segunda-feira, 20 de maio de 2019

UNTG e CGSI cumprem nova paralisação

Bissau, 20 Mai 19 (ANG) – As duas maiores centrais sindicais do país nomeadamente a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau (CGSI-GB),observam terça-feira a terceira vaga de greve na Função Pública ,exigindo entre outras o pagamento de salários e aumento do salário mínimo de 50.000 para 100.000fcfa.
Secretário geral da UNTG

Em declarações à imprensa hoje o Secretário-geral da UNTG disse que a greve decretada devido a inercia do governo, vai decorrer de 21 a 23 do corrente, se não forem satisfeitas  as reinvidicações um  novo pré-aviso de greve será entregue ao governo.

Júlio Mendonça frisou que já se chegou a um consenso e que a greve de terça-feira  é para valer, salientando que todos os sindicatos afiliados na sua organização vão aderir a paralisação, frisando que os serviços mínimos vão ser observados nas instituições mais complexos casos do Hospital Simão Mendes.

“ A Empresa da Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), pode ter o serviço mínimo, mas não vai ser da forma como se fez noutras paralisações, uma vez que os serviços mínimos serão nos hospitais e não nas casas dos governantes “,disse.

Mendonça disse que qualquer luta tem as suas consequências, salientando contudo que o que interessa é atingir o objectivo que passa pela mudança da maneira de governar a Guiné-Bissau.

Disse  que os políticos que não estão preparados para isso devem ficar sentados em suas casas.

O sindicalista disse ainda que o país não merece os governantes como os que tem actualmente, salientando que por isso, vão continuar a luta e apela o Instituto de Segurança Social para não dar emprestado o dinheiro ao governo,
 “uma vez que o Estado guineense não tem nenhum tostão naquela entidade”.

“Já o fizeram nos governos anteriores mas não liquidaram as dívidas. Por isso não o podem fazer de novo. Se conseguiram levar à falência a maioria das empresas públicas que era rentável, o Instituto Nacional da Segurança Social não terá a mesma sorte porque o dinheiro que gere pertence aos empregadores e trabalhadores “,frisou.

Mendonça confirmou que a luta da sua organização não será feita só para fazer, mas sim para atingir os objectivos mesmo que para isso haja greve de cinco, seis ou mais anos.

No Caderno Reivindicativo entregue ao Governo constam ainda  as exigências, de implementação do decreto de 19 de Outubro de 2012, referente a Avaliação de Desempenho na Administração Pública e do Pessoal Dirigente e a conclusão do processo sobre a  aprovação do novo Código de Trabalho na Guiné-Bissau.

Fonte: ANG/MSC/ÂC//SG

domingo, 19 de maio de 2019

A TAPAR O SOL COM A PENEIRA?

O Antigo Presidente da República, senhor Manuel Serifo Nhamadjo,  responsabilizou o actual Presidente da República por um eventual colapso da Guiné-Bissau, dizendo o seguinte: Ele não pode fazer parte do problema. Mais de dois meses sem nomear primeiro-ministro provocando radicalizações de posições. Deve poupar o país disto. 

Pergunto a V. Ex.ª o seguinte: 1) será que o senhor Nhamadjo ainda vive no planeta terra ou já está a posicionar-se como candidato para as presidenciais? 2) eticamente falando, como o senhor encaixa os arranjos da Mesa da ANP feitos pela dita maioria parlamentar?

Envio-lhe, então, um telegrama para informar de que quem está a "colocar lenha na fogueira" para o colapso do nosso país, são os dois golpistas de serviço: o chefe do partido onde o senhor faz parte e até tem medo de falar, o senhor Domingos Simões Pereira e o lacaio dele, senhor Nuno Gomes Nabiam do APU-PDGB.

Alerta máxima: é proibido nomear "o senhor Ódio e Vingança" para Primeiro-ministro da Guiné-Bissau!

sábado, 18 de maio de 2019

Primeiro-ministro guineense distribuiu o Arroz do Povo e por isso vai ser processado
Procuradoria-Geral afirma que ao distribuir o arroz que tinha sido confiscado pela polícia antes do fim do inquérito, Aristides Gomes incorreu na “ocultação da verdade material dos factos”.
Fonte: Público
17 de Maio de 2019, 13:3

A Procuradoria-Geral da Guiné-Bissau anunciou que o primeiro-ministro Aristides Gomes (na foto), vai ser processado criminalmente por ocultação de provas no caso do Arroz do Povo, o desvio de 136 toneladas de arroz oferecido pelo Governo chinês como ajuda humanitária à população guineense.

Diz a procuradoria, numa nota de imprensa datada de 16 de Maio e assinada pelo coordenador do seu gabinete de imprensa, Queba Coma, que “o Ministério Público tomou conhecimento da suposta distribuição do arroz em causa, sem que houvesse o relatório final de inquérito da Polícia Judiciária para o esclarecimento cabal da situação, isto é, se na verdade o referido arroz foi ou não desviado, quantidade desviada e quem são os supostos implicados e valores resultantes da respectiva venda”.
Em suma, para o Ministério Público (MP) guineense, o primeiro-ministro incorreu num crime porque, sem esse relatório, ao ordenar a distribuição do arroz recuperado pela Polícia Judiciária numa propriedade do ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos, e em armazéns da empresa do conselheiro especial do Presidente, Botche Candé, procedeu à “ocultação da verdade material dos factos”.

