quarta-feira, 27 de maio de 2015

GUINÉ-BISSAU: PAÍS INTERESSADO EM CAPTAR INVESTIMENTO CHINÊS NA ÁREA AGRO-ALIMENTAR

Macau, China, 27 mai (Lusa) -- A captação de investimento chinês para a indústria agroalimentar da Guiné-Bissau "é prioritária", disse hoje à agência Lusa o delegado daquele país no Fórum Macau, ao identificar oportunidades na transformação da castanha de caju.
 
"Queremos captar investimentos na área da transformação da castanha de caju. É prioritário", afirmou Malam Camará, à margem de um 'workshop' sobre o comércio de produtos agroalimentares da Guiné-Bissau, organizado pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM).
 
O delegado da Guiné-Bissau junto do Secretariado Permanente do Fórum Macau disse que já houve "alguma manifestação de interesse" por parte de empresários do interior da China, e que apesar de não ter sido concretizado qualquer projeto, há potencial porque "a China é dos maiores consumidores de caju" e tem "tecnologia para transformar" o produto.
 
O Governo guineense conta exportar este ano 200 mil toneladas da castanha de caju.
Malam Camará considerou também que o desenvolvimento de infraestruturas portuárias na Guiné-Bissau pode interessar aos investidores chineses, tendo dado a conhecer aos participantes no 'workshop' alguns projetos nesse sentido, incluindo as obras para um porto de águas profundas em Buba, no sul do país.
 
O 'workshop' incluiu a mostra de alguns produtos agroalimentares da Guiné-Bissau, para uma divulgação junto de potenciais importadores em Macau.
 
Entre a oferta apresentada, estavam o fruto da 'calabaceira', nome por que é conhecido o embondeiro na Guiné-Bissau, e o 'veludo', fruto silvestre, avermelhado e ácido, gerado por uma árvore medicinal daquele país africano.
 
"A mostra foi para verem e conhecerem. Aqueles que já conhecem têm uma porta aberta para poderem investir", acrescentou Malam Carambá.
 
FV (MB) // VM
Lusa/Fim

VISITA DO REI MOHAMMED VI DE MARROCOS ADIADA PARA QUINTA-FEIRA

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A vista do Rei Mohamed VI de Marrocos foi adiada para a próxima quinta-feira, 28 de Maio, segundo uma fonte junto da comissão organizadora da visita do monarca marroquino.
 
O Democrata apurou que o adiamento da visita da sua majestade tem a ver com o atraso verificado na conclusão de algumas obras em curso no Palácio da República, bem como da reabilitação da Praça dos Heróis Nacionais. O Rei Mohammed VI, de acordo com a nossa fonte, efetuará uma visita de apenas dois dias.
 
Mohamed VI vai se instalar no Palácio Presidencial, no Centro de Bissau, cujos aposentos foram desocupados estes dias pelo actual ocupante, o Chefe de Estado da Guiné-Bissau José Mário Vaz, que mudou para a residência dos hóspedes, na chamada “Casa de Pedra”.
 
Durante a visita de do Rei de Marrocos ao país serão rubricados vários acordos de cooperação entre os dois países, nomeadamente nos domínios educação, saúde, comércio, turismo, pesca entre outras,  adiantou a comissão preparatória.
 
Por: Redação

PRESIDENTE DA GUINÉ-CONACRI INSTA GOVERNO A NEGOCIAR COM OPOSIÇÃO

Infelizmente não há oposição na Guiné-Bissau! Um país sem oposição, não é um país democrático.
 
O Presidente da República da Guiné-Conacri, Alpha Condé, exortou o seu governo a iniciar negociações com a oposição para tirar o país do impasse político em que se encontra.
 
Segundo a mesma fonte, o Presidente Condé endereçou uma carta ao primeiro-ministro, Mohamed Said Fofana, exortando-o a encontrar soluções aceitáveis e de acordo com a lei para organizar eleições presidenciais e locais transparentes e justas.
 
Esta iniciativa surge mais de um mês depois de um braço-de-ferro entre o Presidente e a oposição sobre o calendário eleitoral, marcado por violentas manifestações, que fizeram numerosos mortos e dezenas de feridos em Conacri e em outras cidades do país. Fonte: Aqui

terça-feira, 26 de maio de 2015

MINISTROS DA DEFESA DA CPLP PREPARAM CONTINGENTE PARA APOIAR A ONU EM MISSÕES DE PAZ????????????????????

Ministros da Defesa de CPLP reunidos em São Tomé
CEDEAO 5 - 0 CPLP
 
A ideia de criar um contingente militar para apoiar operações de manutenção de paz das Nações Unidas, não passa de manobras dos  neocolonialistas, ou pura aventura de uma organização sem rumo, nem estratégia para  alcançar   os objetivos que nortearam a sua criação. Uma organização que a maioria da população dos estados-membros não sabe o que é e para que serve, ou seja, uma organização que ainda não  fez o trabalho de casa, já está a meter o nariz onde não é chamado.
 
Ministros da Defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP)  estão reunidos em São Tomé no XVI fórum da comunidade. Em discussão estão as políticas de defesa nacional de cada país e os projectos de intercâmbio entre os Estados membros
 
Neste encontro São Tomé e Príncipe, assumiu a presidência do grupo que pretende criar um contingente militar para apoiar operações de manutenção de paz das Nações Unidas. A proposta foi lançada por Portugal e consta do documento aprovado em São Tomé, intitulado "Identidade da CPLP no domínio da Defesa”.
 
Enquanto isso, o ministro são-tomense da Defesa e do Mar Carlos Stok destacou a importância do fórum de defesa nacional da CPLP no apoio ao combate a grupos radicais extremistas.
 
