terça-feira, 2 de junho de 2015

MORREU MINISTRO TIMORENSE LASAMA ARAÚJO

Díli, 02 jun (Lusa) - O ministro Coordenador dos Assuntos Sociais e da Educação timorense, Fernando Lasama de Araújo, morreu hoje, aos 53 anos, no Hospital de Díli, onde estava internado em "estado crítico", disse à agência Lusa fonte hospitalar.
 
A mesma fonte adiantou que Lasama de Araújo morreu às 08:30 locais (00:30 de Lisboa).
 
O governante estava em coma, na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Dili, segundo uma fonte do Partido Democrático, a que Lasama presidia, que explicou que o ministro sofreu domingo uma trombose com derrame cerebral e que as equipas médicas descartaram, durante a madrugada, que pudesse ser transferido para Singapura para cuidados médicos adicionais.
 
Ao início da manhã de hoje circularam por Díli rumores de que Lasama já teria morrido, informação desmentida por fonte da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV) em Díli.
 
Nos últimos dias, o ministro realizou uma visita por várias regiões de Timor-Leste, tendo mantido nos últimos meses uma agenda intensa de trabalho.
 
Fundador da organização jovem da resistência timorense RENETIL e candidato presidencial em 2007, Lasama de Araújo, 53 anos, foi Presidente da República interino de Timor-Leste em 2008, depois do atentado contra José Ramos-Horta.
 
Secretário-geral da RENETIL foi detido em 1991 em Timor-Leste, tendo cumprido seis anos e quatro meses de cadeia em Cipinang, a mesma onde estava então detido Xanana Gusmão.
 
Natural de Mautasi, Ainaro, testemunhou aos 12 anos o massacre de 18 familiares pelo exército indonésio, segundo a sua biografia.
 
Era desde fevereiro membro do VI Governo constitucional, onde ocupava os cargos de ministro de Estado, Coordenador dos Assuntos Sociais e Ministro da Educação.
ASP // ARA

MTN DISPONIBILIZA 10 MILHÕES DE FCFA PARA CAMPANHA “EDUCAÇÃO PARA TODOS”

Bissau, 01 Juin 15 (ANG) - A Empresa operadora de rede móvel - MTN disponibilizou cerca de 10 milhões de fcfa para campanha sob o lema “investir na educação para todos”.
 
O anúncio foi feito hoje(01 de Junho) pelo Director Geral da MTN, Jabulani Freddie Mokoena durante uma conferência de imprensa, na qual disse que a campanha que se iniciou hoje  terá a duração de 21 dias.
 
De acordo com Jabulani  Mokoena, a empresa pretende com este fundo instalar uma sala de informática na escola do Ensino Basico Unificado “Salvador Allende” e realizar  campanhas de limpeza e reparações nas escolas “Revolução de Outubro” e no Jardim Infantil “Nhima Sanha”.
O Director Geral da MTN explicou que, ainda no âmbito desta campanha, serão promovidos debates radiofónicos sobre a importância do ensino na vida de todos.
 
Explicou  que as escolas acima mencionadas foram  catalogadas pelo Ministério da Educação Nacional como as que apresentam  maiores dificuldades .
 
“A MTN está consciente de que o desenvolvimento socioeconómico dos países onde opera não é uma responsabilidade isolada do governo.Sendo assim os actores económicos devem comparticipar orgulhosamente com objectivo de permitir um crescimento sustentável do país”, disse Mokoena.
 
O Grupo MTN foi criado na África do Sul, em 1994 e opera em 22 países de África. Tem promovido anualmente campanhas de carácter social em cada país onde opera com as acções de caridade em diferentes áreas nomeadamente nos hospitais, nas escolas, orfanatos tanto nas cidades como em  zonas rurais. 
 
ANG/AALS/JAM/SG

AMNÉSIA POLÍTICA

Baridur di Padja, Bariga di meia, corrupto .....

Presidente da ANP: Cipriano Cassamá
Desprovido de auto-estima e de cultura político-diplomática, este senhor teve um fluxo mental diarreico diante do seu homólogo angolano ao ousar apresentar pedido de desculpa em nome do povo guineense - sem ter sido delegado para tal - e dizer que  “Os efectivos angolanos estavam na Guiné-Bissau ao abrigo de um acordo de cooperação técnico militar rubricado entre os dois países, cujo objectivo era proceder reformas no seio das forças armadas e polícia locais”.
 
Nha ermons, de facto, não merecem o nosso apreço os políticos que não se dão ao respeito. Então, este homem, na qualidade de segunda figura da nação, não sabe, ou finge não saber, que, na altura, os dois parlamentos - o guineense e o angolano - não chegaram a ratificar os referidos acordos de cooperação técnico militar? Será que ele não sabe, ou finge não saber, em termos da geopolítica, o significado da presença militar angolana na nossa sub-região (CEDEAO)?

A presença da MISSANG em Bissau era algo insólito. Angola utilizou carros de combate como betoneira para misturar cimento para reparação dos quartéis, e canhões de 180 milímetros para lançar betão...

Já sabemos que a estratégia agora consiste em impingir-nos esse mesmo acordo através da Assembleia Nacional Popular. Devem estar a precisar de uma valente tareia, venham!
Cá, para mim, o senhor é um mau elemento! 

Atenção: o dito-cujo não perde a oportunidade de exibir tiques fundamentalistas e talibã

Nota: este texto é de autoria da equipa Doka Internacional - e não do Doka! Já tínhamos avisado: quem ultrajar a imagem do povo guineense comprou guerra contra nós, soldados de Abel Djassi.

SECRETÁRIO DE ESTADO DAS COMUNIDADES DA GUINÉ-BISSAU COM MANDADO DE CAPTURA

Resultado de imagem para Idelfrides Manuel Gomes Fernandes
Na Guiné-Bissau, o secretário de Estado das Comunidades Idelfrides Manuel Gomes Fernandes, está em apuros com a justiça e pode vir a ser detido a qualquer momento.
 
