segunda-feira, 8 de julho de 2019


PRESIDENCIAIS:O PERFIL DO CANDIDATO POLÍTICO IDEAL

Tendo em conta a falta de políticos patriotas, confiáveis e isentos de qualquer forma de corrupção, o momento exige mudanças estruturais e de paradigma, urgentes, na escolha do político ideal cujo patriotismo evidencia o compromisso com a nação, para assumir tão destacada função do Estado.

Quer dizer, no meu ponto de vista, que o candidato político ideal deve ser, antes de tudo, patriota e focalizado para trabalhar em prol dos interesses da nação que representa e ser contra todas as formas de corrupção no sistema político. E, por sua vez, ser capaz de desenvolver projectos de teor sério e responsável para a nação. O tal compromisso com a nação deve ser declarado não apenas como discursos inflamados, mas com acções concretas que demonstrem essa aproximação diariamente com a população.

As cinco características básicas para a escolha do político ideal ao cargo de Presidente da República da Guiné-Bissau:

 O compromisso com a população: comprovar ter compromisso com a população com profunda lealdade e seriedade de carácter nas acções quer como públicas ou como particulares que envolvessem a administração;

Firmeza nas decisões públicas: Ter sido veterano da luta armada pela independência da Guiné-Bissau ou cumprido o serviço militar no nosso país;

Iniciativa em prol da cidade e país: Ter dado provas de nacionalismo e patriotismo. E que tais iniciativas demonstravam não só o compromisso e a questão de identidade com as causas populares que afectavam aos interesses da nação, e configuravam também as possíveis rotas de decisão enquanto responsável;

Clima de confiabilidade: O candidato político ideal deve garantir/estimular confiança necessária na população para seus projectos em prol da mesma, sem casos de corrupção ou situações semelhantes com muita frequência ou constância e permitir certa transparência na administração da cidade (da coisa pública).



Jomav: “COABITAÇÃO COM PRESIDENTE DO PAIGC NÃO SERIA BOA PARA A GUINÉ-BISSAU

O chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, explicou que não nomeou Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, para o cargo de primeiro-ministro, porque a coabitação não seria boa para nenhum dos dois, nem para o país.

“Foi essa a preocupação tendo em conta a situação do povo, do país, os desafios, senti que a coabitação entre os dois não seria boa nem para mim, nem para ele, nem para o país. A política significa servir os outros, estamos aqui para servir o país, se não estamos aqui para servir o país e estamos para conflitos permanentes, significa que não vale a pena”, afirmou José Mário Vaz, em entrevista à Lusa e à RTP.
Salientando não ter qualquer problema pessoal com o presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), José Mário Vaz disse que ficou preocupado com o que aconteceu na legislatura anterior.
“Ele foi primeiro-ministro da Guiné-Bissau, as coisas não correram bem, porque não conseguiu resolver os problemas, os desafios que se colocavam ao país, e nem notámos algum sinal que pudesse contribuir para termos alguma esperança no futuro”, afirmou.
O Presidente guineense demitiu Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro em 2015, alegando nepotismo e corrupção, depois de o PAIGC ter vencido as eleições legislativas de 2014, dando início a uma crise política no país, que levou ao encerramento do parlamento por três anos.
Para José Mário Vaz, aquela foi a base para a sua decisão e para não voltar a colocar o país numa situação difícil.
“Não se trata de questões pessoais, trata-se de questões políticas”, sublinhou.
O Presidente guineense alega também que outra razão para não ter nomeado Domingos Simões Pereira está relacionada com determinadas afirmações, que o deixaram um “bocado preocupado”, referindo-se a um protesto que decorreu em Bissau e em que o presidente do PAIGC pediu aos militares para “abrirem alas” para as pessoas chegarem ao Palácio da Presidência.
“Os dois (chefe de Estado e primeiro-ministro) são importantes para o futuro do país e não havendo entendimento entre os dois torna-se difícil realmente fazer avançar o país”, disse.
O PAIGC voltou a vencer as eleições legislativas realizadas em 10 de março e indicou o nome de Domingos Simões Pereira para o cargo de primeiro-ministro, mas José Mário Vaz recusou, alegando questões éticas.
O partido acabou por indicar o nome de Aristides Gomes, que já ocupava o cargo.
Na sequência daquela decisão, o presidente do PAIGC acusou o Presidente de alegada tentativa de golpe de Estado.
“Eu dar indicação para fazer um golpe de Estado. A quem vou dar um golpe de Estado”, questionou José Mário Vaz.
Questionado sobre se são os militares ou os políticos os responsáveis pela instabilidade na Guiné-Bissau, o chefe de Estado guineense salientou que chegou à conclusão que são os políticos.
“No contencioso ou nos problemas entre nós vamos buscar os militares para dirimir os conflitos. Os militares deram um exemplo. Os políticos estão na base de tudo isto e hoje depois de cinco anos do meu mandato com paz civil e tranquilidade interna ninguém vê os militares a andar com armas nas ruas e nós políticos é que temos problemas entre nós”, afirmou.
Fonte: Odemocrata/In lusa