No encontro o Secretário Executivo da CPLP, o moçambicano Murade Murargy dirigiu-se em especial à ministra da Defesa da Guiné Bissau, Cadi Seidi, pela reintegração do seu país no fórum de defesa da CPLP depois de alguns anos de ausência devido ao conflito politico militar.
 
O ministro Angolano João Lourenço saiu da reunião convicto do reforço da cooperação entre os países membros, no domínio de defesa.
 
A criação de um colégio de defesa da CPLP, com cursos de especialização para os militares dos Estados membros, bem como o desenvolvimento de projectos de investigação conjuntos e de intercâmbio entre os hospitais militares dos países da comunidade lusófona são propostas que também fazem parte do documento final do encontro dos ministros de Defesa da CPLP de São Tomé. Fonte: Voz da América

SINDEPROF AMEAÇA ENTRAR EM GREVE NO DIA 2 DE JUNHO PRÓXIMO

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O vice-presidente de Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF), Eusébio Có disse esta terça-feira, 26 de Maio, que a sua organização vai entregar ao governo um pré-aviso de greve no dia 27 do mês em curso e iniciará a paralisação a nível nacional a 2 de Junho. De acordo com este responsável, a greve “só terminará quando forem saneadas todas as preocupações dos professores”.
 
Eusébio Có que falava numa conferência de imprensa conjunta com Colectivo dos professores que reivindica o aumento salarial,  sublinhou ainda que o SINDEPROF sempre está ao lado dos professores que exigem os seus direitos ao governo. “Lamentamos o papel da ministra em privilegiar o diálogo com um só sindicato, nesse caso o Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF). Na sua declaração a ministra deixou claro que rubricou acordo com o SINAFROF com vista a procurar soluções sem contar com SINDEPROF”.
 
O responsável sindical pediu aos seus colegas para se juntarem à luta a fim de resolver esta questão duma vez para sempre. “Foi aprovado na Assembleia Nacional Popular (ANP) e publicado no boletim oficial que o salário dos professores sem formação começa na letra (I) e os que têm a formação na letra (F), mas essa lei não está a ser cumprida”, lamentou.
Por seu lado, o porta-voz do Colectivo dos Professores em Reivindicação, Armando Vaz afirmou que 1449 professores a nível nacional estão nesta situação e alguns deles continuam a receber um salário miserável de 29 500xof que não chega para cobrir as despesas de casa e nem tão pouco pagar a renda.
 
“Os professores não têm meios para desviar fundos de Estado. Sabemos que alguém foi chefe de gabinete do Presidente Interino Raimundo Pereira (em 2012, na sequência do falecimento do Presidente Bacai Sanhá) e durante esse período foi desviada uma soma de dinheiro, e também sabemos que altos responsáveis do Ministério da Educação foram acusados de falsificação de certificados, qual foi posição da ministra face a esta situação”, questionou Vaz, reiterando a posição do grupo em prosseguir com a reivindicação até quando forem resolvidos o problema.
 
Por: Aguinaldo Ampa

PARLAMENTARES GUINEENSES PARTICIPAM DO SEMINÁRIO SOBRE CÓDIGO AUTÁRQUICO

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Os deputados guineenses estão reunidos num seminário de formação sobre código autárquico e lei de capacidade eleitoral autárquica. O curso de formação, iniciado esta terça-feira, 26 de Maio, deve durar dois dias e permitirá aos representantes do povo reforçar as suas capacidades de interpretação das duas leis ligadas à administração local.
O seminário de formação organizado conjuntamente pela Assembleia Nacional Popular e a Secretaria de Estado do Ordenamento do Território, está a ser orientado por técnicos da mesma Secretaria de Estado.
 
O código autárquico e lei de capacidade eleitoral autárquica são instrumentos jurídicos que irão normalizar o funcionamento das autarquias locais bem como fixará a idade para os eleitores locais.
 
Com a aprovação destes documentos espera-se que estarão assim as condições para a realização, pela primeira vez, das eleições autárquicas.
 
Dirigindo-se aos formandos, o presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassama, sublinhou a pertinência de se organizar, ainda nessa legislatura, as eleições autárquicas no país que têm sido adiadas desde o início do multipartidarismo em 1991.
 
Por : Tiano Badjana

QUÉNIA: ADVOGADO QUENIANO PROPÕE GADO A OBAMA PARA PEDIR NOIVADO DA SUA FILHA MALIA - IMPRENSA

Nairobi - Um advogado queniano propôs ao Presidente americano Barack Obama 50 vacas, 70 ovelhas e 30 cabras para pedir à mão (noivado) da sua filha Malia, de de 16 anos, indicou nesta terça-feira o jornal queniano “The Nairobian”.
 
"Interesso-me por ela desde 2008",  explicou o jovem advogado Felix Kiprono numa entrevista ao “The Nairobian”, citado pela AFP.
 
Nesta época, o Presidente Obama estava em campanha pelo seu primeiro mandato e a sua filha Malia tinha 10 anos.
 Em foto oficial para Páscoa, Obama posa ao lado de sua esposa Michelle, as filhas Malia (esquerda) e Sasha (direita) (Foto: Reprodução/Instagram/White House)
"Para vos dizer tudo, nunca sai com mulher alguma (quis dizer namorar) desde então e lhe prometo ser fiel. Confiei o assunto à minha família e estão prestes a ajudar-me” a reunir o "preço proposto para a jovem”, disse.
 
Disse esperar que o Presidente Obama leve a sua família em Julho deste ano, durante a sua primeira visita ao Quénia, terra do seu pai, durante a qual o jovem advogado prevê fazer o seu pedido ao líder americano.
 
 A avó paterna de Obama (Avó Sarah), que já passou os 90 anos, vive até aqui em Kogelo, no Oeste do Quénia.
 
O jovem acrescentou que as pessoas podem pensar que ele está interessado na família Obama, mas não é o seu caso, argumentando que o seu amor é real.
 
