 05 meses.   
 
No recinto do monumento foi disseminado algumas placas dos nomes de todos aqueles que foram massacrados durante o dia inesquecível, pelos guineenses.
 
De momento regista-se 03 sobreviventes do massacre que se manifestaram outra hora corajosos, mas que agora escusados em estado de abandono. 
 
O macabro ato de tristeza aconteceu a 03 de agosto de 1959, onde 59 marinheiros guineenses foram massacrados pela tropa colonial, quando reclamavam aumento salarial e condição de trabalho pelo então regime de António Espínula, o ditador.
Honra a Memoria aos Mártires de Pindjiquiti.
 

ATAQUE CONTRA CAMPO MILITAR DEIXA 10 SOLDADOS MORTOS NO MALÍ

 
Bamako - Dez soldados morreram nesta segunda-feira num ataque contra um campo do exército maliano, na região de Timbuctu, norte do Malí indicou uma fonte militar.
 
Vários militares foram enviados à unidade da Guarda Nacional de Gurma Rharusm após o ataque realizado, segundo a fonte, por elementos jihadistas vinculados ao grupo Ansar Dine.
O ataque aconteceu dois dias depois que dois soldados malianos morreram em uma emboscada contra o exército em Nampala (centro).
 
Os atentados jihadistas, até então limitados ao norte do país, se estenderam para o centro e sul, perto das fronteiras com a Costa do Marfim e Burkina Faso.
 
Grupos jihadistas vinculados à Al-Qaeda se apoderam do norte do país africano entre Março e Abril de 2012, aproveitando a derrota do exército ente os rebeldes tuaregues. Fonte: Aqui

“Guines Liga” 2014/2015: BENFICA DE BISSAU VENCE CAMPEONATO NACIONAL

Foto de Benfica de Bissau campeao 2015
O Sport Bissau e Benfica consagrou ontem (domingo), 02 de Agosto, campeão do campeonato nacional da primeira divisão ao golear o campeão em título, Nuno Tristão FC de Bula, por quatro bolas sem resposta, no Estádio Nacional 24 de Setembro. A partida de ontem que assinala a última jornada (26ª) do campeonato da primeira divisão contou com uma boa assistência dos adeptos com destaque para o Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira e alguns membros do seu executivo.
 
Os jogadores das “Águias de Bissau” dominaram todo o encontro, muito cedo mostraram a ambição e determinação em vencer a partida e conquistar o título. Os golos dos encarnados foram apontados por inevitável Sumaila Djassi aos 10 e aos 43 minutos, Eduíno aos 19 e Tony aos 53 minutos.
 
Sob um domínio total e absoluto dos encarnados, logo aos dez minutos iniciais o “inevitável” Sumaila Djassi, coloriu a festa encarnada abrindo o marcador através de uma boa jogada individual, na qual tirou duas defesas de Bula do caminho e com pé já na grande área enfiou o esférico para dentro das redes dos bulenses, fazendo explodir de alegria as bancadas do Estádio 24 de Setembro.
 
Quando os nortenhos tentavam equilibrar o jogo na tentativa de reagir ao primeiro golo sofrido, Eduino aumentou a vantagem encarnada por 2-0, aos 19 minutos e acabou com as expectativas dos forasteiros.
 
Aos 43 minutos Sumaila Djassi, apareceu mais uma vez, na cara de guarda-redes de Bula e fez o segundo na conta pessoal e consequentemente, o terceiro da sua equipa.
 
No reatar da segunda parte apesar da vantagem, os rapazes de Romão dos Santos não baixaram o ritmo, comandaram o jogo através da gestão e circulação cuidadosa de bola, neutralizando qualquer tentativa ofensiva da equipa adversária.
 
Aos 53 minutos do encontro, o avançado, Tony fechou a contagem e fixou o resultado final do encontro por 4-0.
 
Mister Vando da equipa de Bula, inconformado com o desempenho dos seus jogadores, fez algumas alterações que em nada valeu a sua equipa, pois não conseguiu alterar o rumo dos acontecimentos.
 
A entrega do trofeu foi efectuada pelo Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira que na sua declaração à imprensa prometeu apoios a alguns clubes de futebol nacional com vista a melhorar a prática desportiva do país.
 