Fontes seguras disseram à Voz da América que há mais de uma semana a Procuradoria Geral da República emitiu um mandado de detenção contra o titular da pasta das comunidades, sob acusação de alegada venda ilegal de passaportes diplomáticos e de serviços.
 
Segundo as mesmas fontes, o secretário de Estado chegou a ser abordado por oficiais de diligência, mas resistiu à prisão. Espera-se a qualquer momento uma reacção da Polícia Judiciária, que dirigiu a investigação ou do Ministério Público.
 
Recorde-se que meses atrás muitos cidadãos estrangeiros foram apanhados com passaportes diplomáticos e de serviço, os quais tinham a assinatura do Secretário de Estado das Comunidades, em vez da do ministro titular dos Negócios Estrangeiros, como impõe a lei.
 
Idelfrides Manuel Gomes Fernandes é secretário de Estado das Comunidades desde o Governo de Transição, formado na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, cargo que já havia desempenhado também  no Governo de Carlos Gomes Júnior. Voz da América

Editorial: ESTADOS UNIDOS DE ÁFRICA, UM SONHO POSSÍVEL!

Passaram já 52 anos quando um grupo de africanos, guiados pela vontade de mudança e progresso, lançaram em Adis-Abeba (Etiópia) a semente da unidade de África. As dinâmicas que motivaram esta histórica iniciativa na capital etíope permanecem intactas ainda hoje. A exigência de uma verdadeira independência política, tendo como alicerce uma independência económica, constitui um imperativo para a emancipação total dos povos africanos.
 
Os arquitectos do projecto unificador africano, Kwame Nkrumah, Patrice Lumumba, Amílcar Cabral e companheiros, tombaram na longa caminhada sem se terem portanto perdido a causa. A prova disso é que o ideal pan-africanista continua sempre vivo nos corações dos africanos. Os povos deste continente sabem muito bem que sem uma união verdadeira, a exploração dos seus recursos através de invenção de todos tipos de métodos, nunca acabará.
 
Individualmente, os países africanos serão sempre esmagados. O grande desafio permanece portanto a liderança política sólida rumo a esta quão almejada unidade. A unificação baseada em respeito pelas diferenças que nunca podem constitui uma barreira. África não pode vencer este desafio enquanto tiver dirigentes coniventes com interesses obscuros do Ocidente que continua usufruir das imensas matérias-primas de que dispõe em detrimento de guerras sangrentas que ceifam milhões de vidas. Um olhar para a região de Grandes Lagos dá para perceber a reinante anarquia institucionalizada naquela parte. Um autêntico império de negócios de sangue! O financiamento de grupos armados com a única finalidade de controlar zonas ricas em minérios. Os financiamentos de campanhas eleitorais de candidatos “amigos” que quando chegam ao poder tornam-se inimigos do povo que os elegeu, servindo os interesses de “doadores de corredores” e multinacionais omnipresentes.
 
O esquema que orientou a expansão e a exploração europeias durante cinco séculos nas terras africanas, não mudou muito. E meio século após o fenómeno das chamadas “independências políticas”, o formato hoje é quase o mesmo: Dividir os africanos para melhor os explorar. Cabe aos africanos, abandonar a piroga de vitimização e mesquinhez, embarcando-se com cabeça erguida no navio da construção do seu próprio destino. O futuro de África está entre as mãos dos seus filhos. Decisões corajosas, estratégias inteligentes e comungadas em espírito de união, devem doravante estar no centro da agenda da liderança continental asseguradas por homens e mulheres competentes e visionários.
 
O actual formato da União Africana deve mudar e ceder lugar ao pragmatismo. Não se pode compreender que até hoje cerca de 80% do orçamento da UA seja assegurada pela União Europeia. A batalha de Muammar Khadafi era exactamente acabar com esta “brincadeira” e defendia que o custo da UA fosse sustentado por africanos e não de fora. O líder líbio assegurava 15% do orçamento de funcionamento da fragilizada instituição. Que custa a países como Angola, África de Sul, Sudão, Nigéria (este último com PIB acima de 500 bilhões de dólares americanos) consagrar pelo menos 3 a 5 por centos dos seus respectivos PIB’s em prol da fortificação da liderança da UA? Há que sermos corajosos e pragmáticos na construção do nosso futuro colectivo. Os actuais dirigentes não devem esquecer que as suas acções serão não só avaliadas nos dias que passam mas também por gerações vindouras.
 
Outro desafio à actual geração dos chefes africanos é a questão da moeda única. Não há futuro para África e a sua economia sem uma união económica e monetária continental. Coloca-se igualmente outro desafio, o de comércio intra-africano (ainda a flutuar em 10%)   que suscita automaticamente a questão da mobilidade dentro do continente. A resposta a estas diversas equações, é e será um passo decisivo no caminho que conduza indubitavelmente aos Estados Unidos de África.
 
Por: Redacção

ÁFRICA: MÉDICOS AFRICANOS EM FORMAÇÃO NO CAIRO SOBRE DOENÇAS RENAIS

Túnis - Um total de 31 médicos de 15 países africanos participam, desde domingo, no Cairo (Egipto), na primeira sessão de formação sobre as doenças renais e infecções urinárias, soube a PANA de fonte oficial, na capital egípcia.
 
A sessão é organizada pela Agência Egípcia da Parceria de Desenvolvimento (AEPD) em colaboração com o Centro Mohamed Ghennem (CMG) para o tratamento de doenças renais e infecções urinárias da Universidade Mansourah, do Egipto, e com o Banco Islâmico para o Desenvolvimento.
 
Os países participantes são o Sudão, Sudão do Sul, Moçambique, Burkina Faso, Tanzânia, Quénia, Burundi, Gabão, Guiné-Conakry, Mali, Senegal, Somália, Togo, Mauritânia e o Tchad.
 