Felix Kiprono sustenta que quer levar uma "uma vida simples" se conseguir a desposar a jovem.
 
 '"Vou ensinar  à Malia a tratar uma vaca, à cozinhar um ugali (farinha de milho) e à preparar o mursik (leite magro tradicional) como todas as outras mulheres kalenjin",  precisou o queniano. Fonte: Aqui

INOVAÇÃO DISRUPTIVA NO EMPREENDEDORISMO

Fonte: ordidja
 
Por: Marcos Galina Correia
 
Com um sector primário débil, não industrializado, até mesmo artesanal em algumas das suas disposições, um sector empresarial descapitalizado, com o país fora dos radares dos investidores internacionais devido a uma série de fatores que concorrem entre si a saber: Justiça ineficiente, infraestruturas básicas precárias, deficientes ou degradadas, para citar apenas as mais gritantes. O empreendedor guineense depara-se incrementalmente com um elevado custo de contexto não apenas no concernente ao acesso ao capital e fatores de produção.
 
A Guiné-Bissau agrega assim um conjunto de condições suscetíveis de potenciar o surgimento de pequenos projetos de Inovação Disruptiva, se conseguir fazer emergir na sociedade percursores deste novo conceito, atores que se proponham a liderar uma mudança de mentalidade colocando o foco na inovação aliada a capacidade para promover processos disruptivos.
Com recurso a alguma simplificação e uma bordagem eventualmente redutora, pode-se retratar a Inovação Disruptiva como:
 
Um processo que trabalha sobre uma oferta – produto ou serviço – já existentes, adotando uma abordagem assimétrica para dar uma perspetiva diferente com vista o ROMPIMENTO ou a DERIVAÇÃO do seu DNA originário, abrindo espaço com capacidade para acomodar uma nova oferta de rotura que por norma privilegia ou evidencia ganhos de eficiência, redução de custo ou simplificação da oferta em si, por vezes culminando com a substituição ou descontinuação da oferta originária.
 
O “detalhe” de se partir de uma oferta já existente é de suprema relevância na conjuntura nacional de certa forma adversa a atração de investidores externos e ao surgimento de novas empresas, produtos e serviços.
 
Esta nova trend, por norma incorpora no seu roadmap as seguintes etapas que não esgotam as ações conducentes a uma materialização bem-sucedida, mas que podem sugerir caminhos adequados a realidade guineense:
Ø  dentificaçãodos “gatilhos”nomeadamente tecnológicos, GAP’s de mercado e de ofertas, que podem desencadear o processo. 
Como exemplo: Serviço de internet e fornecimento de energia elétrica, dois elementos determinantes da matriz económica com impacto na economia digital e real respetivamente, que atuam como fatores condicionantes:
 
Ø Confortável conhecimento das operações correntes, bem como do portefólio de produtos de serviços.
 
Ø Definiçãode uma estratégia de crescimento.
 
Ø Identificação de espaços que podem ser atacados pela organização, através de:
.Transferências adjacentes, isto é,novos mercados, não só geográfico,     como novos públicos-alvo das ofertas atuais;
 
·  Identificação de ofertas acima das expectativas dos consumidores e cidadãos em geral, com vista ao reajustamento;
 
·  Novas iniciativas geradoras de crescimento. E é aqui que entra a atividade da INOVAÇÃO, e onde se recomenda a efetivação de projetos de Inovação Disruptiva;
 
Como em qualquer proposta de inovação, fala-se de expetativas, não há certezas absolutas, é preciso estudar e estimar o potencial e a capacidade de penetração. A principal adversidade com que os pioneiros desta iniciativa se poderão deparar é a chocante ausência de cultura organizacional prevalecente nas entidades nacionais onde é lugar-comum um player de peso não dispor deferramentas elementares como o planeamento estratégico e/ou a estratégia de crescimento, assim como a persistente resistência a mudança.
 
Os que tiverem a ousadia de aceitar o repto, e avançarem para desbravar o caminho, poderão contar com algumas fermentas de suporte ou técnicas já existentes, sobejamente divulgadas e utilizadas na gestão e administração de organizações.
 
Um pouco de pesquisa poderá levar igualmente a seleção da Framework adequada  para implementação de processos de Inovação Disruptiva.

MOÇAMBIQUE: ARMANDO GUEBUZA ACUSADO DE PREPARAR GOLPE CONTRA SAMORA MACHEL


Relação entre os dois era “muito tensa” antes do acidente de Mbuzini, segundo depoimento de antigo militar moçambicano.
 
O depoimento de 1998 de um antigo Comandante da Força Aérea Moçambicana perante a Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul (TRC), agora divulgado ao abrigo da Lei da Promoção do Acesso à Informação, em vigor naquele país desde 2000, revela que as relações entre Armando Guebuza e Samora Machel antes do acidente de Mbuzini “eram muito tensas”, tendo o então Ministro do Interior preparado uma “força especial” com o “objectivo de derrubar o presidente Machel”.
 
Ouvido pelo TRC à porta fechada, na Cidade do Cabo, a 3 de Junho de 1998, o Coronel João Honwana falava no âmbito da Comissão de Inquérito moçambicana instaurada para investigar as causas da morte do presidente Samora Machel, que faleceu na sequência da queda de um avião russo nos montes Libombos, próximos da aldeia sul-africana de Mbuzini.
 
Segundo o CanalMoz, a situação levou Machel a despromover Guebuza de ministro do Interior para um cargo que “basicamente não tinha nenhum significado”. Honwana relatou ainda uma série de reuniões do Bureau Político da Frelimo em “torno da questão Guebuza” que motivaram uma “troca de palavras bastante tensas entre Guebuza e o Presidente Samora Machel”.
 