Questionado pela imprensa se o governo estará a altura de apoiar as participações dos clubes nacionais nas provas internacionais da CAF, o chefe de Governo remeteu a responsabilidade aos dirigentes do clube para se organizarem melhor.
 
Porém, Domingos Simões Pereira reafirmou a sua intensão de parar todas as competições internacionais e “reorganizar-se internamente para melhor competir e assim podermos relançar o nosso futebol”.
 
Com esse título, Sport Bissau e Benfica conquistou o seu décimo título de campeão nacional da primeira divisão.
 
Entretanto, o seu perseguidor direto, Sporting Clube da Guiné-Bissau, bateu o seu adversário – os Balantas de Mansoa, por 1 – 0, mantendo a distância que, contudo, nada lhe valeu para conquista do ceptro nacional.
 
Por: Alcene Sidibé
 

NOVAS HABITAÇÕES SOCIAIS EM BISSALANCA

Ver para crer como São Tomé! Só Pó Na Guiné Kala!

O Ministro das Obras Públicas, José António Almeida (na foto), anunciou a parceria com a República da China para a construção de 250 casas, com a tipologia T2, T3 e T4, para fins sociais, em Bissalanca. Diz-se Aqui que a habitação poderá vir a albergar os actuais residentes nos bairros de Reno e Mindará, na capital. O Governo pretende demolir os dois bairros para "entregar" à iniciativa imobiliária e começar a construir os novos quarteirões de Bissau, acrescentando que um levantamento está em curso para atribuir habitações aos residentes desses bairros, "em função de cada agregado familiar". Mas, porquê que o Governo não começa, primeiro, a construir, antes da demolição dos dois bairros?  
 
Ora, quanto a mim, este projecto cheira a megalomania política deste Governo. Ideias delirantes do actual executivo. Porque, no meu entendimento sobre a sociologia do crescimento urbano, as cidades não surgem a partir do nada. Elas aparecem e o seu crescimento é impulsionado pela indústrialização, comunicação e comércio. Numa só palavra: emprego! E se nada disso existe actualmente no nosso país, só podemos concluir que a iniciativa (o projecto) não passa de uma encenação política por parte do executivo. Não seria honesto e justo se o Governo nos dissesse assim: “o projecto de construção de habitação visa a venda ou aluguer de casas, visto que tem estado a ser assediado pelos empreiteiros ("iniciativa imobiliária") e bancos estrangeiros”?
 
Com a actual dinâmica económica e social em que o país se encontra, como se pode estar a falar em tipologia T2, T3 e T4 para albergar os actuais residentes dos bairros de Reno e de Mindará, em “função do agregado familiar”? A falar desta forma, podemos partir do princípio de que o Governo estará a relegar para último plano os factores estruturantes e culturais dos residentes, há mais de um século, desses bairros. Pergunto: qual a noção de “agregado familiar” que o executivo vai adoptar? A ocidentalização da realidade social pode levar o Governo a corre o risco de misturar nas mesmas habitações a construir em Bissalanca: cola, bombolon e crucifixo. O que não deixará de ser dramático e contraproducente, porque os guineenses não são e nunca se deixaram assimilar na cultura dos tugas, comparando-os com a maioria dos habitantes de Luanda/Angola. Não se massificam. Portanto, cuidado. 

PEDRO PIRES EM BISSAU

O antigo Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires esta em Bissau no ambito da inauguração da Praça dos Martires de Pindjinkiti. 
 
O Estadista Caboverdeano vai aproveitar da sua estadia para mediar a tensão entre as duas testas do Executivo Guineense. E quem sabe, se não é para jogar a sua última cartada para a recondução política do DSP, seu único peão, hoje, no poder na Guiné-Bissau? Essas figuras ainda convivem com estereótipos coloniais sobre a nossa terra e gente, da década de sessenta. 
 
Face ao radicalismo do atual Primeiro Ministro de recusar exonorar membros do Governo arguido pela Justiça, o Presidente JOMAV vai escolher para substituir o DSP, caso não encontrar consenso na remodelação do Governo, o antigo Ministro das Finanças de Carlos Gomes Junior e atual Director Executivo do BCEAO, JOÃO ALADJI MAMADU FADIA.
 