Na abertura dos trabalhos, o secretário-geral da AEPD, Hazem Fahmi, enfatizou a importância da cooperação para o desenvolvimento das capacidades de saúde dos países africanos e a formação dos seus quadros.
 
No final da cerimónia de abertura, a AEPD e o CMG assinaram um memorando de entendimento sobre o quadro geral da cooperação no domínio da formação de quadros da saúde africanos especializados em doenças renais e infecções urinárias, graças à organização de sessões de formação no centro e o envio de médicos do centro para os países africanos.
 
O memorando também prevê acções para pacientes vindos dos países africanos que beneficiarão dos mesmos tratamentos que os egípcios no centro. Fonte: Aqui

JOMAV AGRADECE POVO GUINEENSE PELA “RECEPÇÃO CALOROSA” AO REI MOHAMED VI

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O Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, agradeceu esta segunda-feira, 01 de Junho, a população guineense pela forma calorosa como recebeu o Rei Mohammed VI de Marrocos. O agradecimento de José Mário Vaz ao povo guineense, foi manifestado numa nota de imprensa a que a nossa redacção d’O Democrata teve acesso.
 
A nota produzida pelo gabinete do porta-Voz da Presidência da República, informa que a “população do país respondeu prontamente ao apelo das autoridades encarregues da preparação da visita real com entusiasmo e hospitalidade que a caracteriza, recebeu o monarca à altura do seu estatuto”.
 
Segundo a nota da imprensa, a visita do Mohamed VI foi marcada pela troca das mais altas condecorações entre os dois chefes de Estado, a assinatura de dezasseis (16) acordos entre o Governo de Bissau e de Rabat e a entrega de donativos pelo monarca marroquino.
“A visita do Mohamed VI ao nosso país deu uma grande visibilidade à Guiné-Bissau e confirmou ao mundo a frequentabilidade do nosso país”, lê-se na nota.
 
De referir que o Rei Mohamed VI de Marrocos, acompanhado de uma delegação governamental, terminou no sábado passado, 30 de Maio, uma visita de três dias à Guiné-Bissau, a convite do Presidente da República, José Mário Vaz.
 
Por: Redacção

AUGUSTO MIDANA CONQUISTA MEDALHA DE OURO DE CAMPEONATO AFRICANO DE LUTA LIVRE

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O atleta guineense Augusto Midana revalidou o título de campeão africano de luta livre na categoria de 74 quilos, nos campeonatos que terminaram domingo no Egito.

 Augusto Midana, que conquistou pela quinta vez a medalha de ouro, venceu um atleta da Nigéria nas meias-finais e outro do Egito na final.
 
O treinador do lutador guineense, Aristóteles Soares da Gama, elogiou a proeza de Augusto Midana, dizendo que o seu ‘pupilo’ devia ser promovido a herói nacional pelas suas conquistas.
 
“O Midana leva o nome da Guiné-Bissau aos píncaros da fama africana e mundial, devia ser considerado um herói nacional”, defendeu Soares da Gama.
 
Augusto Midana
Augusto Midana, que representou a Guiné-Bissau nos Jogos Olímpicos de Londres2012 e Pequim2008, bem como no Campeonato do Mundo da luta livre, no Uzbequistão, em Setembro passado, deve chegar a Bissau, vindo de Cairo, esta quinta-feira.
 
Os responsáveis da Federação Guineense de Luta querem uma “grande receção ao campeão africano”, apelando a população a ir ao aeroporto receber Augusto Midana.

 A luta é a modalidade que mais medalhas tem dado à Guiné-Bissau, mais de 30 no total entre ouro, prata e bronze, mas mesmo assim o futebol é a principal modalidade no país.
 
Fonte: Lusa

86 MILHÕES PODEM SOFRER MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA ATÉ 2030

A ONU advertiu que 86 milhões de meninas de todo o mundo poderão sofrer a amputação de seus órgãos genitais externos até 2030 se a prática continuar nos 29 países de África e Ásia onde é mais evidente.
 
«Há uma necessidade urgente de intensificar os esforços para acabar com essa prática», disse a porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a População, Leyla Alvanak. Mais de 125 milhões de mulheres e meninas no mundo todo foram vítimas da mutilação genital feminina, mais conhecida como ablação.
 
A ONU lançou um programa em 15 países africanos em 2008 com o objetivo de acabar com essa prática - através da educação e de um enfoque com sensibilidade cultural - no prazo de uma geração (cerca de 25 anos). Nos primeiros cinco anos do programa, mais de 10 mil comunidades renunciaram à prática e a percentagem de mutilações baixou de 53% em mulheres que agora têm de 45 a 49 anos para 36% em adolescentes com idades de 15 a 19 anos.
 
Além disso, nos últimos anos foram aprovadas leis contra a ablação no Uganda, no Quénia e na Guiné-Bissau. Existem diferentes tipos de ablações. A mutilação de tipo I é a eliminação do prepúcio e do clitóris, e a de tipo II o corte total ou parcial do clitóris, às vezes com o corte dos pequenos lábios. Estes dois tipos são os mais comuns na África Ocidental, enquanto na parte oriental do continente predomina a mutilação de tipo III, que é a ablação total, com sutura dos grandes lábios. Fonte: Aqui

Leia também: Nigéria: Antes de deixar a Presidência, Goodluck aprovou lei que proíbe mutilação genital feminina

segunda-feira, 1 de junho de 2015

ADIADA VISITA OFICIAL DE PRIMEIRO-MINISTRO DE CABO VERDE À GUINÉ-BISSAU

Este Badameco e chibo ficou ofuscado com a visita do Rei de Marrocos, por isso resolveu  adiou a sua para outra altura para melhor ter protagonismo e visibilidade.
 