O depoimento de Honwana centra-se também na situação militar de Moçambique, sobre a qual Samora Machel pouco sabia. “Ele deu a entender que havia sido induzido em erro, e levado a acreditar que as Forças Armadas tinham o controlo da situação”, quando a realidade era outra, disse o coronel, citado pelo CanalMoz.
 
Numa visita à Base Aérea de Nacala, o então presidente moçambicano terá revelado a intenção de substituir o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, o general Sebastião Mabote, por Armando Panguene, pois “a vitória contra a Renamo dependia da colocação da pessoa certa no lugar certo”.
 
De acordo com o depoimento do Coronel João Honwana, a mudança seria a primeira de várias reformas previstas no exército moçambicano, uma vez que Samora Machel, no regresso da viagem à Zâmbia, a 19 de Outubro de 1986, “preparava-se para remodelar a estrutura de comando das Forças Armadas de Moçambique”.
Rede Angola, em PG

PRIMEIRO-MINISTRO DA GUINÉ BISSAU APELA AO AUMENTO DA PRODUTIVIDADE

A luta de libertação nacional só terá valido a pena se o próprio primeiro-ministro deixar de trabalhar para os neocolonialista, ou seja, se abdicar da função de representante especial dos fascistas, gangues angolanas, chibos cabo-verdianos e começar a trabalhar a sério para o país, deixar de viajar de 15 em 15 dias para Portugal, Cabo-Verde etc. para tratar de assuntos privados .

O primeiro-ministro da Guiné Bissau disse à população de Quebo, região de Tombali, no sul da Guiné-Bissau, que chegou a hora de todos pegarem num instrumento de trabalho para desenvolver o país.
 
Domingos Simões Pereira, que iniciou na quarta-feira uma digressão por algumas localidades do leste e do sul do pais, manteve  um encontro com os populares do setor de Quebo, onde disse que a luta de libertação nacional só terá valido a pena se os guineenses forem capazes de desenvolver o país. «Não é preciso acabarmos com todo o pescado nas nossas águas para que possa haver desenvolvimento. Temos sim que usar a cabeça para trabalhar, como outros povos trabalharam», sustentou.
 
Simões Pereira sublinhou que os guineenses merecem de facto ter uma condição de vida melhor, acrescentado que não existe outro caminho para conseguir tal que não seja o trabalho. «Após a Mesa Redonda de Bruxelas, acredito que a única disponibilidade que existe é nós agarrarmo-nos afincadamente ao trabalho, porque o desenvolvimento só acontece onde as pessoas produzem», referiu.
 
O chefe do Executivo disse que, se o interior do país não é acolhedor, ninguém ficará lá para viver, tendo salientado que devem acabar os complexos que dividem os guineenses por causa de raça e religião. «Nós na Guiné-Bissau não conhecemos essa diferenciação, vivemos entre nós. Não existe outra maneira de reconstruir o país que não seja o trabalho», afirmou.
 
Simões Pereira revelou que o país foi aconselhado pelos parceiros a copiar os esforços que certos países fizeram para alcançar o desenvolvimento. Indicou os casos da Malásia e de Cabo Verde, reafirmando que aceitou o desafio e respondeu que «nós não só vamos ver como um dia queremos ter um melhor desenvolvimento do que os referidos países».
 
Recordou à população de Quebo que, depois de formar governo, esteve a resolver problemas, para que a escola funcionasse e a cólera e o ébola não invadissem o país. «Se o ébola não chegou até hoje ao país foi graças ao trabalho de toda a população», sublinhou.
 
O administrador do setor de Quebo, Braima Djaló, disse estar satisfeito com o empenho do governo, sobretudo com o recorde nacional da compra do caju, e com  o sucesso da Mesa Redonda. Enalteceu o projeto da iluminação publica daquele setor, frisando que Quebo se encontrava na escuridão  desde os tempos dos colonos.
 
Apelou para que se concedam créditos às mulheres e aos jovens e para que seja concluída a construção do mercado local, iniciada em 1985. Fonte: Aqui

segunda-feira, 25 de maio de 2015

GUINÉ-BISSAU CRESCE 4% MAS DESAFIOS SÃO ENORMES - BANCO AFRICANO DE DESENVOLVIMENTO

Resultado de imagem para bandeira da guiné-bissau
A Guiné-Bissau vai crescer quase 4% este ano, mas o país continua a enfrentar enormes desafios em termos de governação e da capacidade para gerir as finanças, segundo o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).
 
"Com uma taxa de crescimento estimada em 2,6% em 2014 e projetada para os 3,9% este ano, a retoma económica está a continuar mas continua fortemente dependente no clima sociopolítico, no desempenho do setor do caju e na ausência de contágio do Ébola pelos países vizinhos", escrevem os peritos do Banco no relatório 'Perspetivas económicas em África 2015' (African Economic Outlook, no original em inglês).
 
De acordo com o texto, divulgado hoje pelo BAD na sua 50.ª reunião na capital da Costa do Marfim, Abidjan, a normalização social e política na Guiné-Bissau permitiu às equipas técnicas e financeiras dos parceiros internacionais voltarem ao país e melhorarem o sistema de cobrança de impostos, "embora a capacidade do Estado para gerir a folha de despesas, melhorar a cobrança de impostos e alargar a base contributiva continuem a ser fatores determinantes na recuperação económica a médio prazo".
 
Por outro lado, criticam os peritos, "a situação social e humana está a piorar e a assistência social falha no objetivo por causa da fraqueza dos recursos públicos".
 
As economias africanas deverão abrandar o crescimento, este ano, para 4,5% e poderão acelerar para 5% no próximo ano, prevê o BAD.
 
