terça-feira, 30 de junho de 2020


XÓ CÃO, LARGA O OSSO!



O senhor Armando Mango, um dos vice-presidentes do APU-PDGB, esteve, ontem, no hemiciclo da ANP para ver se encontrava gente da sua laia. Pouco tempo depois saiu. Em vez de ir para a sede do seu partido APU-PDGB, que fica em Alto-Crim, a escassos metros da ANP, dirigiu-se para à Praça do Império, onde falou à imprensa, dizendo, com altivez, que eles no partido (?) são aqueles indivíduos com capacidades intelectuais acima do normal. Que são estruturalmente democráticos, coerentemente defensores de valores e dos compromissos assumidos, referindo-se ao acordo de incidência parlamentar outrora assinado entre APU-PDGB e o PAIGC.

Se vocês são tudo isso e mais alguma coisa, porquê que não conseguiram conservar o poder e fugiram para o estrangeiro? Por que é que são financiados por cartéis de droga representados em Bissau pelo senhor Veríssimo Nancassa (Tchitchi), seu primo? Por que razões se aliaram à arrogância, indisciplina, à arruaça e malcriadices?

Dizem-se intelectuais, mas se juntam aos bandidos e narcotraficantes. Quem não sabe que a coerência referida pelo senhor Armando Mango, tem, por outro lado, a ver com o facto de nunca ter engolido a decisão do líder do APU-PDGB, Nuno Nabim, por lhe ter tirado do primeiro para o segundo vice-presidente daquele partido?

Para terminar, lanço um repto ao sabichão Armando Mango e ao chefe da milícia tribal, o senhor Marciano Indi, ambos militantes do APU-PDGB, que, em vez de continuarem a discursar na Praça do Império, voltem aos círculos eleitorais que os outorgaram o mandato de deputado, para “debater” a tese do tal Acordo-eterno que defendem com o PAIGC.