domingo, 7 de julho de 2019

LUÍS NANCASSA É UM BADAMECO

Como o senhor Nancassa (na foto) se atreve em  falar desta forma para um CEMGFA -como nunca conhecemos na história recente -  que conseguiu preservar, durante cinco anos, a estabilidade e paz na Guiné-Bissau?

Os dominguistas estão de facto desesperados! Não querem admitir que o seu líder esteja fora do Governo. Pergunto: como Domingos Simões Pereira (Abre-alas) pode ter o direito de injuriar, sistematicamente,  o Símbolo da Unidade Nacional e continua impune?

Tantos apelos falhados fizeram às Forças Armada para derrubar Sua Excelência Senhor Presidente da República, agora lançaram o cego de  Luís Nancassa para cutucar a onça com vara curta.

Hoje, dia 6 de Julho, no programa “Grande Juri”   da Rádio Pindjiguiti , o badameco Nancassa, acusou o General Biaguê Na Ntam de ter protegido o senhor Presidente da República nas suas acções durante a actual crise política, misturando, inclusive, de forma grosseira os factos ocorridos em 2012, em que houve o envolvimento militar angolana no nosso país e a  actual crise política.

Pelos vistos, de burro o senhor Nancassa nada tem. O seu objectivo é claro: branquear a história e legitimar a anarquia.  

Na verdade o badameco Nancassa é um sortudo. Sabem porquê? Porque eu não sou Presidente da República. Senão, já o tinha mandado prender. Bandidagem tem limite!

sexta-feira, 5 de julho de 2019


ATENÇÃO AO PAPEL DA OPOSIÇÃO POLÍTICA

Em todas as democracias do mundo, o papel da oposição é claro: fiscalizar a administração e os actos dos governantes, actuar como agente capaz de aperfeiçoar proposições de governo, ser catalisadora das exigências e insatisfações populares e, de certa forma, ajudar o governo a errar menos e administrar melhor, criticando, apontando equívocos e incongruências, destacando as consequências de desacertos e denunciando erros e omissões. Oposição competente contribui para se alcançar o objectivo da acção política. Além disso, deve ser propositivo e apresentar caminhos diferentes dos actuais para garantir maior eficiência do sector público e possibilitar o constante crescimento socio-económico nacional.

EX.MO SR. EX-MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS E DAS COMUNIDADES,
JOÃO RIBEIRO BUTIAN CÓ

Ex-MNEC, Sr. João Ribeiro Butian Có
Escutei bem a sua declaração, hoje, na passagem de testemunho à nova Ministra, onde se ronca ter conseguido lavar a imagem da Guiné-Bissau no exterior, sobretudo na CEDEAO. 

