segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

GRAÇA MACHEL HERDA MAIOR PARTE DA FORTUNA DE MANDELA


A viúva de Mandela, Graça Machel, vai ter direito a metade do património do herói da luta contra o apartheid, avaliado em quatro milhões de dólares. Segundo o juiz Dikgang Moseneke, um dos três executores testamentários do ex-presidente sul-africano, o património foi destinado à viúva Graça Machel, membros da família, algumas escolas e o Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder.  

Moseneke revelou que Mandela estava casado com sua terceira e última esposa, Graça Machel, em comunhão de bens adquiridos pelo casamento. Graça Machel tem, portanto, direito a 50% da herança, e dispõe legalmente de um período de 90 dias para decidir se exerce esse direito, embora, segundo a imprensa, ela tenha dito que vai renunciar a esse património.
Além disso, todos os filhos e netos das três mulheres de Mandela beneficiarão de uma parte do património do antigo líder.
Os familiares mais próximos a Nelson Mandela também foram informados do conteúdo do testamento, minutos antes de o documento se tornar público. O juiz Mosoneke reiterou que nenhum membro do clã fez objecções ao testamento, que foi publicado para dar ao processo "total transparência". Voz da América

NOVA DIRETORA-GERAL ASSUME SUSTENTABILIDADE DA CPLP COMO PRINCIPAL DESAFIO


Lisboa, 03 fev (Lusa) - A economista cabo-verdiana Georgina Mello(na foto) tomou hoje posse como diretora-geral da CPLP, assumindo como principal desafio a sustentabilidade da comunidade lusófona, que passa por "criar um tecido económico e social" que a suporte.
Em declarações aos jornalistas após a cerimónia de posse na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Lisboa, a nova diretora-geral da organização disse querer acrescentar a sustentabilidade ao que já existe, nomeadamente nos três eixos da comunidade: a difusão da língua portuguesa, a cooperação e a concertação político diplomática.
"Falta aquilo que eu chamo a sustentabilidade. Criar um tecido económico e social que suporte isto tudo, que transforme a CPLP naquilo que os cidadãos querem. Querem senti-la mais próxima, que lhes toque, que lhes diga respeito", disse Georgina Benrós de Mello.
Para a responsável, isso faz-se "pela via de mais comunicação, mais circulação de pessoas, bens e serviços, mais empresa, mais comércio, mais investimento, mais relação empresarial, mais relação entre as organizações da sociedade civil".
A nova diretora-geral admitiu que isso passa pela concretização do estatuto do cidadão lusófono, algo que "não se tira da cartola", mas que se vai construindo pouco a pouco.
Exemplificando que esse trabalho pode começar com programas de intercâmbio de jornalistas ou estudantes, Georgina Mello afirmou que "essa experiência vai dar segurança às instituições que fazem o controlo das fronteiras".
"Com isso vamos alargando, e dentro de um determinado horizonte temporal teremos o nosso estatuto", afirmou.
Já antes, ao discursar perante os embaixadores dos Estados-membros na CPLP e dos funcionários do secretariado executivo, Georgina Mello recordara que, ao criar a sustentabilidade, a CPLP ganhará maior visibilidade e mais credibilidade.
Entre outras áreas, a nova diretora-geral a dirigir um grupo de trabalho que o secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy, encarregou de repensar a visão da comunidade lusófona, numa altura em que a organização faz 18 anos.
Questionada sobre essa nova visão, Georgina Mello associou-a à agenda pós-2015: "Precisamos de ter melhor qualidade de vida das populações, isso consegue-se com mais emprego, mais empresa, mais comércio, mais investimento".
Para a economista, é preciso "mais conexão" entre os países.
Finalmente, Georgina Mello disse desejar que no final do seu mandato, de três anos, se possa dizer que a CPLP está mais próxima das populações.
"Normalmente nos nossos países só ouvimos falar da CPLP quando há uma cimeira ou uma reunião conselho de ministros, é uma coisa pontual. O que desejo é que dentro de três anos possa ouvir-se mais, independentemente de haver ou não cimeiras e reuniões do conselho de ministros. Mas porque aconteceram coisas na sociedade civil ou entre as empresas e as câmaras de comércio".
O diretor-geral é recrutado entre cidadãos nacionais dos Estados membros, mediante concurso público internacional, por um prazo de três anos, renovável uma vez, por igual período, mediante a decisão do Comité de Concertação Permanente.
Criada em 1996, a CPLP é uma organização internacional com sede em Lisboa que junta oito países de língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Fonte: Aqui

NAÇÕES UNIDAS E PARCEIROS LANÇAM PROJETO PARA AJUDAR SAHEL

Roma - A ONU e os seus parceiros lançaram nesta segunda - feira em Roma (Itália) um plano para obter dois biliões de dólares em 2014 para apoiar a mais de 20 milhões de pessoas ameaçadas pela fome ou malnutrição no Sahel.