Viva novo Primeiro Ministro FADIA.

ANÁTEMA FEUDAL – II


 
Leia também: ANÁTEMA FEUDAL – I
 
2 – Os Estados Unidos detêm de longe o maior pendor ofensivo no âmbito dos programas do exercício de hegemonia unipolar, no que diz respeito aos seus instrumentos militares, com o Pentágono a estabelecer a quadrícula do mundo e com a disseminação de bases, que ultrapassam as 800, em todos os continentes.
 
Por essa razão os orçamentos para garantir essa cobertura típica dum império, que exige um enorme esforço de organização e manobra, são de longe os maiores do mundo, comparativamente a todos os outros.
 
Essa cobertura determina que sejam os Estados Unidos a deter o maior número de aviões e de porta-aviões, pois uma parte substancial das suas forças estão fora do seu território e as bases circundam o globo, embora haja concentrações em função das tónicas geo estratégicas e dos conflitos em curso.
 
Neste momento os Estados Unidos procuram aligeirar a sua presença no Oriente Médio, fortalecendo a NATO na Europa do Leste, em torno do contencioso da Ucrânia, ao mesmo tempo que começam a concentrar esforços e meios em direcção à China, via Pacífico.
 
Quer dizer que os Estados Unidos estão a todo o transe a procurar conter a emergência dos BRICS, começando por fixar a Rússia a oeste e a China a partir do Pacífico, integrando aliados como o Japão, a Coreia do Sul, as Filipinas e outros que procura manipular alimentando discórdias e disputas regionais.
 
A doutrina Obama aproveita a doutrina Bush, ao colocar o Estado Islâmico como prioridade em termos de ameaça, a par da Rússia, de modo a poder aproveitar o esboço de “conflito de civilizações” que herdou.
À falta de “comunismo”, quem detém o poder ofensivo precisa de ter um contraditório na definição da ameaça, que cumpra com um papel que justifique o seu próprio poder.
 
Os Estados Unidos para o efeito dominam em muitas regiões do globo e mantêm uma panóplia de alianças, que enquadram autênticos regimes de vassalagem, como os casos multilaterais da NATO,“Organização do Tratado do Atlântico Norte”, ou do ANZUS, “Pacto Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos”, ou os casos bilaterais como o Japão, ou as Filipinas.
 
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Por tabela, em África, a situação é similar, particularmente com o “laboratório” criado com a implantação do AFRICOM: a partir da destruição da Líbia, semeou-se o caos no Sahara, no Sahel, até Ogaden… e agora há toda a justificação para os Estados Unidos e seus vassalos da OTAN,“socorrerem” os débeis estados africanos que lhes caem nos braços em estranhas “parcerias”, a fim de fazerem face aos mentores tácticos do caos herdado, ao “terrorismo” do AQMI, do Boko Haram, ou do al Shabaad…
 
As suas forças situam-se sobretudo no hemisfério norte, mas também fazem cobertura de seus interesses no hemisfério sul, onde não é preciso muito, nem muitos recursos, para assumir a liderança em proveito da aristocracia financeira mundial.
 
A internacionalização do dólar e as manipulações que com ele são feitas, permitem que uma grande parte das verbas para os orçamentos sejam provenientes de outros, inclusive de alguns dos alvos (casos da Rússia e da China).
 
O recurso a ideologias de raiz feudal é comum nas doutrinas militares que os Estados Unidos têm vindo a elaborar.
 
Os Estados Unidos implantam assim as dialécticas manipuladoras, estabelecendo artificiosamente campos de “conflito de civilizações”, de “conflitos étnicos”, ou de “conflitos religiosos”…
Desde a IIª Guerra Mundial que os Estados Unidos estão por isso em conflito permanente onde quer que seja, com guerras de intensidade variável e recorrendo a todo o tipo de justificações, depois do “laboratório” de suas manipulações e ingerências.
 
Durante o período da “Guerra Fria”, os Estados Unidos disseminaram ingerências em todos os continentes e agora multiplicaram essas ingerências, ainda que alterando as perspectivas geo estratégicas de suas condutas tendo em conta a interligação de interesses e das capacidades de resposta que encontrem por parte de quem lhes é resistente.
O capitalismo, selvagem ou não, procurará sempre fórmulas “concorrenciais” que estimulem processos dialécticos de manipulação e ingerência, pois de outra maneira é impossível a implantação do domínio indispensável.
 
