As crianças que nascem deficientes, que são gémeas, albinas ou simplesmente feias demais aos olhos dos pais são abandonadas ou eliminadas. O jornalista Francisco Pedro fala á Renascença da exposição que resulta da viagem que realizou à Guiné-Bissau.
“Mães coragem… e o vazio das crianças que não puderam ser felizes” é o título da exposição que o Museu de Arte Sacra e Etnologia de Fátima inaugura oficialmente este sábado.
Trata-se de 24 fotografias do jornalista Francisco Pedro que resultam da viagem que realizou em 2014 à Guiné- Bissau, integrado num grupo de missionários da Consolata.
Fotografias que pretendem servir como um alerta para o sacrifício de bebés que continua a verificar-se naquele país africano, através de um tributo às mães que têm a coragem de salvar os seus filhos, contrariando as crenças e tradições tribais.
De acordo com o jornalista da revista “Fátima Missionária”, na Guiné-Bissau existe uma tradição “em que eliminam ou abandonam as crianças quando elas nascem deficientes, são gémeas, albinas ou simplesmente são feias demais aos olhos dos pais”. São as chamadas “crianças-irã” ou “crianças feiticeiras”.
Em entrevista à Renascença, o jornalista conta que “os guineenses acreditam que estas crianças não são humanas e trazem associados determinados poderes enviados pelo demónio, que podem ser responsáveis por um conjunto de males para a família e para a comunidade, por isso organizam cerimónias para as matar”.