“Levando avante essa sua iniciativa sem o esclarecimento cabal da situação e nem anuência do MP, na qualidade de titular de acção penal, o responsável pelo acto assumirá as devidas consequências penais”, explica o texto, publicado em fac simile pelo blog Ditadura de Consenso.

Na mesma nota de imprensa, a Procuradoria acusa o primeiro-ministro de “mera manobra de propaganda política” quando afirmou que iria demitir os elementos da PJ envolvidos nas operações de busca e apreensão, quando estes estavam apenas a cumprir “o despacho legal de uma instituição judiciária”.

“É bom que fique devidamente esclarecido que as forças de segurança, neste caso em concreto, a PIR são do Estado da República da Guiné-Bissau e não de nenhum particular, razão pela qual, o titular do cargo político que requisitar ou ordenar o emprego da força pública para impedir execução de uma decisão das autoridades judiciais, incorre no crime de titulares de cargos políticos previsto e punível pelo artigo 25.º” da Lei de Investigação Criminal”, acrescenta o texto enviado aos jornalistas.
Foto
As 136,5 toneladas de arroz apreendidas pela PJ guineense na Operação Arroz do Povo terão sido desviadas de uma doação de 2638 toneladas entregues à Guiné-Bissau pelo Governo da China a 26 de Janeiro. No âmbito dessa operação foram detidas três pessoas e emitido um mandado de prisão do ministro da Agricultura Nicolau dos Santos, que não chegou a ser detido porque os seus seguranças impediram os agentes da PJ de levarem a cabo a detenção.

Nicolau dos Santos manteve-se no seu posto, ao mesmo tempo que se abria uma guerra entre o MP e a PJ, sem nunca ter sido detido até Aristides Gomes ter resolvido demiti-lo esta quinta-feira, junto com o ministro do Interior, Edmundo Mendes.
Foto
O MP ordenou à PJ que devolvesse o arroz apreendido na propriedade de Nicolau dos Santos (100 toneladas), que o ministro garantia estar ali apenas guardado para ser distribuído à população, por ter extravasado os limites do mandado de busca. A PJ recusou-se a cumprir a ordem e até o sindicato dos magistrados do MP escrever uma carta ao Presidente da República, José Mário Vaz, a pedir a demissão do procurador-geral, Bacari Biai.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

GRITO DE REVOLTA



Há muito que venho avisando que a Guiné-Bissau só conhecerá a paz, tranquilidade e desenvolvimento, quando se libertar da organização delinquente que lhe fez refém nos últimos 45 anos, poucos me dão ouvidos!

Todos os que queiram fazer oposição séria e frontal ao PAIGC, ou são espancados ou assassinados, ou cria-se algum caso de calúnia e/ou difamação, para o seu assassinato político e bani-lo da arena política...


É esse “modus operandi” do PAIGC que fez com que a Guiné-Bissau perdesse nomes como Francisco Mendes (Tchico Té), Otto Schacht, Paulo Correia, Viriato Pã, Nicandro Barreto, Comodoro Lamine Sanhá, Hélder Proença, Baciro Dabó, Roberto Cacheu, Tagme Na Waie, Nino Vieira e outros que agora não me ocorrem, acrescentando ainda graves espancamentos de Francisco Fadul, Iancuba N’Djai e Silvestre Alves, todos porque um dia ousaram desafiar ou simplesmente questionar actos das lideranças do PAIGC...


Hoje o PAIGC perdeu controlo do seu braço armado que, graças ao Presidente da República e o atual CEMGFA, remeteram-se às suas funções republicanas. Já não conseguem torturar nem mandar matar ninguém, remeteram-se à estratégia de tentativa de aniquilação política de todos os que lhes dificultarem o acesso ao poder absoluto. A primeira “vítima” da propaganda desinformadora do PAIGC foi Jomav, por lhes ter destituído do poder, e todos os que se aproximarem dele... Até hoje estão cegos para persegui-lo até destituí-lo do poder...

O seguinte a ser perseguido foi o Braima Camará. Chegam ao desplante de querer impedi-lo de assumir cargos no aparelho do Estado, depois de legitimamente ter criado um partido, validado pelas instâncias competentes, ter concorrido as eleições e ter conquistado a posição do segundo partido mais votado!

A seguir vem os atuais Ministros da Agricultura e do Interior, também com claras manobras de forçosamente querer envolver e manchar a imagem do Presidente da República no caso do “arroz do povo”. Não é por acaso que pedem ao Presidente da República para proceder às suas demissões! Sabem que não vai aceder a essa vontade descabida do PAIGC e a seguir as “bocas de aluguer” começarão a dizer que não aceitou as demissões porque pactua com os alegados desmandos (na óptica do PAIGC) desses ministros...