Mentores da tese, estimulam agora a antítese, para que a síntese seja o mais proveitosa possível.
 
A “guerra entre civilizações”, a “guerra entre etnias”, ou a “guerra entre religiões”, com todos os ingredientes de “guerra psicológica”, faz parte de suas mais estimulantes agendas e ementas que servem aos processos de domínio de que se socorre a hegemonia unipolar, ou seja, o que move as potencialidades de manipulação, ingerência e sobretudo de agressão ofensiva.
 
As “revoluções coloridas”, ou as “primaveras árabes”, inscrevem-se nessa guerra psicológica sem fim e de carácter sempre retrógrado, semeando o caos, dividindo sempre, subvertendo outras opções, ou interesses, corroendo todas as iniciativas e geo estratégias de paz! 
 
Imagem: Mapa de William Blum, relativo às acções levadas a cabo pelos Estados Unidos depois da IIª Guerra Mundial.

GOVERNO GUINEENSE VAI CONSTRUIR HABITAÇÕES SOCIAIS

O Governo da Guiné-Bissau em parceria com a republica da China, está a preparar um programa de construção de habitação social disse o ministro das Obras Públicas guineense, José António Almeida.
 
Conforme o ministro, objetivo é chegar a construir mil casas, mas nesta primeira fase, está prevista a construção de 250 casas, projetadas para fins sociais com tipologias T2, T3 e T4 em  Bissalanca, junto ao aeroporto internacional, a noroeste da principal entrada da capital.
 
A habitação poderá vir a albergar os atuais residentes nos bairros de Reno e Mindará, na capital, os quais o Governo pretende demolir para entregar à iniciativa imobiliária e começar a construir os novos quarteirões de Bissau.
 
Um levantamento está em curso para atribuir habitações "em função de cada agregado familiar", acrescentou José António Almeida, sublinhando que o país tem grande défice de habitação",  com estimativas a apontar para a necessidade imediata de 4.000 fogos em todo o país.
 

domingo, 2 de agosto de 2015

ATIVISTAS AFRO-AMERICANOS INICIAM MARCHA DE 40 DIAS

Ativistas dos direitos dos afro-americanos iniciaram este sábado uma marcha de 40 dias até Washington, capital dos Estados Unidos, para protestar contra as injustiças raciais e reclamar mudanças nos direitos de voto, educação e emprego, além de restrições ao uso da força policial.
 
A chamada «Travessia Pela Justiça», organizada pela principal associação norte-americana para a defesa dos direitos dos afro-americanos – a NAACP –, será feita a pé e irá percorrer mais de 1380 quilómetros através de cinco estados do sul dos Estados Unidos, até chegar à capital norte-americana.
 
A marcha começou em Selma (Alabama), frente à ponte Edmund Pettus, local onde, há 50 anos (em março de 1965), dezenas de ativistas afro-americanos foram violentamente reprimidos pela polícia no chamado «Domingo Sangrento».
 
Os ativistas vão atravessar os estados do Alabama, da Geórgia, da Carolina do Sul, da Carolina do Norte e da Virgínia, até chegarem – no dia 11 de setembro – a Washington, informou a NAACP (sigla em inglês de Associação Nacional para o Desenvolvimento dos Povos de Cor).
 
«Estamos a marchar pelas nossas vidas, pelo nosso voto, pelos nossos empregos, pelas nossas escolas. Queremos reformas políticas reais e precisamos do apoio de todo o país», afirmou à estação televisiva NBC o responsável da NAACP para a região sudoeste, Quincy Bates.
 
O principal objetivo dos manifestantes é a reforma da Lei do Direito de Voto, aprovada há 50 anos, que eliminou as decisões arbitrárias dos funcionários dos estados sobre a possibilidade de um negro se recensear para votar. Em 2013, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos alterou uma parte importante dessa lei, deixando esta de obrigar os estados a pedir autorização federal para mudar as regras de voto.
 