Seria bom se adiasse essa visita(das negociatas e conspiração) para sempre, visto que é um tipo  considerado persona non grata no nosso país por razões óbvias. Foi cúmplice na detenção ilegal do Bubo Na Tchuto, é um dos detratores do nosso país nos palcos internacionais, enviou agentes para uma missão suja na nossa terra, etc.
 
Cidade da Praia, 01 jun (Lusa) - A visita oficial que o primeiro-ministro de Cabo Verde deveria iniciar terça-feira à Guiné-Bissau foi adiada para uma data a confirmar em breve, disse hoje à agência Lusa fonte do gabinete de José Maria Neves.
 
A fonte nada mais adiantou sobre as razões do adiamento, nem sobre se, apesar do adiamento da deslocação, se mantém o início das ligações aéreas diretas entre os dois países, suspensas desde o golpe de Estado guineense em 2012, retoma que seria simbolicamente marcada com a visita de José Maria Neves.
 
A visita ora adiada foi anunciada a 10 de maio por José Maria Neves, que visitou oficialmente a Guiné-Bissau pela última vez em novembro de 2011.

JSD // EL
Lusa/Fim

BENFICA DE BISSAU EMPATA, SPORTING VENCE E APROXIMA-SE DA LIDERANÇA

Benfica de Bissau
O Benfica de Bissau empatou (0-0) com o Balantas de Mansoa e viu o Sporting aproximar-se da liderança do campeonato da Guiné-Bissau, mercê da vitória, por 2-1 dos, leões frente à UDIB.

O Benfica é líder com 44 pontos e o Sporting vem logo a seguir com 39, mas com menos um jogo, referente à 19.º jornada, ronda em que apenas foram disputados quatro desafios.

A visita do Rei do Marrocos, entre quinta-feira e sábado último, levou a Federação a adiar três partidas que deviam ser realizadas em Bissau.

Resultados da 20.ª jornada:

Balantas de Mansoa-Benfica-0-0

Sporting-UDIB-1, 2-1

Bula-Estrela Negra de Bissau-, 2-0

São Domingos-FC Canchungo, 0-0

Faltam seis jogos para terminar o campeonato da 1.ª Divisão da Guiné-Bissau.
 

AFROCAPITALISMO, DESENVOLVIMENTO E LUTA DE CLASSES EM ÁFRICA (Parte 3)





Classes sociais?

Os factores de diferenciação social que podem determinar a formação de categorias com capacidade de tornarem-se grupos actuantes são de diversa ordem e de diferentes níveis da esfera social. Origem familiar, nível de rendimentos, propriedade de bens materiais, profissão, actividade económica, nível educacional, religião praticada ou assimilada, características étnicas, propriedade, graus de acesso aos detentores do Poder, são factores que, combinados em determinadas conjunturas determinam a posição das pessoas e das famílias na hierarquia social. São factores de "status" social que associados aos factores gerados pelos seus interesses podem suscitar a formação de classes.
 
A expressão classe tem, assim, conteúdos variáveis. Umas vezes podem referir grupos de interesses económicos análogos e noutras referem grupos de "status" semelhante. Ora estas realidades são autónomas, pois expressam diferentes estruturas do Poder numa determinada sociedade. A esfera económica, a social e a legal são estruturas relacionadas mas com conteúdo específico. As diferenciações na esfera económica exprimem-se em classes e as da esfera social em grupos de status. Como estas esferas relacionam-se entre si e criam as suas próprias dinâmicas socioeconómicas as diferenças entre classe e grupo de status diluem-se na dinâmica social, aparecendo muitas vezes como extractos sociais, grupos socioprofissionais, ou mesmo grupos de Poder.
 
Pode falar-se de classe quando os elementos de um grupo têm em comum um componente causal próprio, característico, das suas oportunidades de vida. Este componente é exclusivamente formado por interesses económicos específicos e encontra-se representado no mercado, seja como mercadoria seja como trabalho, ou seja a classe é definida por interesses económicos, sendo, por isso, uma situação do mercado.
 
As situações fundamentais de classe são definidas pela detenção ou não detenção de propriedade. Estas são as categorias básicas. E tanto no aglomerado proprietário como no não-proprietário (proletário) há que distinguir e diferenciar grupos, referenciados -no caso dos aglomerados proprietários -  pelo tipo de bens, volume de dinheiro movimentado ou em sua posse, edifícios, terras, gado, maquinas, capital financeiro, bens de produção, rendimentos; na categoria dos não-proprietários há que diferenciar o tipo de serviços e a forma como são prestados.
 
Apesar de existirem múltiplos interesses e uma multiplicidade de cruzamentos de interesses, o número de classes numa determinada sociedade é limitado. Isto porque as classes funcionam como plataformas de interesses inter-relacionados o que conduz à estruturação das relações estabelecidas na classe (relações de classe).
 
O factor principal dessa estruturação é a mobilidade social existente, tanto ao nível geracional como ao nível individual. São os obstáculos à mobilidade que consolidam os indivíduos em grandes categorias, ou em plataformas categóricas, perpetuando condições de vida semelhantes de uma geração para outra. A propriedade dos meios de produção, a posse de habilitações educacionais e/ou técnicas e a força de trabalho manual são as três grandes capacidades básicas de mercado que mais influenciam os mecanismos de mobilidade social.
 
Também os factores da estruturação das relações de classe (divisão de trabalho no seio da empresa; relações hierárquicas e a influencia dos modelos de consumo definidos pelos rendimentos) têm de ser levados em conta na afirmação das classes e nas diferenciações no interior de uma mesma classe. A separação entre trabalho manual e não-manual, a diferenciação de funções, o tipo de tarefas são elementos de diferenciação entre trabalhadores assalariados provocados pela divisão de trabalho nas empresas. A hierarquia e o exercício de autoridade dela resultante geram diferenciações entre os trabalhadores. Os trabalhadores de chefia, embora não- proprietários, detêm parcelas relevantes de autoridade e contactam com mais frequência com os proprietários da empresa ou com a administração, o que os separa das camadas mais baixas dos trabalhadores das empresas. Todos estes elementos correspondem a uma diferenciação salarial, responsável por diferentes modelos de consumo.
 