A estratégia maquiavélica do PAIGC não tem limites, enquanto estiver em jogo o poder absolutista! Vale tudo! E, para aqueles que hoje a eles se juntam para perseguir e manchar os nomes dos outros na praça pública, olhem para o passado e lembrem-se que o mesmo poderá ser-vos destinado no futuro, a não ser que decidam ser eternamente subserviente a qualquer líder do PAIGC.

Já chega de tanta malvadez e manobras macabras! Respeitem as pessoas e as suas famílias! O poder não pode justificar tudo! Tenham limites ou extingam essa organização criminosa de uma vez por todas, para o bem da Guiné-Bissau e do seu sofrido povo!

Vão trabalhar e produzir algo de útil para o país e para a vossa família e deixem de viver pendurados ao aparelho do Estado! Quadros que só se safam na vida através de nomeações e indicações de caráter político. Angariam diplomas e não sabem fazer absolutamente nada nas respetivas áreas, senão engrossar a escola de calúnias, difamações e esquemas de destruição da imagem dos adversários!

Extingam essa organização criminosa de uma vez por todas, porque os crimes cometidos, quer os de sangue como os económicos, é que foram e são a principal razão do desnorte do país, das mortes evitáveis nos hospitais e da desintegração de muitas famílias na Guiné-Bissau. Já não vos chega?! Vão continuar a querer alimentar o monstro criminoso do sangue dos guineense a qualquer preço e até quando?!

José Carlos Schwarz cantou que tudo cussa ku si cunsada o ta tem si fim, só si Deus ka misti ki ka ta caba”.

Continuem a não respeitar a dignidade individual de cada guineense, para ver como será o fim do monstro parasita e sanguinário!

Jorge Herbert

quarta-feira, 15 de maio de 2019

IDEÓLOGO DA ANARQUIA POLÍTICA OU DISTÚRBIO MENTAL?


Pergunto: o que  é que a juventude guineense pode aproveitar desta  entrevista infestada com tamanha enfermidade mental de um dos ideólogos do PCD no PAIGC?

Dr. Rui Landim como "comentador político"?

"Malila na kirci
Malila na kirci
Malila na kirci na centro óóó
Kin ku ka pudi vivi ku santchu óóó
Pa I riba matu"

"A IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS"





Enquanto isso, o Embaixador para Guiné-Bissau e Senegal, Tulinabo Mushingi, não entende e nem podia compreender o sistema político guineense, porque não é parecido com o do EUA ou do Senegal. Deveria pôr ainda de lado a ideia do "apoio" e, não sendo juiz, procurar estudar o sistema parlamentar guineense, como os seus homólogos da Russia, China, Portugal, CEDEAO, etc, fazem. Focalizar apenas na "ideia de comércio" não ajudaria em nada ao embaixador  Mushingi.
Embaixador dos EUA, Sr Tulinabo S. Mushingi

Desabafou ele“Nós (EUA) não estamos interessados em apoiar qualquer facção ou força política. Para nós (EUA) não pode haver qualquer ligação entre o processo de cargos na ANP e a nomeação de um primeiro-ministro e consequente governo”.

"(...) não pode haver qualquer ligação"? Só na cabeça oca de Mushingi, porque todo o americano, de certeza,  não pensa assim como o senhor.

O Sr. Ódio não poderá ser nomeado primeiro-ministro e muito menos formar governo. Pergunta-me agora porquê?


terça-feira, 14 de maio de 2019

ALERTA MÁXIMA

Já corre informação de que DSP e Nuno Nabiam deram ordens aos seus mercenários para o DERRUBE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, até terça-feira (?).
O DESRESPEITO DO PAIGC AO POVO GUINEENSE

Por Jorge Herbert, via Facebook


O PAIGC, como qualquer organização criminosa, não nutre simpatia, respeito ou condescendência para com as suas vítimas, neste caso o povo guineense. Ao PAIGC interessa-lhe o poder a qualquer preço, porque sem o poder torna-se insignificante, não sobrevive por muito tempo. Só se aproxima do povo quando quer manipulá-lo para recolher o seu voto para legitimar o tão desejado e almejado poder, que garante a sobrevivência, acima das possibilidades do país, dos seus mais destacados membros.

A prova de que o PAIGC não nutre qualquer sentimento para o país, é o estado da degradação do Estado e da própria sociedade em que a Guiné-Bissau se encontra. 
O PAIGC não se importou com as perseguições e os assassinatos que houve nessas quatro décadas e meia na Guiné-Bissau, desde que tenham conseguido manter-se no poder e sustentar os seus vícios. Nunca se ouviu um único líder do PAIGC a penalizar-se pelos danos que o seu partido fez ao país e aos familiares dessas vítimas, muitos sem possibilidade sequer de efetuarem o funeral dos seus entes queridos. Também nunca se ouviu do PAIGC, um reconhecimento do erro de percurso e uma promessa da sua emenda!