De facto  o senhor teve, a mando do Primeiro-ministro, Aristides Gomes, um óptimo desempenho, pelo facto de ter conseguido infiltrar-se para comprar o lugar do Procurador-Geral da República, Dr. Bacari Biai, ao Presidente da Comissão da CEDEAO, Sr. Jean-Claud Kassi Brou, por quinhentos (500) milhões de francos CFA, e que estaria na "hasta pública" o lugar do actual CEMGFA, se não houvesse aquele "volte-face" por parte da Segurança de Estado. 

Por isso, os meus parabéns por ter conseguido cometer um crime, em flagrante delito, em Abuja/Nigéria, e ainda continua impune.  

EX.MO SR. MINISTRO DO RESGATE BANCÁRIO DE 2015, DR. GERALDO MARTINS

CONCLUSÃO DA MISSÃO DO FMI A GUINÉ-BISSAU, Departamento de Comunicação do FMI a 10 de Maio de 2019.
 Declaração de Tobias Rasmussen:

“A situação orçamental da Guiné-Bissau continua sob stress. Primariamente devido a despesas mais elevadas do que o previsto, o défice público em inícios de 2019 ultrapassou significativamente a meta do projecto de orçamento. O défice foi também significativamente superior ao período homólogo de 2018, ano em que se estima ter atingido 5,1% do PIB, numa base de compromissos. Simultâneamente cresceram as pressões sobre o financiamento, resultando num crescente saldo de contas por pagar.
No actual rumo, estima-se o diferencial de financiamento para 2019 em cerca de 3% do PIB. Embora uma maior produção de caju deva ajudar a fazer aumentar o crescimento do PIB real dos estimados 3,8%, em 2018, para cerca de 5%, em 2019, preços inferiores de caju implicam riscos de queda da actividade económica e da cobrança de receita pública.
As conversações incidiram sobre passos tendentes a assegurar a sustentabilidade orçamental e reforço da gestão das finanças públicas. Para reduzir o défice, garantir o pagamento tempestivo de salários e outras obrigações, assim como estancar os aumentos da dívida pública, será necessária uma combinação abrangente de mobilização acrescida de receita, contenção da despesa e identificação de financiamento adicional. Um primeiro passo para tentar fazer regressar o défice aquém do critério UEMOA de 3% do PIB, tão cedo quanto possível, seria fazer reviver o Comité de Tesouraria - o que ajudaria a controlar a despesa - após o que o Governo a ser constituído, o que ainda não aconteceu a jusante das eleições de 10 de Março, terá que fazer aprovar um orçamento para 2019.
As trocas de impressões incidiram ainda sobre a evolução do sector financeiro, onde se registou um avanço encorajador no sentido da resolução dos litígios relacionados com o resgate bancário de 2015, cancelado pelo Governo. A incerteza associada e os desafios em sede de capitalização impediram durante vários anos o desenvolvimento do sector financeiro, constituindo um factor importante subjacente ao declínio do crédito bancário à economia, registado em 2018. Estão agora a avançar de forma célere planos no sentido de uma resolução amigável do litígio e concomitante recapitalização de um dos bancos que, se concluídos com sucesso, representariam um apoio relevante à estabilidade financeira e crescimento a longo prazo.
As autoridades expressaram o seu marcado interesse num programa apoiado pelo FMI. Condicionalmente à adopção, nos meses vindouros, de robustas medidas estabilizadoras da situação orçamental, a missão poderia regressar a Bissau em Setembro para conversações, sobre um novo acordo Facilidade de Crédito Alargado, com o Governo a ser constituído.
A missão do FMI deseja expressar às autoridades a sua gratidão pelas conversações construtivas e calorosa hospitalidade recebida.”
De recordar que o corpo técnico do FMI reuniu nessa Missão, com o Presidente da República, José Mário Vaz, com o Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Aristides Gomes, com a Directora Nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), Helena Nosolini Embaló, com o Presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira e ainda com outros altos funcionários, bem como com representantes do sector privado e da comunidade de doadores.


quinta-feira, 4 de julho de 2019

CRIADA MAIS UMA MÁQUINA FRAUDULENTA PARA ÀS PRESIDENCIAIS:
SECRETARIA DE ESTADO DA GESTÃO ELEITORAL



NOVO GOVERNO A PRAZO?