Além destes factores existe um outro, decisivo mas não directo ou resultante das dinâmicas da estruturação de classe ou do relacionamento de classe, que é o factor da articulação de Poder em cada sociedade e que define os termos da acção do Estado. Por exemplo o "socialismo real" transformou a dinâmica antagónica das relações entre classes em dinâmica não-antagónica, submetendo os trabalhadores a uma taxa de exploração muito mais elevada do que a sua forma concorrente Ocidental e liberal, eliminando as elites de mercado (a burguesia no seu todo) e colocando no seu lugar a burocracia estatal, que com o desenvolvimento do processo de acumulação torna-se em elite activa e autónoma de mercado que,  embora longe do know-how da burguesia, assume os tiques sociais da burguesia (mas não a sua cultura).
 
Por fim existem dois factores de consciencialização dos interesses específicos de uma determinada classe. A tomada de conhecimento do fenómeno da classe (a percepção de classe) geralmente inicia-se na negação da sua existência. Por exemplo, nas sociedades africanas pós-coloniais é usual negar a existência do antagonismo de classe ou mesmo de classes, embora este ultima caso seja facilmente desmentido pela realidade social e pelo quotidiano de todos os africanos, que sentem na pele as agruras da pobreza, da miséria e da precariedade. Pode-se, também, apontar o exemplo da burguesia na Europa, que formou-se como classe na luta contra as relações tributárias pré-capitalistas, antes de tomar consciência de si própria.
 
A consciência de classe é a percepção clara e indesmentível de que a sociedade assenta numa dinâmica de classes. Podem ser diferenciados três níveis de consciência de classe: 1) apreensão da situação de pertença a uma classe; 2) a oposição de interesses em relação a outra(s) classe(s); 3) o reconhecimento da possibilidade de uma organização global da mediação institucional do Poder (que marcou o movimento operário nos seculos XIX e XX).
 
Classes sociais em África
 
No congresso da Union Generale des Travailleurs d'Afrique Noire (UGTAN) realizado em Conacri durante o mês de Janeiro do ano de 1959 debateu-se de forma apaixonada a existência de classes na sociedade africana, tema que preencheu grande parte dos debates, esquecendo-se os seus participantes que aquele era um congresso sindical, logo um congresso representativo dos interesses de uma determinada classe e que mais importante do que discutir a existência de classes no continente, seria analisar a sociedade africana tal como era na época e saber quais eram as classes existentes naquele período de transição da fase colonial para o pós-colonialismo. Todos referiram a contradição proletariado-burguesia-campesinato pobre, todos debateram a existência ou não de uma burguesia africana ou de um proletariado africano constituído em classe autónoma, todos os delegados ao congresso procuravam saber se em África existiam ou não a estrutura social da Europa Ocidental. No entanto ninguém se lembrou de perguntar se não existiram nas sociedades africanas contradições sociais especifica, diferentes das existentes na Europa Ocidental ou nas sociedades capitalistas avançadas. E esse deveria ser o ponto principal da discussão, o que provavelmente teria efeitos positivos nas futuras governações africanas, pois teria permitido menos erros de administração e leituras mais cuidadas da realidade.
 
Durante muitos anos (e principalmente na década de 50) o continente africano foi teorizado pelas elites que conduziam na época o processo de libertação nacional que o continente não possuía classes diferenciadas. Mas tornou-se evidente durante as lutas de libertação nacional que o proletariado africano opõe-se efectivamente á burguesia, mas á burguesia francesa, inglesa, belga, portuguesa, etc. e não á burguesia nacional. Mais tarde, na segunda metade da década de 60 já após a maioria das independências africanas realizadas, o proletariado africano trava uma luta contra os jovens Estados e as burocracias nascentes e em menor escala contra as burguesias nacionais (exceptuando algumas regiões do Magreb e a África do Sul onde a luta de classes era travada entre a burguesia africânder (e as camadas descendentes da burguesia colonial britânica) e o proletariado africano (aliado às burguesias nacionais - e sectores da pequena e média-burguesia -africanas negras ou mestiças, hindus, islâmicas e judaicas).
 
Afrocapitalismo e luta de classes: a situação actual
O continente africano encontra-se numa encruzilhada, atravessado por fortes dinâmicas internas, geradas pelo desenvolvimento ou pela ausência do mesmo, mas todas com origem no atraso estrutural provocado pelo colonialismo e pelas políticas de submissão dos regimes neocoloniais. Esta encruzilhada é também provocada pelas dinâmicas externas que atravessam a economia-mundo e que muitas vezes cruzam-se com as dinâmicas internas, criando turbilhões indefinidos de causa-efeito.
 
O afrocapitalismo sofre do mesmo mal dos processos anteriores, a negritude, a autenticidade, o socialismo africano ou outras etnosofias. Em última análise são processos frustrados de "arranque" ou "descolagem", de modernização. Estes processos terminam, geralmente, em grandes lodaçais, em pântanos, transformados em mecanismos de manutenção do subdesenvolvimento, ninhos de elites parasitárias, de oligarquias gastadoras e de irracionais e "impensantes" camadas burocráticas.
 
A grande novidade do afrocapitalismo reside na sua eficácia, qualitativamente superior aos seus antecedentes, agindo sobre os mercados, mais do que sobre o Estado e abrindo caminho para novas formas de percepção e de consciencialização de grupos sociais que actuam de forma autónoma nos mercados africanos. A autonomização dos mercados africanos ê um passo em frente, mas exige profundas alterações por parte do funcionamento dos aparelhos políticos dos Estados africanos. E aqui reside o problema fundamental do afrocapitalismo. Ao pretender transportar as características e dinâmicas africanas para a economia-mundo o afrocapitalismo comete "hara-kiri", acto nada africano. È que a economia-mundo implica aculturação e no caso africano isso é, por enquanto, uma impossibilidade para a maioria das burguesias nacionais.
 