Foi preciso termos tido um Presidente da República determinado em mudar a rota desses acontecimentos trágicos que já eram rotineiros para os guineenses e, ainda, normalizar o funcionamento dos quarteis, para que o nível do medo dos guineenses ao monstro PAIGC tenha baixado significativamente. Muitos que insultam e ofendem ao Presidente da República e até à sua família direta, não se lembram que só foi possível terem voz, de forma destemida, graças ao próprio Presidente da República. Muitos desses que hoje o insultam, julgavam-no incapaz de destituir o General António Indjai do cargo de CEMGFA. Mas fê-lo, com a serenidade e discrição que o carateriza, sem que tenha havido um único tumulto, um único tiro nem uma morte. Mesmo tendo-se tornado a principal vítima da repentina e real liberdade de expressão na sociedade guineense, fruto da batalha que travou contra os desmandos do PAIGC, o Presidente da República tem se mostrado satisfeito e regozija-se pelo facto de hoje qualquer guineense que não goste do Presidente da República possa criticá-lo publicamente quer de forma verbal ou escrita, sem que seja perseguido, espancado ou morto. O grande crime cometido pelo Presidente da República, foi ter-se insurgido contra os hábitos de corrupção e de crimes de sangue que já faziam parte da genética do PAIGC! E a máquina desinformadora do monstro que faz do país o seu refém, investiu na diabolização da figura do Presidente da República.

Apenas para se ter a ideia do medo ao PAIGC, que ainda existe na cabeça de muitos guineenses, é o facto de muitos guineenses acharem-me muito corajoso, ao ponto de criticar abertamente o PAIGC da forma que o faço e deslocar-se à Guiné-Bissau como um cidadão normal, sem qualquer proteção! Chegaram a pedir-me para deixar de escrever, para poder regressar à minha pátria de forma segura, como se aquele país tem apenas um dono, como tentam fazer crer aos guineenses menos informados! Sinto-me tão dono daquele país, como qualquer elemento do PAIGC, até mais que alguns…

No entanto, a maior prova de falta de respeito e falta de condescendência para com o povo guineense, tem sido demonstrado por este PAIGC dito renovado e da sua liderança. Na IX legislatura quando a justiça andava “à caça” dos membros desse governo indiciados por corrupção, o PAIGC opôs-se fortemente à essa ação judicial e resistiu proceder à remodelação governamental. Quando o Presidente da República decidiu derrubar o primeiro governo da IX legislatura, consta que o próprio líder do PAIGC disponibilizou-se para efetuar a remodelação governamental e até ceder ao Presidente da República a possibilidade de escolher nomes para integrar o novo governo, desde que continuasse ele como Primeiro-Ministro! Como não foi satisfeita a sua vontade, o PAIGC sem respeito pelo sofrimento que podia impingir ao povo, fez tudo para bloquear o funcionamento do Estado. Mobilizaram blogueiros, pseudo-jornalistas e claqueiros no terreno, com o único propósito de denegrir a imagem do Presidente da República e de todos aqueles que se atreverem a associar-se a ele, tentando dessa forma destruir a imagem do mais alto magistrado da nação e fragilizá-lo em termos políticos. Criou-se um movimento cujo o único propósito era efetuar manifestações a pedir demissão do Presidente da República! Até ao anúncio do preço da castanha de cajú feito pelo Presidente da República, com a única intenção de mehorar a condição de vida dos produtores, fizeram uma forte oposição, sem qualquer sentimento pelo sofrimento do povo. Estagnaram o país através do bloqueio do funcionamento do Estado a todos os níveis! Transmitiram má imagem do mais alto magistrado da nação e do próprio país, pelos quatro cantos do mundo. Tinham e têm como se fosse um livre trânsito para conseguir entrevistas e programas inteiros em cadeias televisivas estatais amigas, fora do país, destinados apenas à promoção do partido e do seu líder, a quem criaram e difundiram o mito da inteligência da qual tenho muitas restrições... A sociedade guineense e o seu povo, esses continuaram asfixiados pelo bloqueio criado pelo próprio PAIGC, a sofrer em surdina.

Desencantaram, como sempre, “mares e fundos”, para aplicar nas eleições, num autêntico exercício de compra de votos e criação de ilusão de poder e capacidade de conseguir financiamentos e riqueza para o país, sem dizer ao povo que “não há almoços grátis” e tudo o que PAIGC tem desencantado fora portas, é o país e o seu povo que o paga. Nesse “golpe de magia”, conseguiram inverter a opinião pública até certo ponto selecionada e ganharam as eleições, sem atingir o objetivo principal que era a maioria absoluta.

Necessitados de coligar para governar e conscientes de uma frágil governação que têm pela frente, o PAIGC resolveu ser o foco da criação de dissensos, em vez de procurar consensos. Aparentemente por ter se esquecido de alguma matéria da área em que se terá versado, o presidente do partido vem dar uma lição de ciência política à sociedade guineense, de que consensos fazem parte do período de transição e na democracia não pode haver consensos e, ainda, trata a oposição legitimada pelo povo, como “aqueles a quem o povo rejeitou”! Como se na democracia existem duas fações, dos escolhidos e dos rejeitados!