"Apesar da crise financeira global, as economias africanas crescerão 4,5% em 2015 e poderão atingir 5% em 2016, ultrapassando a maioria das regiões e convergindo com as atuais taxas de crescimento na Ásia; no entanto, a queda dos preços do petróleo e das matérias-primas, as consequências do surto de Ébola na África Ocidental e as incertezas políticas internas poderão atrasar o esperado retorno a níveis de crescimento similares aos verificados antes de 2008", lê-se no African Economic Outlook.
 
O documento prevê que a população africana triplique até 2050, argumentando que, por isso, "a modernização das economias locais será crucial para aumentar a competitividade do continente e melhorar as condições de vida da sua população".

MBA // VM
Lusa/Fim

REGIME ANGOLANO TEME LEVANTAMENTO POPULAR


Eduardo dos Santos colocou 4.000 efetivos militares em Luanda
 
Folha 8 digital (ao) – 23 maio 2015 , em PG
 
Estado Maior General das Forças Ar­madas Ango­lanas (FAA) reforçou nos últimos 15 dias, com mais de quatro mil efectivos provenientes das várias regiões militares, à Re­gião Militar de Luanda.
 
Tal decisão, segundo apu­rou F8 deve-se a possiveis levantamentos populares na sequência das medidas económicas que o exe­cutivo vem tomando nos últimos dias e que preju­dicam à população.
 
O chefe do Executivo, José Eduardo dos San­tos teme principalmente uma crise mais profunda a partir de manifestações protagonizadas por traba­lhadores através das suas organizações sindicais e de partidos políticos da oposição.
 
Os efectivos provenien­tes das primeiras, quinta e sextas regiões militares foram destacados na uni­dade militar da Funda e no Estado –Maior Gene­ral.
 
Para alguns analistas a cri­se no país tende a agravar, as insatisfações sociais, uma vez que vai manter os níveis de desemprego acima da média histórica da região, face ainda a tendência do aumento de preços dos produtos alimentares de base, para além das promessas não cumpridas.
O analista político José Futy Paulo critica a pouca disposição do Executivo em atacar as causas da crise.
 
“Podem cercar a cidade com soldados, isso não resolve os problemas. A fome não obedece crité­rios”, explicou Futy.
 
O activista dos Direitos Humanos, Salvador Mu­lende avisa que a descida no preço do petróleo “terá como efeito o aumento do custo de vida, o que vai alimentar o descontenta­mento popular e aumen­tar as tensões” no país.
 
Segundo ele, apesar da perspetiva de corte nos subsídios públicos aos combustíveis, acredita que a decisão “não deve ter um impacto negativo no perfil de risco político do país”, o que represen­ta “um enorme contraste face aos protestos que po­dem surgir.
“Militarizar a cidade para travar eventuais protes­tos não é a solução. Ao longo do tempo foram os políticos advertidos sobre a má governação e não acataram conselhos, ago­ra tudo pode resvalar”, acrescentou.
 
O sindicalista Erasmo Samaio Zua lamenta o momento actual que os angolanos atravessam. “A vasta maioria dos nossos filhos está desempregada, muitos quadros formados nunca tiveram um emprego. A cada dia e semana os números crescem quando famílias inteiras são em­pobrecidas e lares se de­sintegram” precisou.
Acrescentou que as pers­pectivas de emprego de­saparecem e o espectro do desemprego a longo prazo em grande escala assombra a vida diária.
“As perspectivas de es­tabelecimento de casais estáveis e novas famílias entre os jovens são ine­xistentes. Essa situação começa a frustrar a socie­dade”, referiu.
 
Para o reformado Ber­nardo Cassua, os intelec­tuais, políticos da nova geração não ecoam a sua experiência do dia a dia nem apresentam soluções tangíveis. “Estamos a ca­minhar para o abismo. O partido no poder preten­de arquitectar um conflito armado e a oposição tem que ter muito cuidado”, avisou.

AUTORIDADES DE BISSAU GARANTEM NÃO HAVER NENHUM CASO DE ÉBOLA NO PAÍS

O vírus do ébola
A partir de hoje o tratamento da malária é gratuito no país.
 
A ministra da Saúde da Guiné-Bissau revelou nesta segunda-feira, 25, que os dois casos de ébola registados na semana passada na vizinha Guiné-Conacri, concretamente em Boké, não entraram no país. Valentina Mendes garante que a Guiné-Bissau está livre de qualquer contacto de pessoas suspeitas da doença.
 
Não obstante esta "boa nova" para as autoridades sanitárias, por ser Boké uma zona muito próxima da Guiné-Bissau, a ministra da Saúde alerta que não se deve desarmar: "é importante que os cidadãos continuem a observar as medidas preventivas contra o ébola".
 
Estas declarações da governante acontecem no dia em que as autoridades guineenses decidiram que doravante o tratamento de malária simples vai ser gratuito.
 
A decisão entrou em vigor nesta segunda-feira e visa reduzir de forma drástica a taxa de mortalidade por paludismo, segundo Valentina Mendes.
 
Na ausência de dados mais recentes e segundo o relatório anual do Programa Nacional de Luta Contra o Paludismo do Instituto Nacional de Saúde (INASA), referente a 2013, foram identificados 125 mil e 224 casos de malária na Guiné-Bissau, tendo 396 resultados em óbito.
 
As crianças menores de 5 anos constituem 37 por cento do total, ou seja, 46 mil e 209 casos, com uma taxa de letalidade de 0,4%, equivalente a 191 crianças. Voz da América

BURKINA FASO:INÍCIO DA EXUMAÇÃO DOS CORPOS DE SANKARA E DOS SEUS 12 COMPANHEIROS

Ouagadougou - A exumação do corpo do ex-presidente Thomas Sankara e dos seus doze companheiros assassinados em 1987, durante o golpe de Estado iniciou esta segunda-feira, num cemitério de Ouagadougou, no quadro de uma instrução aberta no final de Março, noticiou a AFP.
 
