PATARATICES
DE SISSOCO
Duvido que Sissoco Embaló saiba o significado do
termo “República”, expressão derivada do latim “res publica” (coisa pública). No
seu discurso proferido na tomada de posse de novos membros do Conselho de Estado misturou "alho com bugalho". Baralhou noções, eminentemente, técnicas, confundindo “pluralismo cultural” com “poder
popular”. Uma aberração para quem diz que estudou e sabe tudo.
O pluralismo cultural de que falava Sissoco tem a ver com “E pluribus unum", um lema adotado pelo Congresso dos EUA em 1782 e ficou como o Selo do país, que significa “De vários/muitos, um”. O slogan representa a união das treze colónias numa única nação. Ideia de muitas culturas (pluralismo) unidas num só país. Seriam as mesmas ideias de união adotadas pelos pan-africanistas como Kwame Nkrumah, Amílcar Cabral, Benjamim Nnamdi Azikiwe, entre muitos outros nacionalistas da época, na luta pela independência.
Enquanto “República” é um regime político onde a soberania reside no povo, que exerce o poder através de representantes eleitos para governar em seu nome por período determinado. As questões de regimes políticos não se misturam com as da unidade cultural.
O termo deriva do latim res publica (coisa pública), enfatiza que o governo deve servir aos interesses comuns e que todos estão subordinados às leis. As repúblicas se distinguem de monarquias pelo carácter temporário e eletivo dos cargos de chefia, com o chefe de Estado escolhido pelo povo. É por isso que se diz que o poder reside no povo que o delega aos seus representantes.