Nessa postura arrogante, assente numa maioria frágil, o presidente do PAIGC provocou, mais uma vez e desnecessariamente, a estagnação política do país, com toda a repercussão social que isso representa. Incrédulo e envergonhado pelo nível político da minha pátria, assisti um vídeo em que a esposa do líder do PAIGC, sendo ela também deputada do mesmo partido, veio agradecer aos deputados do PAIGC pelo voto negativo, que manifestaram na votação do segundo vice-presidente da ANP! Constou-me que a senhora, esposa do líder do PAIGC, deputada da nação, até publicou orgulhosamente esse vídeo na sua página da rede social! Ao que chegamos!

Pergunto, que diferença para a governação, para a estabilidade e desenvolvimento do país, faz ser Braima Camará ou outra figura do MADEM-G15 a ocupar esse cargo legitimamente atribuído pelo povo a esse partido? Que diferença faz para a governação, estabilidade e desenvolvimento do país, se o PRS ocupar o cargo do primeiro vice-presidente da ANP?! Porquê e para quê criar dissensos onde a governação e o país nada ganha, muito pelo contrário só sai a perder? Porquê e para quê criar dissensos quando se tem uma maioria parlamentar frágil e um presidente da república nada condescendente com os desmandos do PAIGC?

Imagino que a grande razão desse dissenso, dessa nova estagnação do país, logo no início da X legislatura, foi o inflacionar do ego dos PAIGCistas pelo regresso ao poder, após 3 anos a trabalhar para o bloqueio do país, associada ao facto de ainda ainda não terem perdido o seu tique absolutista, querendo controlar todo o país e, ainda, a pressa de pressionar e provocar o Presidente da República a cometer erros de avaliação, baixar o nível da popularidade e, dessa forma, facilitar-lhes o sonho de também controlarem a presidência da república.

Para mim, esse bloquear do país logo no início da X legislatura, com impacto na economia do país, adiando e atrasando o desenvolvimento do país, é outra clara demonstração do profundo desrespeito que o PAIGC tem para com o povo guineense, que nele inocentemente tem votado…

Se a resolução desse impasse provir de fora das nossas fronteiras, com cedência do PAIGC, vem reforçar ainda mais a minha convicção que ao PAIGC, o povo guineense interessa-lhe apenas e só para legitimar o seu domínio do país, através dos votos.


Jorge Herbert

PS. Sei que prometi escrever sobre os tipos de quadros que a Guiné-Bissau comporta no país e na diáspora, mas para mim este texto era premente.
14 DE MAIO: MARCHA ANÁRQUICA 

Como você pensa obrigar o Presidente José Mário Vaz a nomear o Primeiro-ministro, se você mesmo não quer entender que o Governo é a emanação do parlamento?



"Eu não quero evocar qualquer tipo do recurso! Em democracia, o recurso é a pressão popular e penso que vamos chegar ao ponto em que o Presidente da República vai compreender que ele tem a obrigação de respeitar outras instituições. Ele é uma instituição e tal como outras instituições existem e a sua tarefa principal enquanto o primeiro magistrado é garantir o funcionamento das instituições”

Disse também o chefe do PAIGC, Domingos Simões Pereira, que não se deslocou ao Senegal para pedir nada e muito menos negociar com o Presidente Macky Sall. Então, foi um simples passeio ou a deslocação tinha como finalidade  fintar as sanções da CEDEAO?

sexta-feira, 10 de maio de 2019

José Mário Vaz: “IMPASSE NA COMPOSIÇÃO DA MESA DA ANP CONDICIONA NOMEAÇÃO DE NOVO PRIMEIRO-MINISTRO”

O Presidente da República deixou claro esta sexta-feira, 10 de maio de 2019, que o impasse persistente na composição da Mesa da Assembleia Nacional Popular poderá estar na base de não nomeação, até neste momento, de novo Primeiro-ministro e, consequentemente, formação de governo resultante das últimas eleições legislativas de 10 de março. Contudo, mostra-se esperançado de que haverá entendimento entre os partidos políticos em relação à constituição da mesa.
Chefe de Estado deixou esta possiblidade no pequeno-almoço de confraternização com a imprensa nacional e estrangeira no palácio da República, detalhando  que depois de eleições legislativas de 10 de março, houve três momentos pelos quais o país tinha que aguardar: primeiro, pela  publicação de resultados pela Comissão Nacional de Eleições; segundo, pela sua confirmação no boletim oficial. Depois destas
duas fases, José Mário Vaz sustenta que “era de fato necessário esperar pela parte mais importante que é a tomada de posse dos deputados da nação”, portanto a última etapa. Ou seja, na opinião de Presidente da República, ele, enquanto primeiro magistrado da nação e cidadão guineense, esse é um dos momentos mais importantes da sua vida. 

Em retrospectiva aos fatos que marcaram a história da democracia guineense, JOMAV enfatiza que desde 1994 nunca o país assistiu entrega ou mudança normal de faixas de um deputado que cessa funções para o deputado eleito. Foi, segundo Chefe de Estado, “momento ímpar que me agradou bastante”. Para de seguida mostrar que
depois de mudança de faixas, o país teve outro momento que o próprio considera “crucial”, neste caso, a constituição da Mesa da Assembleia Nacional Popular.