Thomas Sankara foi enterrado de forma discreta a 15 de Outubro de 1987, após o seu assassinato durante o golpe de Estado que colocou Blaise Compaoré no poder durante 27 anos.
 
Ele foi enterrado no cemitério de Dagnoem (bairro este de Ouagadougou), mas a sua família e os seus inúmeros simpatizantes duvidam que o seu corpo esteja realmente enterrado nesse local.
 
Segundo os próximos das vítimas, os jovens munidos com "picaretas e pás" começaram a "abrir dois túmulos" no referido cemitério.
 
"Eles estão a cavar os túmulos, isto pode levar muito tempo", afirmou Mariam Gouem, a filha de um dos guardas costas de Sankara que foi também assassinado na mesma altura.
"Isto é doloroso para nós, eu estou dentro (do cemitério) com a minha irmã mais nova. Quando o pai foi morto, ela tinha apenas seis meses", declarou a filha de Der Somda, outro companheiro de Sankara.
 
A operação é conduzida por três médicos, um Francês e dois Burkinabés na presença do comissário do governo e de um juiz de instrução.
 
A polícia bloqueou o acesso ao cemitério à dezenas de curiosos que gritavam: "queremos a verdade", "a "pátria ou morte venceremos".
 
A família de Thomas Sankara que não assiste á exumação, está representada pelo seu advogado Benwendé Sankara.
 
O regime de Compaoré, derrubado no final de Outubro, por uma insurreição popular, sempre se recusou a abrir um inquérito sobre as circunstâncias do assassinato de Sankara.
No inicio de Março, o governo de transição formado após a queda do presidente Compaoré autorizou a exumação do corpo de Sankara, afim de o identificar formalmente.
 
Os túmulos foram selados desde o início de Abril pela justiça militar do Burkina-Faso que investiga desde Março sobre as circunstâncias do desaparecimento do "pai da revolução Burkinabe."
 
Várias audições tiveram já lugar no quadro dessa inquérito e nomeadamente o de Mariam Sankara, viúva do defunto presidente, em 14 de Maio último.
 
A figura de Thomas Sankara, revolucionário elogiado pela sua integridade e ícone do panafricanismo, foi amplamente evocado durante a revolta popular que levou ao derrube de Compaoré a 31 de Outubro último. Fonte: Aqui

Victor Sanhá: “A EXPLORAÇÃO DA AREIA PESADA DEVE RESPEITAR A SOBREVIVÊNCIA DA POPULAÇÃO”

Areia Pisada embalada no saco
A comunidade de secção de Suzana, norte do país, quer que a exploração da areia pesada de Varela respeite a sobrevivência da população local.

 O alerta foi deixado no passado sábado, 22 de Maio, pelo presidente da Associação de Filhos e Amigos da Secção de Suzana, Victor Sanhá num “Djumbai” entre a empresa russa Photu Sarl e a comunidade local.
 
“A nossa população vive fundamentalmente da natureza, sobretudo da lavoura, pesca, exploração do vinho de palma, pesca…quando tudo isso é posto em perigo, vamos ter naturalmente uma posição contrária”, explica.
 
No Djumbai, Victor Sanhá afirmou que nunca e em nenhum momento a associação se posicionou contra a exploração do mineiro, desde que o processo seja claro à população.
Todavia, pede que o processo da exploração do mineiro cumpra a legalidade sobre a exploração dos recursos naturais na Guiné-Bissau.
 
Uma das exigências dos populares de Suzana tem a ver com o Certificado de Conformidade Ambiental que aprova os catorze programas sociais com vista a mitigar os eventuais danos ambientais resultantes da exploração.
 
Segundo Victor Sanhá, a empresa russa ainda não dispõe do referido documento.
“Dentro desses programas, há uns que têm incidência na própria população. E é exactamente nestes aspectos que vamos emitir a nossa opinião para mostrar em quê é que estamos interessados antes da exploração”, nota.
 
Victor Sanhá revelou igualmente que desde a independência do país a maioria das infraestruturas escolares construídas naquela localidade foi graças ao esforço da população e as ONGs que actuam no terreno.

 Neste sentido, defende que a prioridade da população não passa pela promoção da cultura e nem dos rituais ou cerimónias tradicionais Felupe, mas sim a construção de infraestruturas educacionais e sanitárias.
 
“Suzana tem um Liceu em péssimas condições. Temos um centro de saúde que carece de quase tudo, desde condições sanitárias aos medicamentos. Apenas dispõe de uma enfermeira.
Segundo o presidente da Associação de Filhos e Amigos da Secção de Suzana, a empresa russa não tem certificado e nem tão pouco aprovou alguns dos quatorze programas de mitigação, que devem ser aprovados mediante uma audiência pública.
 
REAÇÃO DA EMPRESA PHOTU SARL
 
Em reação às exigências dos populares de Suzana, Romesh Silva Gomes, Administrador residente da Empresa russa, disse que a sua empresa está disposta em cumprir com o plano ambiental desde que o Governo dê orientações para isso.
 
O responsável da Photu Sarl, empresa responsável pela exploração da areia pesada, nega ainda que em nenhum momento tentou transportar o produto, de Varela para Bissau de forma clandestina.
 
Entretanto, Edmilson Augusto da Silva, director técnico da Célula de Avaliação do Impacto Ambiental (CAIA), reconhece que e empresa russa não cumpriu na totalidade as exigências da lei da avaliação ambiental. Mas, sublinha que a empresa russa está no processo de cumprimento da lei em causa.

 O responsável pelo impacto ambiental notou ainda que o grupo iniciou os trabalhos na base da primeira licença, a “declaração da conformidade ambiental com validade de um ano”.
 