«Queremos que o Congresso restaure, fortaleça e impulsione a Lei do Direito ao Voto de 1965, com a adoção de uma Lei do Desenvolvimento do Direito ao Voto», refere a declaração de intenções da marcha na página oficial de internet da NAACP. Os ativistas também solicitam «uma ação federal para assegurar que cada estudante tenha acesso a uma educação segura e de qualidade, independentemente do local onde resida e dos rendimentos da família», além da aprovação de medidas para aumentar o salário mínimo e de que se dê «prioridade à criação de emprego e à formação laboral». Por último, reclamam a criação de «padrões nacionais para a utilização de força para todos os agentes da polícia» e a aprovação de uma lei contra as práticas policiais de perseguição de pessoas em função da sua raça.
 
O início da marcha acontece apenas alguns dias antes de se assinalar o primeiro aniversário da morte de um jovem afro-americano, a 9 de agosto de 2014, por um polícia branco, em Fergunson (Missouri), incidente que foi seguido de outros casos semelhantes em vários pontos do país e que causou um debate nacional sobre a brutalidade policial contra minorias.
 
Os organizadores da marcha não avançaram com o número de ativistas que deram hoje início ao trajeto a pé desde Selma, mas admitiram esperar que milhares de pessoas se juntem ao grupo até à chegada a Washington.
 
No dia da chegada à capital norte-americana, os ativistas planeiam fazer uma série de discursos, mas querem também prolongar as atividades até 16 de setembro, sob o lema «As nossas vidas, os nossos votos, os nossos empregos, as nossas escolas importam». Fonte: Aqui

Região de Bafatá: PLATAFORMA DAS ORGANIZAÇÕES CONSIDERA DE EXAGERADO O PREÇO DO ALUGUER DE TRACTORES PARA A LAVOURA

 Bubacar Djaló
O Secretário-executivo da Plataforma das Organizações Não Governamentais e Associações de Base da Região de Bafatá, Bubacar Djaló, disse numa entrevista exclusiva ao Jornal “O Democrata”, que a sua organização está contra o preço de 15 mil francos CFA por hora, estipulado pelo executivo para aluguer de tractores agrícolas por hora. Todavia, acrescentou que tractores privados são alugados aos agricultores ao preço de 10 mil francos CFA, por hora.
 
Esta organização da sociedade civil da Região de Bafatá conta actualmente com 75 membros, entre associações e organizações não-governamentais de desenvolvimento. A plataforma ajuda na orientação e identificação de parceiros a quem os seus associados podem submeter determinados projectos. A Plataforma serve como um espaço de concertação entre as ONG’s e associações de base sedeadas na Região de Bafatá, mas também serve de solução para eventuais problemas que possam surgir no seio das organizações filiadas.
 
Bubacar Djaló disse que o valor fixado pelo executivo incentiva desta forma os privados, que praticam um preço mais baixo, a cobrarem o mesmo preço práticado pelo governo. Contudo mostrou que o executivo é quem deveria aplicar o preço de aluguer mais baixo para tractores de lavoura, de forma a incentivar os privados a praticarem igualmente preços mais baixos.
 
Acrescentou ainda que a atitude do governo retira o direito às pessoas com menos recursos financeiros, em detrimento de indivíduos que possuem dinheiro para pagar os elevados custos do aluguer do tractor. Salientou neste particular que a economia dos agricultores nacionais depende, na sua maioria, da campanha de comercialização da castanha de cajú.
 
“Sabemos que a castanha foi comprada a um bom preço, mas também sabemos que este ano houve pouca produção da castanha a nível da Região de Bafatá, tornando nulo o poder de compra dos camponeses”, explicou.
 
Solicitado a pronunciar-se se a plataforma está a fazer algumas diligências junto da Delegacia Regional da Agricultura no sentido de pedir uma redução do preço de aluguer do tractor, explicou que a sua organização tentou convencer o delegado regional no sentido de baixar o preço do aluguer das máquinas de lavoura, mas a resposta da representação do ministério da agricultura na região é de que o preço teria sido decidido em Bissau.
 
PLATAFORMA ORGANIZA PRIMEIRA EDIÇÃO DE FESTIVAL DAS ONG’S DE BAFATÁ
 
Djaló avançou ainda que a sua organização pretende organizar a primeira edição do festival das ONG’s, onde será debatida o papel das organizações que actuam na Região de Bafatá. Informou ainda que durante o festival cada organização terá a palavra para espelhar os sucessos e insucessos durante a sua intervenção na região.
 