“Como todos Sabem, o governo é uma emanação da Assembleia Nacional Popular, mas depois da mudança de faixas e de primeiro passo para a constituição da Mesa da ANP assistimos logo no primeiro dia da X legislatura nova violência verbal, numa altura em que todos os guineenses esperavam que tudo que aconteceu na IX tinha acabado, com realização das eleições  legislativas de 10 de março”, notou. 
José Mário Vaz é da opinião que a falta de diálogo no seio de atores políticos guineenses revela que há ainda sentimentos internos com enfoque a ódio, rancor, vingança e retaliação, situação que, no seu entendimento, não vai ajudar o país nem os guineenses. Garante, no entanto, que não vai se imiscuir nos assuntos internos da ANP, porque é um órgão autónimo com as leis próprias que regem o seu funcionamento e critica a atitude dos políticos pela forma como gerem os diversos assuntos, ou seja, fazem política de fora para dentro da Assembleia, tendo-lhes apelado ao diálogo para sanar o impasse que se verifica neste momento na composição de massa da ANP.
“É no diálogo e compromisso que se pode encontrar solução aos problemas do país e estabilizá-lo, mas parece que todos esses termos foram para o esquecimento. Mas o mais grave de tudo isso não há esforços internos para poupar o país e o seu povo, evitando assim que os problemas do país continuem de forma recorrente a serem resolvidos apenas com a intervenção externa”, aconselha, lembrando, contudo, que
o país enfrenta enormes problemas e desafios, nomeadamente: educação, saúde, infraestruturas e formas em diversas áreas da vida pública do país, porque se não há entendimento entre deputados essas reformas.

“Ora, não temos o Primeiro-ministro até neste momento, mas tenho esperança que haverá entendimento entre os partidos políticos em relação à constituição da mesa. Não gostava sinceramente que os problemas começassem logo, para não dizer nas primeiras horas, nos primeiros minutos da reunião deste órgão tão importante da soberania e é o que estamos a aguardar”.
23 de junho próximo José Mário Vaz completa o ciclo de cinco anos do seu mandato como Presidente da República. A propósito, e com sorriso na cara expressa o seguinte: “espero a 23 de junho poder descrever o fim do meu mandato de mãos abertas e bem erguidas”!
Entretanto, o país a menos de dois meses para o fim de mandato do Presidente da República. Convidado esta sexta-feira, 10 de maio, pela imprensa a fazer comentários sobre futuros cenários, mas, sobretudo no concernente à marcação da data de eleições, José Mário Vaz afirmou que tudo tem o seu tempo e hora própria, afirmando que “ninguém tem prerrogativa constitucional na Guiné-Bissau”.
“Depois da constituição da Mesa da ANP, há toda uma cadeia a tramitação até a marcação de próxima data. Marcação da data de eleições é da minha competência, mas não depende exclusivamente de mim. Ou seja, temos Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral e Comissão Nacional de Eleições, esta última entidade responsável pela minha agenda nesta matéria, como também propõe datas que julgar
possíveis para ida às urnas. Posto isto, segue-se ao próximo passo de auscultação, primeiro: governo e depois partidos com assento parlamentar”, detalhou em pormenores.

Perante esse ambiente político, José Mário Vaz mostra que, enquanto CNE não avançar com a proposta de datas possíveis, e gozando da sua prerrogativa constitucional para marcar a data de próximas eleições presidenciais, não poderá fazer nada.
Por: Filomeno Sambú
Foto: Aguinaldo Ampa

Fonte: Odemocrata

quinta-feira, 9 de maio de 2019

AI, NUNO, "QUEM TE VIU QUEM TE VÊ"...


Os dois politiqueiros da nossa praça
Senhor Nuno Nabiam, permita-me, com toda a consideração e respeito, dirigir-lhe estas amargas palavras que vêm do fundo da minha ignorância. Não quis acreditar nos boatos a seu respeito e à opção de colagem com o verme invejoso, tribalista e salazarento que está ao seu lado na foto. Esperei para ver com os meus próprios olhos. Anta, és I abô, mé, Nuno? Afinal, o senhor é também um vira-lata? Ser potencial candidato a Presidente da República não constitui motivo para eleger o seu rival como inimigo eterno. Estou a referir-me ao seu ódio cego contra o actual PR. A outra questão que me tem causado insónia nestes dias é o facto do senhor ter dirigido a minha casa, pedindo voto para o seu partido. Será que o senhor se recorda? Penso que não sofre de amnésia política. Não digo o meu nome, mas para seu conhecimento sou e moro em Biambi, uma pequena povoação de Binar. Eu escutei as palavras do seu Mestre Kumba Yalá e segui atrás de si. Senhor Nuno Nabiam peço-lhe que não menospreze a minha inteligência a ponto de pensar que não sei distinguir o trigo do joio,  o APU-PDGB do PAIGC. O que o senhor fez não tem outro nome que não seja traição política. Como apuano e eleitor, sinto-me apunhalado pelas costas. Agora lhe peço, com toda a gentileza, que me devolva o meu voto desperdiçado no APU. Escuta-me bem, não estou a pedir dinheiro, mas sim o meu desejo político expresso pelo voto nas urnas.