Em quê que ficamos? 

Enquanto o povo festeja  pela formação do novo Governo, aspirando a estabilidade duradoura para quatro anos do mesmo, o Presidente do PAIGC tem a petulância de "desmancha prazer", dizendo em voz alta de que este novo governo, é o governo possível com duração até às eleições presidenciais marcadas para 24 de Novembro. O que significa que teremos depois mais um novo Governo com novo Presidente da República ou teremos um novo Governo chefiado por Domingos Simões Pereira (o Abre-alas), caso ele ou alguém da sua simpatia política,  perca as eleições? A verdade é que ele praguejou já este Governo que acabou de nascer de um parto difícil.

Pergunto: será que o Presidente do PAIGC, que se gaba em conhecedor de economia, de tudo e mais alguma coisa, não sabe do impacto que os seus comentários provocam na Bolsa? Para o seu conhecimento, a partir de agora, as suas declarações toscas e fedorentas serão criminalizadas. Nós temos orgulho de pertencer esta Pátria de Cabral. Cuidado! 

Nomeado novo Procurador Geral da República

Bissau, 3 jul 19 (ANG) – O novo Procurador-geral da República recomendado pela CEDEAO foi esta quarta-feira nomeado através de  um decreto presidencial, na pessoa do Juíz Conselheiro, Ladislau Clemente Fernandes Embassa (na foto).

Embassa desempenhava até então as funções de presidente do Conselho Nacional de Comunicação Social, órgão sob tutela da Assembleia Nacional Popular que fiscaliza o exercío da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau.

O Juíz Conselheiro substitui, Bacar Biai, exonerado terça-feira das suas funções, para as quais fora nomeado em Novembro de 2017.

Ladislau Embassa foi hoje investido nas funções numa cerimonia presidida pelo chefe de Estado cessante, José Mário Vaz. ANG//SG

Novo governo tomou posse esta quarta-feira

Bissau, 3 jul 19 (ANG) -  O novo elenco governamental  resultante das eleições legislativas de 10 de março acaba de ser anunciado  em Bissau e é composto de 31 membros, 16 ministros e 15 secretários de estados.

Dr. Aristides Gomes novo chefe do Governo
Onze mulheres fazem parte do novo governo que esta tarde tomou posse, e integrado por elementos do PAIGC e seus aliados que constituem a maioria parlamentar de 54 deputados.

Eis a lista completa do executivo :

1-    Armando Mango - ministra da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares -  Porta-voz do Governo.

2-    Odete Costa Semedo – ministra da Administração Territorial e Gestão Eleitoral.
3-    Adiato Djalo Nandigna - ministra das Pescas.