Segundo Edmilson Augusto da Silva, depois da caducidade da primeira licença, a empresa tem o dever de entrar com um pedido de obtenção do “certificado de conformidade ambiental, que tem um período de cinco anos de duração”.
 
“De ponto de vista ambiental, a lei autoriza a exploração, mas sob condição de aplicação das medidas que estão na declaração da conformidade ambiental”, especifica.

 Romesh Silva Gomes informou na mesma ocasião que, o Governo, através do Ministério dos Recursos Naturais autorizou desde Dezembro do ano passado, a exportação das quinhentas toneladas da areia pesada que a empresa Photo tem no porto de Bissau a exportar.
Por: Filomeno Sambú

DADOS BIOGRÁFICOS DO REI MOHAMED VI E HISTORIAL DE MARROCOS

Bissau,25 Mai 15 (ANG) - O actual monarca de Marrocos, Sidi Mohamed Ben El Hussein Ben Mohamed Ben Hussuf Alahui tem 51 anos e nasceu em Marrocos e é filho primogénito e herdeiro do falecido Rei Hassan II.
 
Assumiu as rédeas do país em Julho de 1999 com o nome de Mohamed VI em homenagem ao seu avó paterno Mohamed V.
Mohamed VI, décimo oitavo Rei da dinastia Alauita é um modernizador que tem assegurado a legalidade de uma monarquia constitucional, um sistema político que tem vigorado em Marrocos desde a Constituiçao de 1972.
 
O Rei de Marrocos além de ser o chefe de Estado e Comandante em Chefe das Formas Armadas, usa igualmente o titulo constitucional de Amiral Mumiede, líderes dos fieis e defensor do islamismo, o que reforça a sua legitimidade e prestígio junto das populações.
Logo após a sua coroação e no seu discurso de trono Mohamed VI insistiu no seu interesse pela sorte das camadas mais pobres da população e afirmou que impulsionaria medidas a favor dos excluídos.
 
Reafirmou a sua adesão ao regime de Monarquia Constitucional, ao Pluralismo Político, ao liberalismo económico assim  como aos direitos humanos, individuais e colectivos.
Mencionou igualmente a sua particular preocupação com a necessidade de melhorar e expandir o ensino público, factor primordial para a redução do desemprego.
 
Em 1996, realizou-se um referendo para a reformulação institucional do país tendo por objectivo, a criação de um ordenamento político mais representativo e da descentralização do poder.
Ao proceder estas mudanças, o Governo adoptou ao Estado marroquino de uma estrutura do poder mais moderna menos centrada na figura do Monarca e mais democrática.
 
A política externa de Marrocos beneficiou directamente a Guiné-Bissau. O país concedeu importantes apoios nomeadamente militares e diplomáticos ao PAIGC no processo de luta para a independência da Guiné-Bissau e Cabo-Verde.
 
As primeiras armas de fogo usadas pelo PAIGC foram fornecidas pelo Marrocos que  disponibilizou igualmente uma casa para os dirigentes do partido.
 
A política externa de Marrocos pode ser qualificada de ecuménica permitindo manter relações com praticamente todos os países do mundo.
 
Além disso, Marrocos vem ampliando aos poucos a sua actuaçao diplomática mediante a intensificação das relaçoes com a América Latina e o Extremo Oriente especialmente com a República Popular da China e Correia do Sul.
 
Mohamed VI está pessoalmente empenhado em diversificar e intensificar a presença marroquina no cenário internacional.
 
No plano militar as Forças Armadas marroquinas são uma das maiores e mais bem armadas da região do Magreb.
 
O Rei é o seu Comandante em Chefe e delega as tarefas administrativas ao seu ministro de Defesa.
 
Actualmente as Forças Armadas marroquinas contam com 195 mil soldados.
Marrocos é um país do norte de África cuja capital Rabat, é suplantada em tamanho e importância económica por uma outra cidade do país que é a Casablanca.
 
Marrocos conquistou formalmente a sua independência da França há 02 de Março de 1956 sob a liderança do Sultao Mohamed V, do Partido Independentista Estecularte.
 
O processo da independência decorreu pacificamente. Em Agosto de 1957, Mohamed V, avó do actual Monarca transforma Marrocos num Reino, passando a usar o titulo de Rei. A populaçao marroquina ultrapassa os 32 milhões de habitantes e a esperança de vida está a cima dos 70 anos.
 
Em 2025, a populaçao de Marrocos deve ultrapassar os 32,5 milhões de habitantes.
 
Os árabes representam cerca de 70 por cento da população e o berbéres 30 por cento e as restantes etnias representam menos de 1 por cento. A religião dominante é a muçulmana sunita com 99 por cento de praticantes. A língua predominante no país é a variante marroquina do Árabe.
 
No que tange a economia, Marrocos pertence ao grupo de países emergentes com um sistema económico misto. Desde 1993 o Governo segue uma política de privatização das empresas públicas bem como da liberalização de muitos sectores.
 
A economia do país é uma das melhores de África, graças a Tratado do Comércio e a Exportação que o país fez com os Estados Unidos e a União Europeia.
 
Marrocos é o maior exportador mundial de fosfato. Possui terras áridas em quase todo o território. O Rei Mohamed VI lançou vários projectos de modernização económica a partir dos quais , o país começou a apresentar um crescimento grande do Produto Interno Bruto(PIB).
 
O seu PIB subiu 4,4 por cento em 2001 e 7,3 por cento em 2006. O País possui também grandes reservas de petróleo no deserto do Sahara, e  está a esforçar-se para manter um alto índice de Desenvolvimento Humano e estabilidade na economia. Em 2010 o país teve um PIB per capita superior a cinco mil e quinhentos dólares. As principais produções de industrias transformadoras são os produtos alimentares, os têxteis, artigos de couros e os adubos.
 