Bubacar Djaló assinalou que será avaliado as contribuições das organizações na região, assim como as mudanças verificadas. Segundo o responsável da plataforma, o evento vai servir de espaço de fazer o diagnóstico e avaliar as falhas que impossibilitaram a eficiência dos projectos já implementados em Bafatá, para que no futuro não sejam cometidos os mesmos erros do passado.
 
O Secretário-executivo da plataforma revelou que a sua organização tem um projecto de rádio que poderá funcionar ainda este ano na cidade de Bafatá. Explicou que a estacão emissora que a sua organização pretende criar será denominado de “Canal Sul – Rádio Mulher de Bafatá”.
 
Frisou, no entanto que foi graças a Rádio Nacional de Espanha é que conseguiu equipamentos para abertura desta nova estação radiofónica, tendo acrescentado que a futura emissora trabalhará em estreita colaboração com o Canal Sul de Espanha.
 
DJALÓ CONSIDERA DE POSITIVO OS CINCO ANOS DA PLATAFORMA
 
Bubacar Djaló considera de positivo os cinco anos da existência da organização que dirige, apontando que as organizações e parceiros do desenvolvimento não estavam organizados no passado, mas com a criação da plataforma conseguiu-se organizar.
 
“Ajudamos com a criação da plataforma a harmonizar a linguagem das ONG’s na região. Acima de tudo a plataforma serve ainda de um fórum de diálogo e concertação das organizações na região”, disse.
 
Não obstante os sucessos, Djaló não esconde algumas dificuldades da sua organização, sobretudo naquilo que diz respeito aos primeiros anos na ONG na região. Acrescentando que a plataforma não tem nenhum parceiro financiador, mas sim funciona com os próprios fundos provenientes das quotas dos membros.
 
A nossa reportagem falou igualmente com o responsável do gabinete técnico da plataforma, Samba Buaró, que pronunciou sobre a escassez da água potável na cidade de Bafatá.
 
Buaró sublinhou que não se fez o trabalho de reabilitação da antiga rede de distribuição de água, pelo que se continua registar dificuldade na distribuição da água e frequentes cortes ou rebentamento de tubos.
 
“Sendo assim teremos sempre dificuldades de água, porque a população de Bafatá hoje é superior ao período em que a rede de distribuição de água foi montada, por isso, precisa ser ampliada para responder as exigências do sector”, precisou.
 
Relativamente a campanha agrícola, Samba Buaró disse que a plataforma depois de ter a informação da disponibilidade do governo em apoiar os camponeses com as sementes agrícolas tomou a iniciativa de produzir uma lista com nomes das associações que apoiam os camponeses na região e submetê-la a delegacia regional da agricultura, a fim de apoiar aquelas organizações camponesas.
 
Em relação aos tractores, Buaró indicou que mesmo com os novos tractores que o executivo disponibilizou não se conseguiu responder as necessidades da população dos locais beneficiados. Por isso, pediu que o governo esforce ainda mais no sentido de corresponder às exigências da população da Região de Bafatá.
 
CRIMINALIDADE DIMINUIU BASTANTE NA REGIÃO DE BAFATÁ
 
O responsável da plataforma das organizações e associações de base da Região de Bafatá, Bubacar Djaló afirmou aos microfones do jornal “O Democrata” que a situação de crime diminuiu bastante na região, onde nasceu o fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana. Acrescentando que o tal resultado foi possível, graças aos trabalhos que as ONG’s estão a desenvolver junto das comunidades da região.
 
Salientou ainda que dantes é notável em cada semana ouvir as informações das pessoas que cometem homicídios por causa das mulheres ou do roubo de gado.
 
“Mas agora é difícil ouvir isso, as vezes durante um ano pode-se ouvir um ou dois casos do género”, contou.
 
Outro assunto que preocupa organizações que actuam na região tem a ver com os frequentes casos de casamento precoce, agressões e a mutilação genital feminina. O responsável da plataforma assegurou que a sua organização pretende em colaboração com os seus associados trabalhar seriamente na mudança de comportamento das pessoas sobre o referido assunto.
 