Do afrocapitalismo nascerá a primeira tentativa de autonomização do mercado africano e pouco mais. As situações de fundo que impedem um processo de desenvolvimento permanecem intactas, adaptando-se ao novo discurso. No entanto alguns mecanismos de negociação (por exemplo acordos entre entidades patronais e sindicais), institucionalização de parcerias sociais e de auscultação tornam-se aos poucos normalizados. Isto será de grande importância para as economias africanas, asfixiadas pelo temor á instabilidade, tornando-se amorfas e estagnadas por sua opção em prol da estabilidade.
 
As políticas de emprego (causadoras dos índices mais baixos de produtividade da economia mundial) seguidas por um grande número de governos africanos começam a ser desmanteladas, não pelos Estados ou por vontade politica ou exigência dos actores económicos, mas pelo desenvolvimento e autonomização dos mercados africanos. Em alguns casos este processo poderá representar um passo em frente na integração dos mercados africanos, mas será sempre uma integração parcial, devido às distorções dos mercados nacionais.
 
No sector laboral as marcas do afrocapitalismo serão tão profundas como as dos processos anteriores, tanto os neocoloniais ou os de desenvolvimento não-capitalista, que originaram o estrangulamento dos aparelhos sindicais, colocando-os ao serviço do Estado ou dos aparelhos político-partidários. È possível que a maior autonomia do mercado faça-se sentir nas estruturas sindicais e que estas possam autonomizar-se, sacudindo o jugo do Estado e dos aparelhos partidários. No entanto é sobre os trabalhadores que recairá a dureza das reformas, a extrema precariedade e o desemprego que estes processos comportam.

No fim desta "vaga liberalizadora" ficará a sensação da montanha que pariu um rato. O imenso pântano africano permanecerá, com as suas areias movediças e as águas paradas e fétidas da estagnação, a desertificação continuará a avançar, imparável. O afrocapitalismo não é a solução para retirar o continente da sua posição ultraperiférica. Mas, ao contrário da alternativa - o capitalismo nacional e social, vulgata BRICS - ele obriga a alterações que ultrapassam a cosmética e que são geradores de novas dinâmicas fundamentais para o desenvolvimento e que serão decisivas para o futuro do continente
 
Talvez as condições para uma Nova Politica Africana amadureçam neste processo e viabilize os projectos soberanos democráticos e populares que permitam ao Homem Africano reconstruir a sua cidadania em liberdade e enveredar em passo firme pelos trilhos do Futuro.
 
Fim

Bibliografia

Traoré, A. D. et M'Dela-Mounier L' Afrique mutilée Ed. Taamas, 2012
Weber, M. Essays in Sociology Ed. Routledge & Kegan, London, 1967
Giddens, A. The class structure of the advanced societies Hutchinson University Library, London, 1973
Marx, K. The Capital (vol III) International Publishers NY, 1967
Marx, K. e Engels, F. A Ideologia Alemä Ed. Presença, Lisboa, 1976
Diop, M. Classes et ideologies de classe au Senegal Ed. CC-PAIS, Dacar, 1964
Seytane, S. Materialism dialéctique et materialism historique in Partisan, n° 29-30
En Afrique la montée en puissance de banques locales redistribue les cartes - Liberation, 2015/04/21
Nouvelle Revue Internationale, n°12, 1960

CÔTE D'IVOIRE:MAIOR LICEU FRANCÊS REABRE AS SUAS PORTAS NA TERÇA-FEIRA

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Abidjan - O maior liceu francês de Abidjan, pilhado e incendiado na sequência das manifestações anti-francesas, reabrirá oficialmente as suas portas na terça-feira, onze anos após o seu encerramento e 15 milhões de euros em trabalhos de reabilitação, anunciou hoje (segunda-feira), em Abidjan, o seu reitor Jean-Chistophe Deberre, citado pela AFP.

"Trata-se de um renascimento para o liceu internacional francês Jean Mermoz", "o decano e o mais importante" dos estabelecimentos de ensino francês convencionados de Abidjan que asseguram a escolarização de cerca de três mil crianças do primário ao bacherelato", congratulou-se Deberre.  
 
A cerimónia de inauguração terá lugar terça-feira na presença de Dominique Ouattara, esposa do presidente ivoiriense Alassane Ouattara.
 
O governo ivoiriense que pretendia "essa abertura o mais depressa possível" "concedeu" 15 milhões de euros para a reabilitação desse liceu criado nos anos 1960, um montante que será "reembolsado".             
 
A reabertura do liceu Mermoz, que antes do fim dos trabalhos acolhia 800 alunos, pesou "enormemente" no regresso a Abidjan do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), anunciou no final de Agosto, após um decênio de delocalização em Túnis, devido a instabilidade política na Côte D'Ivoire.
 
"O Liceu Mermoz permite restaurar a capacidade económica (...) e a polarização sobre Abidjan de um número crescente de empresas internacionais, nomeadamente o BAD", saudou Deberre.             
 
Em Novembro de 2004, os "jovens patriotas", partidários do ex-presidente Laurent Gbagbo, tinham desfilado nas ruas de Abidjan para denunciar a destruição pelo exército francês da aviação ivoiriense, em riposta a um bombardeamento de um campo militar em Bouaké (centro) durante o qual nove soldados francês e um civil foram mortos. Fonte: Aqui

PRESIDENTE DO PARLAMENTO DA GUINÉ-BISSAU PEDE APOIO DE ANGOLA???????????????????????

Caro Cipriano Cassamá, não sejas bajulador, cooperar com dirigentes do MPLA é traição à pátria.
 