Querem transformar o povo guineense em refém do estenderete Acordo de Bruxelas, lançando ameaças de que Domingos Simões Pereira será, de acordo os estatutos do PAIGC, o próximo Primeiro-ministro. Pergunta: Na kuma, nho Nuno? Kê bu fiança nam na bu mercenários? É melhor calar-se antes que as moscas entrem na sua boca.  

Não é chantagem, mas afirmo e reafirmo que caso o Nuno não me devolver o meu voto, não votarei nunca mais na vida na sua candidatura e muito menos no APU.

domingo, 5 de maio de 2019

SEMANA POLÍTICA DECISIVA?

Compatriotas, a próxima semana é, na minha opinião, decisiva para todos nós, porque esta crise política  já está a tornar-se insustentável, social e economicamente. A população cumpriu a sua obrigação política de votar nas legislativas, mas os políticos eleitos não estão a respeitar a vontade popular expressa no escrutínio de 10 de Março passado.

Consequências da crise política:
1-   Três meses sem salário para os funcionários públicos;
2-   Assembleia Nacional Popular sem Mesa;
3-   Governo inexistente
4-   Campanha de comercialização da castanha de caju comprometida.
Abaixo os apelos anarquistas do PAIGC para a violência

Abaixo os reféns da patranha da Mesa Redonda de Bruxelas

“O povo é quem mais ordena” contra o ódio, desejo obstinado de vingança política, inveja, ignorância, mentiras, perseguições políticas, ameaças, fomentados, a toda hora e todos os dias, dentro e fora do país, pelo líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

O PAIGC E A SAGA DA CRISE INSTITUCIONAL


Reconhecendo as fragilidades da Base Parlamentar de sustentação do seu Governo, que resulta duma coabitação forçada com a APU-PDGB e baseada exclusivamente em interesses pessoais (claramente antagónicos, e numa tentativa desesperada de dividir  os grupos étnicos, para reinar) dos seus líderes e em obscuras conveniências que colidem com os interesses nacionais, era de prever que o Presidente do PAIGC tomaria as precauções necessárias para atribuir maior consistência ao seu Poder e assegurar o cumprimento integral do mandato deste Governo na presente legislatura, recorrendo ao Poder Presidencial para o efeito, numa conjuntura em que se torna evidente aos olhos do nosso povo o mal-estar que grassa no seio do PAIGC, com os Deputados da sua bancada fraccionados em alas com interesses muito divergentes, entretanto obrigados à partilhar um ambiente político inóspito e insuportável, onde imperam o medo, a traição, a hipocrisia, o ódio, a submissão a desconfiança e a ausência de credibilidade e de garantias. 


É imprescindível salientar que o Líder do PAIGC, habituado à jogadas políticas pouco claras, baseadas nos nefastos principio de usar e descartar, prometer e não cumprir, perseguir, ameaçar, isolar e humilhar, define-se como o principal promotor dos males que assolam esta formação política e que normalmente acabam por abranger toda a sociedade, como foi o caso da crise institucional que paralisou o País desde 2014. Ou seja, desde que assumiu a liderança do PAIGC no seu VIII Congresso. Convém realçar que desde então a Guiné-Bissau nunca mais conheceu um período de acalmia e de sossego.   

A avaliar pelo deplorável espectáculo promovido pelo PAIGC durante a eleição do Corpo Directivo da Assembleia Nacional para efeitos da abertura de um novo ciclo legislativo, pode-se deduzir que o seu Presidente não aprendeu absolutamente nada com os erros do passado e continua a portar-se de forma arrogante e prepotente, sem levar em consideração as mudanças operadas no tempo: mudaram as águas que passam debaixo das pontes, mudaram as próprias pontes e mudaram as pessoas que passam por cima das pontes. 

Quando tudo parecia muito simples e previsível, obedecendo à um Regimento eficientemente aplicado desde os primórdios do Multipartidarismo no nosso País, eis que o PAIGC, movido pelo espírito de má fé e injustificável revanchismo, decidiu mais uma vez recorrer as suas habituais ferramentas (ódio, inveja, falsidade, intriga e hipocrisia), para complicar a situação e criar um ambiente cómico e duma crispação insustentável, digno dum filme de Charles Chaplin à mistura com o faroeste americano, próprio de um PAIGC agonizante, completamente desnorteado e desesperado pelo veredicto eleitoral que ditou o fim da sua hegemonia no xadrez político nacional.

Numa atitude rancorosa e repugnante, o Presidente do PAIGC instruiu os seus Deputados à votarem contra a candidatura do Coordenador Nacional do MADEM – G15, ao cargo de 2º Vice-Presidente da Assembleia Nacional, num gesto odioso, de pura inveja, de medo, de insegurança e de revanchismo, motivados pelo simples facto de o MADEM – G15 e o PRS terem viabilizado as eleições de Cipriano Cassamá e Nuno Gomes Nabian aos cargos de Presidente e 1º Vice-Presidente da ANP, respectivamente, contrariando a diabólica perspectiva do PAIGC que tudo fez para as inviabilizar.