O turismo é uma importante fonte de receitas. Os principais parceiros comerciais de Marrocos são Portugal, França, Espanha, Estados Unidos e Alemanha. Na gastronomia o Cuscus Marroquino é um prato típico do país. Aliás o famoso prato Marroquino é bem conhecido pelos guineenses.
ANG/AC/JAM/SG

ANGOLA: MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE 30 DIAS DE PRISÃO PARA RAFAEL MARQUES

Rafael Morais, activista e jornalista angolanoDecisão surpreende porque os generais retiraram a acusação contra o activista e jornalista.
 
O Ministério Público angolano pediu neste segunda-feira, 25, 30 dias de prisão para o activista e jornalista Rafael Marques nas alegações finais do julgamento do autor de Diamantes de Sangue, acusado inicialmente de injúria caluniosa por nove generais do regime e duas empresas que operam nas Lundas.
 
A posição do Ministério Público surpreendeu pelo facto de os acusados de Marques terem retirado a acusação depois de terem aceite as explicações do activista e jornalista na audiência da passada quinta-feira, 19.
 
Na analtura, Rafael Marques e os generais chegaram a um  “acordo tácito” depois de o arguido ter explicado o porquê de não ter ouvido os generais antes da publicação do livro.
Segundo o advogado de defesa David Mendes, o activista e jornalista disse ter contactado algumas pessoas que deveriam ter feito chegar aos generais em causa as suas preocupações, o que não aconteceu. “Concluiu-se que se eles tivessem tido acesso ao pedido do Rafael, eles o teriam auxiliado no esclarecimento de algumas coisas e na tomada de algumas medidas”, explicou o advogado.
 
Por seu turno, o advogado Fernando de Oliveira, que representa uma das companhias queixosas contra Rafael Marques, ITM, explicou o acordo  alcançado e o que passou no tribunal, confirmando a versão de Mendes.
 
Por sua vez, Marques manifestou-se satisfeito com o acordo e reiterou que irá continuar o seu activismo nas Lundas e que os generais predispuseram-se a colaborar de modo “a evitar quaisquer violações de direitos humanos”. Voz da América

CONTINENTE AFRICANO CELEBRA 52.º ANIVERSÁRIO DA ORGANIZAÇÃO DE UNIDADE AFRICANA

O continente africano celebra esta segunda-feira, 25 de maio, 52 anos da criação, em Adis Abeba (Etiópia), da Organização de Unidade Africana (OUA), em carta assinada por 32 Estados de África já independentes na altura.
 
O ato constituiu-se no maior compromisso político dos líderes africanos, visando a aceleração do fim da colonização do continente.
 
No dia 25 de Maio de 1963 reuniram-se 32 chefes de Estado africanos, com ideias contrárias à subordinação a que o continente estava submetido há séculos (colonialismo, neocolonialismo e «partilha da África»).
 
Dessa reunião, nasceu a OUA (Organização de Unidade Africana). Pela importância daquele momento, o 25 de maio foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1972, Dia da Libertação de África.
 
O dia representa também um profundo significado da memória coletiva dos povos do continente e a demonstração do objetivo comum de unidade e solidariedade dos africanos na luta para o desenvolvimento económico continental.  
 
A criação da OUA traduziu a vontade dos africanos de se converterem num corpo único, capaz de responder, de forma organizada e solidária, aos múltiplos desafios presentes quando se trata de reunir as condições necessárias à construção do futuro dos filhos de África.
 
Entretanto, de todos esses pressupostos, é facto reconhecido que a libertação do continente do jugo colonial e o derrube do regime segregacionista do apartheid, durante anos em vigor na África do Sul, foram eleitas como as tarefas prioritárias da OUA. Mas, como esta se mostrou incapaz de resolver os conflitos surgidos continuamente em todas as partes do continente, os golpes de Estado tornaram-se uma prática quase comum.
 
A construção de uma verdadeira unidade entre os países-membros é ainda inexistente, sendo exemplos disto os golpes de Estado e as guerras civis no continente.
 
Economicamente, os indicadores também estavam na altura longe de serem animadores, concorrendo para isso a própria instabilidade militar e as múltiplas epidemias.  
 
Assim, a 12 julho de 2002, em Durban, o último presidente da OUA, o sul-africano Thabo Mbeki, proclamou solenemente a dissolução da organização e o nascimento da União Africana, como necessidade de se fazer face aos desafios com que o continente se defronta, perante as mudanças sociais, económicas e políticas que se operam no mundo. Contudo, resolveu manter a comemoração do Dia de África a 25 de maio, para lembrar o ponto de partida, a trajetória e o que resta para se chegar à meta de «uma África unida e forte», capaz de concretizar os sonhos de «liberdade, igualdade, justiça e dignidade» dos fundadores.
 
Outro objetivo principal da UA continuará a ser a unidade e solidariedade entre os países e os povos de África, defendendo a soberania, a integridade territorial e a independência dos seus Estados-membros e acelerando a integração política e socioeconómica do continente, para realizar o sonho dos «pioneiros», que em 1963 criaram a OUA.
 
Dos 54 Wstados africanos, 53 são membros da nova organização. Marrocos afastou-se voluntariamente em 1985, em sinal de protesto pela admissão da auto-proclamada República Árabe Saharaui, reconhecida pela OUA em 1982.  
 
Apesar de se registarem atualmente em África alguns conflitos de caráter político, pode-se dizer que a maioria dos países do continente possui governos democraticamente eleitos. De uma forma geral, estes são presidencialistas, com exceção de três monarquias existentes no continente: Lesoto, Marrocos e Swazilândia.  
 
Parcerias são formadas diariamente ao abrigo da NEPAD (Nova Parceria para o Desenvolvimento da África), um instrumento da União Africana que se baseia em relações e acordos bilaterais num ambiente de transparência, responsabilização e boa governação. Fonte: Aqui