O presidente da Assembleia Popular da Guiné-Bissau manifestou hoje, em Luanda, o interesse na retoma das relações de cooperação com Angola, no âmbito do desenvolvimento socioeconómico do seu país.
 
Cipriano Cassamá, que realiza uma visita de três dias a Luanda, foi hoje recebido pelo presidente da Assembleia Nacional de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos.
 
Em declarações à imprensa, no final do encontro, Cipriano Cassamá sublinhou que Angola ajudou sempre a Guiné-Bissau no seu desenvolvimento, desde os primórdios da guerra", o que vai continuar a acontecer.
 
"Pensamos que com esta minha visita vamos não só analisar com o meu colega, mas sim desenvolver ações de cooperação ao nível do parlamento e dos Estados, e dos dois Governos", frisou.
 
"Espero que Angola retome, em todos os níveis, toda a cooperação no âmbito do desenvolvimento socioeconómico da Guiné-Bissau, quer ao nível do Bauxite Angola [empresa angolana], quer ao nível de águas profundas do Porto Buba, quer ao nível da reforma da defesa e segurança", acrescentou.
 
Segundo o presidente do parlamento guineense, decorre atualmente a revisão da Constituição da Guiné-Bissau, a reforma da Assembleia Popular, e foi também empossada uma comissão de reconciliação, que vai permitir a consolidação da paz definitiva.
 
"Por isso queremos levar a experiência de Angola ao nosso país", expressou.
 
O programa de visita de Cipriano Cassamá prevê uma audiência com o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, a assinatura de um protocolo de cooperação parlamentar, encontros com os presidentes dos grupos parlamentares angolanos e uma visita à futura Assembleia Nacional de Angola, em Luanda.

NME // EL
Lusa/Fim

REINO DE MARROCOS DOA OITO GERADORES ÀS AUTORIDADES GUINEENSES

Bissau, 01 Jun 15 (ANG) - O Rei Muhamed VI procedeu no último fim-de-semana a doação de oito grupos de geradores às autoridades da Guiné-Bissau para o reforço das capacidades de distribuição de água potável em Bissau.
A doação marcou o fim da visita do Rei à Guiné-Bissau feita à convite do Presidente José Mário Vaz.
 
Em declarações à imprensa, o Ministro da Energia marroquino afirmou que esta ajuda avaliada em 240 milhões de Francos cfa irá ajudar a Guiné-Bissau na resolução da crise da água em Bissau.
 
Foud Douri informou ainda que, se tudo correr como previsto, a curto ou médio prazos, este reino magrebino irá instalar em Bissau, geradores térmico ou hidroeléctrico para a produção de energia entre 30 e 40 Mega Watt.
 
René Barros, Director Geral de Empresa de Electricidade e Água da Guiné-Bissau agradeceu o donativo marroquino e acrescenta que o mesmo é importante para o funcionamento desta empresa pública, tendo em conta as dificuldades que a mesma enfrenta sobretudo, no domínio da água.
 
Abordado pelo repórter da ANG sobre a renovação das obsoletas redes de distribuição de água nas diferentes artérias da capital, das quais algumas datam da época colonial, este responsável admite a possibilidade de as mesmas vierem a ser mudadas, no quadro da Convenção assinada durante a visita do Rei de Marrocos ao país. 
Para além dos oito geradores, também fazem parte desse donativo, oito electrobombas e oito sistemas de tratamento de água que, segundo o DG da EAGB, a Guiné-Bissau “nunca tinha”.
 
A capital, Bissau, segundo fontes da EAGB, precisa de produzir pelo menos 30 Megawots para assegurar o fornecimento regular de energia.
 
Rei Muhamed VI de Marrocos é o primeiro monarca a visitar a Guiné-Bissau desde a sua independência em 1973. Para muitos analistas, as relações com Rabat pode contribuir para o relançamento da economia do país e a promoção de sua imagem no plano externo.  
 
Após uma visita de amizade e trabalho de três dias, Mohamed VI deixou Bissau sábado no prosseguimento do seu périplo   à quatro países africanos: Senegal, Guiné-Bissau, Costa do Marfim e Gabão. 
Com as autoridades guineenses foram assinados 16 acordos nos domínios de energia, agricultura, pescas, saúde, protecção social entre outros.
 
ANG/QC/SG

GOVERNO PROJETA CRIAÇÃO DE UNIDADES FABRIS EM BAFATÁ

O povo quer ações concretas. Chega de promessas!
 
Bissau, 01 Jun 15 (ANG) - O governo da Guiné-Bissau pretende construir fábricas de calçado e de transformação de batata-doce, um centro de formação profissional e a primeira escola agrícola do país em Bafatá, anunciou no fim-de-semana o primeiro-ministro.
 
No final do primeiro encontro regional do colectivo governamental realizado em Bafatá, Domingo Simões Pereira afirmou que estes projectos constam do programa de desenvolvimento regional, consubstanciado na visão estratégica apresentada pelo governo na recente mesa redonda de Bruxelas.
 
O primeiro-ministro aproveitou a sua presença na cidade para defender a necessidade da melhoria da produção agrícola e pastorícia em Bafatá, tendo em conta o facto de a região ser atravessada um dos mais importantes rios do país – o Geba.
 
Simões Pereira argumentou que se os projectos mencionados forem bem-sucedidos, a Guiné-Bissau ficará em condições de não só auto-abastecer-se mas também de exportar os excedentes da produção.
 
A criação de referências de atracção cultural, centro polivalente desportivo e cultural, de ordenamento hidroagrícola de desenvolvimento de arroz, o repovoamento florestal, abertura da delegacias da comunicação social nas regiões e incentivo à produção de leite, são das propostas adoptadas neste encontro ministerial para um horizonte temporal de 5 anos.
 