4-    Suzi Barbosa -  ministra dos Negócios estrangeiros e das Comunidades
5-    Luis Silva de Melo – ministra da Defesa e dos Combatentes da Liberdade da Pátria-
6-    Juliano Fernandes-ministro do Interior
7-    Geraldo Martins – ministro das Finanças e da Economia.
8-    Iaia Djalo – ministro do Comércio e Indústria.
9-    Dautarin da Costa – ministro da Educação nacional e ensino Superior-
10- Fatumata Djau Baldé –ministra da Administração Pública e Modernização do Estado.
11- Rute Monteiro – ministra da Justiça e Direitos Humanos
12- Magda Nely Robalo Silva – ministra da saúde Pública.
13- Cadi Seidi – minstra da Mulher, Família e protecção Social.
14- Nelvina Barreto – ministra da agricultura e Floresta.
15- Issufo Baldé – ministro dos Recursos Naturais e Energia.
16- Osvaldo Abreu – ministro das Infraestruturas , Habitação e Desenvolvimento Urbano.
17- Quite Djata – Secretário de Estado do Ambiente-
18- Samuel Dinis Manuel – secretário de Estado dos Transportes e Comunicações.
19- Malam Bacai Júnior – Secretário de Estado das Comunidades.
20- Dionísio Pereira – Secretário de Esstado da Juventude e Desportos.
21- José Djô – secretário de Estado do Orçamento.
22- Suleimane Seidi – secretário de Estado do Teosuro.
23- Anaximandro Zilene Menu- secretário de estado da gestão Hospitalar.
24- Garcia Bifa Bedeta – secretário de Estado do Ensino Superior e Investigação Científica.
25- Catarina Taborda – secretária de Estado do Turismo e Artesanato.
26- Júlio César Nosolini – Secretário de Estado da Gestão Eleitoral.
27- Mário Saiegh – secretário de Estado da Ordem Pública.
28- Tomásia manjuba – Secretária de Estado do Plano e Integração Regional-
29- António Spencer Embaló – secretário de estado da Cultura.
30- João Maria Baticã Fereira – secretário de Estado da Comunicação Social
31- Armindo João Handem – secretário de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria. ANG//SG


quarta-feira, 3 de julho de 2019

Crise politica Guineense, CEDEAO manda calar bloco lusófono

Depois da aprovação ilegal de uma resolução pela Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, que teria destituído o Presidente da Republica democraticamente eleito, atribuindo tacho a um Presidente mal preparado Presidente do parlamento, surgiram varias opiniões de “lobistas” lusófonos.

Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Manuel Augusto, Ministro das Relações Exteriores de Angola, Ramos Horta, antigo Presidente de Timor Leste, tipo reconheceram implicitamente o Cipriano Cassamá, como Presidente da República, uma operação bem montada e que tinha como propósitos arrastar outros países e organizações a reboque, para um reconhecimento internacional, a semelhança da Venezuela.

Na sua cimeira de sábado em Abuja, a Comunidade Económica dos Estados da África de Oeste (CEDEAO), mandou calar os lobistas lusófonos, aprovando uma resolução que reconhece apenas José Mário Vaz, como Presidente da Republica da Guiné-Bissau ate a eleição e a tomada de posse de um novo chefe de estado democraticamente eleito pelos Guineenses.

Com essa decisão, a CEDEAO, organização sub-regional que foi mandatada pelas Nações Unidas para se ocupar da crise Guineense, travou mais uma investida de bloco lusófono que tinha como objetivos legitimar Cipriano Cassamá e, travar a sua eventual candidatura presidencial e lançar o Domingos Simões Pereira para as presidências de novembro.
Olesegum Obassanjo, antigo Presidente da Nigéria, também opinou na mesma altura, sem se aperceber que o objetivo era Domingos Simões Pereira. A investida do General Nigeriano é claramente Paulo Gomes, de quem é Padrinho e Sócio em alguns negócios.

Paulo Gomes, cobiçava apoio do PAIGC nas próximas presidências, alias foi esta a promessa de DSP que agora não tem outra alternativa que não seja ser candidato do seu próprio partido.

O apoio que DSP tem tido sobre tudo de Alpha Konde, chefe de estado da vizinha Republica da Guine Conacri, e mediador indicado pela CEDEAO, tinha como moeda de troca, PAIGC lançar Paulo Gomes como seu candidato Presidencial, razão pela qual já se militou no partido e, houve ate alteração pontual dos Estatutos PAIGC no ultimo congresso, dando poderes ao Presidente do partido para decidir quem será candidato do PAIGC.