Movido pelo ódio maquiavélico que nutre pelo Presidente da República e pelos demais membros da elite politica nacional que não partilham os seus ideais e que do seu ponto de vista, contribuíram para o afastar do Poder na transacta legislatura, o Presidente do PAIGC encontra na sua candidatura e hipotética vitoria presidencial a forma mais eficiente de materializar o seu sonho de os vingar e humilhar, fazendo-lhe pagar um alto preço por aquilo que ele considera uma traição política e um inequívoco Golpe de Estado;   

O Presidente do PAIGC nunca escondeu a sua pretensão ao cargo de Presidente da República, apesar de estrategicamente o tenha utilizado para arrefecer os ânimos dos seus potenciais concorrentes à liderança do Partido, constituindo desta forma um vasto leque de pretendentes (Paulo Gomes, Cipriano Cassamá, Aristides Gomes, Serifo Nhamadjo, Carlos Gomes Júnior, Mário Rosa, etc.), à espera do prometido apoio do Partido e do seu Líder. Neste contexto tão peculiar, é obvio que o Presidente do PAIGC necessita de fundamentos muito plausíveis que lhe atribuam as prerrogativas de ser ele à concorrer às Presidenciais:

1. De um Movimento Interno “espontâneo” à suplicar à sua candidatura, podendo assim alegar pressões dos militantes, para justificar a sua tomada de decisão. E esse Movimento de Apoio à sua candidatura à Presidência da República no seio do Partido, já está criado; 

2. De uma controvérsia com os Partidos da oposição, sobretudo com o Presidente da República, que inviabilize o seu empossamento no cargo de Primeiro-ministro. Seria um bom pretexto para justificar a sua candidatura à Presidência da República, “sem provocar tumultos no Partido” – uma jogada incrivelmente desonesta e chocante para os que durante os últimos quatro anos, se mantiveram fieis ao Presidente do PAIGC e aos compromissos assumidos,  convencidos da boa-fé e da justeza das suas promessas.

Recusando a candidatura do Coordenador Nacional do MADEM – G15 em prol duma outra figura desta Formação Política, o Presidente do PAIGC espera que o Presidente da República o trate da mesma forma – que recuse empossa-lo, pedindo ao PAIGC que indigite outra figura das suas fileiras para chefiar o Governo, dando-lhe assim uma razão muito plausível para justificar a sua candidatura presidencial, embora o seu grande sonho é ser Primeiro-ministro, função que lhe permite controlar directamente as finanças públicas e se enriquecer ilicitamente, prosseguindo a saga do seu primeiro mandato.

Com base no supracitado, o Presidente do PAIGC sublinha três razões essenciais para sustentar a decisão de se candidatar à Presidência da República da Guiné-Bissau:

1. Vingar e humilhar o actual Presidente da República e todos os que, do seu ponto de vista, estiveram directamente envolvidos na queda do seu Governo; 

2. Proteger o futuro Governo do PAIGC, reconhecidamente assente numa base parlamentar muito frágil e garantir a sua sobrevivência nos próximos quatro anos de legislatura;

3. A sua convicção pessoal, de que enquanto Líder partidário, a sua popularidade está muito acima da popularidade do seu Partido e de qualquer um dos outros pretendentes que contam com o apoio do PAIGC para avançar.

Qualquer acção suscita uma reacção. Perante este eminente perigo à paz e a estabilidade do País, o Presidente da República, enquanto garante da soberania nacional e da Ordem Constitucional, tem o sagrado dever de mobilizar à sua volta todas as forças progressistas do País, dispostas à investir o melhor de si, para não permitir que a Guiné-Bissau seja mais uma vez arrastada para um ciclo de violência gratuita e injustificada crise institucional, recusando posse ao Presidente do PAIGC em prol de uma figura mais idónea e responsável desta formação política, assim como recusar posse à todos os membros deste Partido que na legislatura transacta figuravam na lista de indiciados por crimes de corrupção activa e branqueamento de capitais e que só se safaram da prisão por causa da corrupção que grassa no nosso sistema judicial.

As demais Forças Politicas que não se revêem nos princípios e formas de actuação do PAIGC, devem apoiar o Presidente da República nas suas diligências, decisões e acções concretas, constituindo uma força coesa e capaz de lidar com as pressões internas e externas que impreterivelmente se farão sentir nessa situação, assumindo a plenitude do Poder, para se munirem de capacidade política e económico-financeira, imprescindíveis à um esforço colectivo concertado, que lhes permita assegurar a reeleição do actual Presidente da República, reconhecendo na hipotética vitória do Presidente do PAIGC nessas eleições, uma desgraça nacional, um perigo para a nossa Soberania e um prelúdio à continuidade da crise institucional. 

IAGU DI PAGA FUGU KA TA KUDJIDU!

JUNTOS, SEREMOS MAIS FORTES E CAPAZES DE PROMOVER AS INADIÁVEIS MUDANÇAS QUE O PAÍS RECLAMA! 

O Conselheiro de Estado.
01/05/2019

Fonte: Doka Internacional