Entretanto, o governo determinou que, ainda antes do dia 24 de Setembro, data da independência nacional, a cidade será objecto de projectos de beneficiação, nomeadamente colocação de novo piso nas ruas da baixa da cidade, reparação das redes de distribuição de água e de iluminação pública, bem como do mercado e clube locais e ainda a construção de um hotel com 50 quartos.
 
ANG/JAM

GOVERNO GUINEENSE QUER PRIVATIZAR APGB

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O governo liderado por Domingos Simões Pereira está a preparar a privatização da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB), uma das importantes empresas geradoras de receitas para o tesouro público.
 
Uma fonte bem colocada informou a’O Democrata que a intenção do executivo já foi manifestada aos trabalhadores da empresa através de uma comissão criada para o efeito. A referida comissão, adianta a nossa fonte, promoveu recentemente uma jornada de reflexão com funcionários com vista a recolher opiniões sobre as modalidades da iminente privatização.
 
De acordo com o nosso informador, apesar de o governo ainda não ter anunciado o concurso internacional para selecção da empresa que encarregar-se-á de gerir a APGB, uma empresa de um dos países da CEDEAO cujo nome não foi citado pela fonte surge na posição favorável na lista da Secretaria de Estado de Transportes e Comunicações. “Tudo indica que a gestão da APGB será entregue a esta empresa da sub-região, nos próximos tempos”, acrescentou a fonte.
 
APGB, a maior empresa portuária guineense, tem sido objecto de muitas disputas devido aos rendimentos gerados mediante as movimentações de navios e cargas.
 
Da GUIPOR os portos passaram a ser administrados pela APGB, antes do despoletar do conflito político-militar de 7 de Junho de 1998, tendo o referido acordo de gestão sido anulado nos anos subsequentes.
 
Durante o governo de transição liderado por Rui Duarte de Barros, a questão da privatização provocara um clima de tensão entre o então titular da pasta dos Transportes e Comunicações, Orlando Mendes Veigas e o sindicato de base daquela empresa que contestava publicamente a decisão do governo. Entretanto, no meio da polémica o ministro Veigas acabaria por ser espancado por indivíduos desconhecidos. O processo sobre o caso está pendente no Ministério Público e várias pessoas já foram ouvidas pelos magistrados, das quais o ex-director-geral da APGB, Augusto Cabi e o Rui Duarte de Barros na qualidade do Primeiro-Ministro.
 
Por: Redacção

BURKINA FASO: MÁRTIRES DA INSURREIÇÃO POPULAR SÃO HOMENAGEADOS

Ouagadougou - O Burkina Faso prestou homenagem, sábado à noite, às pessoas mortas durante a insurreição popular de finais de Outubro de 2014 que levou à destituição do Presidente Blaise Compaoré do poder e condecorando-lhes como heróis nacionais.
 
Por ocasião de uma cerimónia na Praça Memorial dos Heróis Nacionais, foram homenageados os 28 mártires da insurreição de 30 e 31 de Outubro de 2014 com as medalhas de Cavaleiro da Ordem Nacional e Herói da Nação.
 
"Exprimimos a nossa disponibilidade para a reconciliação, mas com duas condições. Primeiro a verdade e a justiça para dar exemplo e aplicar a lei e depois o perdão. Estamos prontos para perdoar, mas isto deve fazer-se com verdade e transparência", declarou Babou Bamouni, representante das famílias das vítimas.
 
"Acreditem-me, justiça seja feita", tranquilizou o Presidente interino, Michel Kafando, acrescentando que "nunca vos esqueceremos e o Burkina Faso nunca vos esquecerá".
Kafando anunciou que um dia de lembrança será instituído anualmente em memória dos mártires.
 
Antes, o Presidente Kafando colocou a primeira pedra da estela que vai ser erguida em honra dos mártires e cujo custo se estimava em mais de 100 milhões de francos CFA (um dólar equivale a cerca de 600 francos CFA). Fonte: Aqui

INVESTIGAÇÃO DIZ QUE CRIANÇAS AFRICANAS SÃO AS MAIS FELIZES NA ESCOLA

 

Uma investigação realizada com 53 mil crianças de 15 países e lançada na semana passada revela que os estudantes do continente africano estão mais satisfeitos em relação à escola do que os europeus.
 
A Jacobs Foundation, uma instituição dedicada a estudos sobre crianças e adolescentes, realizou o estudo com crianças com entre 10 e 12 anos, com perguntas sobre o ambiente escolar, a relação com professores e a convivência com os colegas.A maior variação aparece quando os estudantes opinam sobre se gostam de frequentar a escola. A Etiópia fica em primeiro lugar nesse ponto, com 84% das crianças afirmando gostarem totalmente de ir à escola. A Alemanha aparece na última colocação, já que apenas 21% dos entrevistados afirmaram o mesmo.
 
Dos dez pontos abordados, a Alemanha aparece em último lugar cinco vezes. Os estudantes alemães são os mais inseguros dentro das instituições de ensino e os mais insastisfeitos com suas experiências escolares e com suas vidas como estudantes, de acordo com a pesquisa. Em contrapartida, as crianças da Argélia apontaram terem as melhores relações com os professores, e mostram ser as que mais gostam das suas vidas como estudantes e as que se sentem mais seguras dentro das escolas.
 
Experiências com o bullying
 
A pesquisa também procurou saber se as crianças já foram vítimas de bullying dentro da escola, por meio de agressão física ou psicológica. Em todos os países, cerca de um terço dos estudantes afirmaram terem sofrido algum tipo de bullying no último mês e aproximadamente 10% disseram que isso aconteceu mais de três vezes nesse mesmo período. Em comparação entre os países, quase 90% dos entrevistados da Coreia do Sul disseram que não foram vítimas de bullying. Na África do Sul, quase 20% das crianças foram agredidas fisicamente mais de três vezes no último mês por colegas de escola. A porcentagem de crianças que sofreram bullying psicológico varia de 4% na Coreía do Sul para 50% na Inglaterra. Fonte: Aqui