Lamentavelmente, Domingos Simões Pereira, deslocou-se a Nova Iorque para iludir mais uma vez os militantes do PAIGC em como teria reuniões nas Nações Unidas sobre a Guiné-Bissau, numa altura em que o próprio Representante interino do Secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, que por sinal é Diretor de Assuntos Políticos para África Ocidental das Nações Unidas esteve presente na cimeira da CEDEAO em Abuja, juntamente com o Representante do Secretário-geral para África Ocidental e Central. Mohamed Ibn Chambas, antigo Presidente da Comissão da CEDEAO.

Talvez a sua presença em Nova Iorque serviu apenas para turismo, sessões de fotografias e ver uma amante??? 
Que agora vive la??? E casado com um dos seus ativistas nas redes sociais???
Amante? Que é irmã da cunhada da esposa dele??? Vive precisamente em Nova Iorque há alguns anos??'  Tudo isto corresponde a verdade??? Sim ou não??? (Quem, Carla???).

Npunta nan són

Fonte: dokainternacional
Procurador-geral da República entrega pedido de demissão 


Bissau 02 Jul. 19 (ANG) – O Procurador-geral da República (PRG) entregou hoje ao Presidente da República o pedido de demissão do cargo , salientando que a “estabilidade da Guiné-Bissau está acima da sua pessoa”.

 Bacari Biai (na foto) proferiu estas declarações a saída de um encontro com o chefe de Estado e disse que apresentou o seu pedido de demissão “em nome da estabilidade, paz e desenvolvimento da Guiné-Bissau”.


“Eu sou um soldado desta Nação, por isso, a Guiné-Bissau está em primeiro, segundo, terceiro , quarto , e em  quinto lugar . Só depois vem o cidadão Bacari Biai . Por isso o meu interesse nunca estará em  cima da do país”, alegou.

A demissão de Bacari Biai foi determinada pela Cimeira de chefes de Estados e de Governos da CEDEAO realizado na semana passada em Abuja , na Nigéria. (Pergunto: Mas, com que fundamento jurídico-político?)

Questionado se sentiu pressionado pelas resoluções da última Cimeira dos Chefes de Estados da Comunidade Económica dos Estados da África ocidental (CEDEAO), Biai respondeu que não, e considerou  a resolução dessa cimeira de “descabida e sem fundamento”, apesar de a respeitar.

A PGR disse que mesmo nas leis da CEDEAO não há nenhuma disposição que habilite esta organização sub-regional de imiscuir naquilo que são assuntos internos da Guiné-Bissau, salientando que a CEDEAO envergonhou os cidadãos comunitários.

Bacari Biai disse que sai com sentimento de dever cumprido e  que, provavelmente, estará em melhores condições onde fôr, para “combater as teias de corrupção transnacional que está a consumir as estruturas do desenvolvimento da Guiné-Bissau”. ANG/MSC//SG


Nota: Alguns analistas já consideram que a razão desta exigência da mudança para um novo Procurador Geral da República, teria a ver com o facto do actual PGR ter notificado os golpistas parlamentares, na pessoa do Presidente da ANP, Cipriano Cassamá e do líder da bancada do PAIGC, Califa Seidi.

Esta é mais uma medida inconstitucional imposta pela CEDEAO.  A continuar nesta obediência cega, qualquer dia este organismo sub-regional pedirá, por exemplo, a cabeça do CEMGFA da Guiné-Bissau. Mas, vamos acompanhar o papel da famosa Justiça nesta matéria sobre os golpistas parlamentares. Para saber se os infractores serão ilibados, abrindo assim mais um precedente político criminoso para o nosso país. 


terça-feira, 2 de julho de 2019

COMUNICADO FINAL DA QUINQUAGÉSIMA-QUINTA SESSÃO ORDINÁRIA DA CONFERÊNCIA DE CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO
ABUJA, 29 DE JUNHO DE 2019, NIGÉRIA

PERGUNTA: COMO PODE TER SURGIDO A EXIGÊNCIA DA NOMEAÇÃO DE UM NOVO PROCURADOR-GERAL, ANTES DE 3 DE JULHO DE 2019? RESPOSTA: A  MEU VER, A EXIGÊNCIA DECORRE, JUSTAMENTE, DA PROBLEMÁTICA SOBRE O "ARROZ DO POVO" DOADO PELA CHINA, E QUE ENVOLVEU PGR, PM, MI, MA E PJ. PERGUNTA: E QUEM ESTARIA INTERESSADO EM ENROLAR ESSA QUESTÃO NA CIMEIRA? RESPOSTA: O ACTUAL PRIMEIRO-MINISTRO, ARISTIDES GOMES.