Revelou que a população da Região de Bafatá quer ver o governo e as organizações que trabalham na erradicação do casamento precoce à dedicarem também ao assunto da gravidez precoce. Informou ainda que a população pede a criação de normas e leis que responsabilizam as pessoas que incentivam ou praticam o casamento precoce.
 
A equipa de reportagem de Jornal “O Democrata” encontrou, durante a sua visita às instalações da plataforma, a associação “Super Ganhila” de Saré-Meta que se deslocou-se  a aquela secção de sector de Bafatá para se inscrever na plataforma.
 
A associação de mulheres de Saré-Meta é uma associação de base que opera no sector de agricultura, nomeadamente na produção de batata-doce.
 
Por: Sene Camará/Alcene Sidibé
 

BENFICA E SPORTING DECIDEM QUEM SERÁ O NOVO CAMPEÃO DA GUINÉ-BISSAU

Benfica e Sporting decidem quem será o novo campeão da Guiné-Bissau
Benfica e Sporting jogam no domingo as partidas que vão decidir quem será o novo campeão de futebol da Guiné-Bissau na última jornada do campeonato da Primeira Divisão.
 
O Benfica lidera com 55 pontos e 65 golos marcados contra 20 sofridos (saldo de 45 golos), enquanto o Sporting está em segundo com 53 pontos, 35 golos marcados e 14 sofridos (diferença de 21 golos).

Ambas as equipas jogam em Bissau, no domingo, às 16:30 (17:30 em Lisboa).

O Benfica joga no Estádio Nacional 24 de Setembro frente ao Bula, sétimo classificado, enquanto o Sporting enfrenta os Balantas de Mansoa, quinta classificado, no campo CIFAP.

No arranque para a última jornada já são conhecidas as equipas que ficam na zona de despromoção: o Bijagós Futebol Clube da ilha de Bubaque, o Estrela Negra de Bissau e o Estrela Negra da ilha de Bolama.


Programa da 26.ª e última jornada

- domingo, 02 de agosto

Portos de Bissau - Bafatá

Sporting - Balantas de Mansoa

Cuntum - São Domingos

Benfica - Bula

Bambadinca - UDIB

- segunda, 03 de agosto

Estrela Negra de Bissau - Bubaque Bijagós

Canchungo - Estrela Negra de Bolama

Todos os jogos estão marcados para as 16:30 (17:30 em Lisboa)
 

LÍBIA: PARLAMENTO CONSIDERA NULOS JULGAMENTOS DE EX-DIGNITÁRIOS

 Cairo, Egito (PANA) - A situação nas regiões "confiscadas" na Líbia não permite a organização de julgamentos suscetíveis de prestar uma justiça equitativa e pôr termo à injustiça, considerou a Assembleia dos Representantes líbios (Parlamento) num comunicado citado sexta-feira pela agência egípcia de notícias MENA.

"Os vereditos pronunciados contra 37 cidadãos líbios detidos em prisões fora do controlo do Estado legal e da tutela do Ministério líbio da Justiça do Governo provisório líbio são nulos", considera o comunicado.

O Parlamento advertiu as "milícias armadas" contra as consequências da execução das sentenças, nomeadamente as penas de morte, prometendo perseguir todos os que tentarem prejudicar a vida, os bens e à liberdade dos cidadãos sem garantir julgamentos justos.

O comunicado exorta a ONU e a sua missão na Líbia a desempenhar o seu papel humanitário para impedir a execução destas sentenças até que a justiça do país seja restabelecida para garantir julgamentos justos e transparentes.

Seif al-Islam Kadafi, filho do ex-líder líbio Muamar Kadafi, e outros dignitários do antigo regime, incluindo o último primeiro-ministro, Al-Baghdadi Mahmoudi, e o ex-chefe dos Serviços de Inteligência, Abdallah al-Senoussi, foram condenados à morte terça-feira por um tribunal de Tripoli por crimes e repressão  da revolução de 2011.

O processo envolveu 37 antigos colaboradores do ex-ditador líbio que foram inculpados por crimes e repressão da revolução de 2011 que derrubou Muamar Kadafi.