"ALGUNS CONFUNDEM DEMOCRACIA COM ANARQUIA"

Disse o Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi:
PR DA RDC FÉLIX TSHISEKEDI
"Desde que eu sou presidente nunca proibi nenhuma manifestação. Mas tenho a impressão que algumas pessoas confundem democracia com anarquia.
Nós estamos numa alternância que históricamente decorreu de maneira positiva, por isso eu acho que é necessário preservar a paz. E é talvez isso que faz com que alguns digam, que eu sou um fantoche. Certamente que eles esperavam que houvesse violência como foi sempre o caso desde a nossa independência.
Mas desta vez eles enganaram-se porque, não haverá  sangue nem violência. A situação decorrerá normalmente. Dentro em breve teremos um governo. Quando é que o teremos exactamente, eu não sei ,porque as discussões estão a abordar pasta por pasta, indivíduo por indivíduo. Em suma, tudo isso avança devagar.
Não será 80%, nem também 40% para cada parte. Eu terei um direito de controlo sobre as negociações, e no que toca às nomeações. "
Fonte: France 24-RFI
“Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência”


segunda-feira, 1 de julho de 2019

CRIME DE TRAIÇÃO À PÁTRIA


Sua Excelência Senhor Presidente da República, José Mário Vaz, desabafou à chegada, no sábado, da Cimeira de Chefes de Estado e de governo em Abuja/Nigéria, dizendo:

"Nós, em vez de nos sentarmos na nossa casa e discutirmos como irmãos para encontrar soluções para os problemas que temos e resolvê-los internamente, preferimos entregar os problemas a outras pessoas. Isso coloca-nos numa má posição. Perdemos o respeito dos outros e perdemos outras coisas que nem imaginamos”.

De facto, esta constatação política de Sua Excelência Senhor Presidente da República sobre o comportamento político indesejável praticado por certos líderes políticos da nossa praça, é triste e lamentável.

A história recente mostrou-nos de que as disputas políticas internas,  contavam, basicamente, com dois expedientes: interno e externo. Os expedientes estavam à mercê dos adversários políticos para se chegar ao poder. O interno visava a resolução da discórdia política por via militar enquanto a externa por via de angariação de apoios político-diplomático.

Com abolição, portanto, da solução do problema por via da força das armas, ficou a sobrar, como é óbvio, e para o benefício, muitas vezes, de interesses estranhos, o expediente político-diplomático. Subterfúgio, geralmente, utilizado mais por actores políticos com parcos apoios populares internos. Não é por acaso que se vêem políticos nas condições que acabamos de referir adoptam, internamente, comportamentos indesejáveis, desobedientes e agressivos.     


Daí, na minha humilde opinião, e tendo em conta ao facto da nossa pátria amada (liberdade e independência) ter sido conquistada com sangue, suor e lágrimas dos seus próprios filhos, deveria-se voltar a legislar contra o crime de Traição à Pátria, como um dos limites para  aqueles que, por meio de usurpação ou abuso de funções de soberania:

          a) Tentar separar da nossa Pátria-Amada ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira todo o território guineense ou parte dele; 

              b) Ofender ou puser em perigo a independência do País;
seja punido com pena máxima.

A CEDEAO DECRETOU SANÇÕES CONTRA CERTOS  DIRIGENTES 

 ANÁLISE DO MADEM-G15 SOBRE A CIMEIRA  DE CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA CEDEAO