"Nunca tantas pessoas no Sahel estiveram em risco, e a amplitude das suas necessidades é tão colossal que nenhuma organização só pode enfrentá-los", disse o coordenador do socorros de emergência da ONU, Valerie Amos, em Roma, durante uma reunião organizada em Roma.
Nove países estão visados: Burkina Faso, Camarões, Gâmbia, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal e Tchad.
Pelo menos 20 milhões de pessoas estão actualmente ameaçadas pela insegurança alimentar” no Sahel, e 2,5 milhões dentre elas têm necessidade de “apoios alimentares de urgência”, precisou a ONU num comunicado publicado em Roma, onde as organizações da instituição para alimentação e agricultura na sua sede.
Por outro lado, a violência e a insegurança obrigaram a 1,2 milhões de pessoas abandonarem as suas residências, deslocamentos internos prolongados e uma verdadeira crise de refugiados.
“A nossa prioridade mais urgente é fazer com que os agricultores do Sahel possam levar a bom porto a campanha de semear que se desenrolará nas próximas semanas ao fornecer rapidamente insumos agrícolas” (fertilizantes, equipamentos, etc…), explicou o director geral da FAO, José Graziano da Silva.
Com o concurso dos governos nacionais e parceiros, a FAO trabalha nomeadamente para a produção de variedades de sementes de qualidade, a restauração das terras agrícolas degradadas, a conservação da água da chuva e o apoio à irrigação a pequena escala.
A ligeira melhoria da produção de alimentos em 2013 não foi suficiente para cobrir o crescimento demográfico da região, enquanto os preços elevados na maior parte dos mercados agravam a falta de acesso aos alimentos.
“A situação requer uma intervenção humanitária rápida e de grande envergadura na quase totalidade dos países do Sahel”, sublinhou Kristalina Georgieva, Comissária europeia encarregue da cooperação internacional, acrescentando que a Comissão europeia vai desbloquear 142 milhões de euros à favor da ajuda humanitária em 2014.
O lançamento da iniciativa em Roma decorreu na presença do enviado especial da ONU para o Sahel, Romano Prodi e de responsáveis do PAM, FAO e USAID.
Em 2013, a ONU havia solicitado para o Sahel 1,7 biliões de dólares e apenas recebeu 63%. Fonte:Aqui

UA PEDE À GUINÉ-BISSAU QUE FAÇA "TUDO" PARA GARANTIR DATA DAS ELEIÇÕES


Bissau - A União Africana (UA) quer que as autoridades da Guiné-Bissau e os partidos políticos "façam tudo" para que as eleições gerais possam ter lugar no dia 16 de Março, declarou segunda-feira Ovídio Pequeno, representante da organização em Bissau.
O diplomata são-tomense falava aos jornalistas no final de uma reunião com embaixadores e representantes de organizações internacionais sediadas na capital, aos quais deu conta da posição da UA relativamente à Guiné-Bissau tomada na cimeira da organização realizada na última semana.   
No encontro desta segunda - feira, estiveram presentes, entre outros, o encarregado de negócios de Portugal e o representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta.
A questão das eleições, sobretudo o andamento do processo de recenseamento eleitoral, dominou a reunião, tendo Ovídio Pequeno salientado aos presentes que a UA recomenda às autoridades guineenses e partidos políticos que "façam tudo" para que a data de 16 de Março não seja alterada.
O responsável da UA afirmou que, tanto o próprio como os presentes no encontro, compreenderam que os prazos previstos na lei eleitoral têm que ser alterados para permitir que seja recenseado "o maior número possível" de eleitores.
"É preciso alterar os prazos de entrega das candidaturas no Supremo Tribunal de Justiça, de fixação dos cadernos eleitorais, de inalterabilidade dos cadernos, das reclamações, mas nunca mexer com a data de 16 de março", observou.
Ovídio Pequeno destacou, no entanto, que pelas informações de que dispõe, já estão registados mais de 700 mil eleitores, número que considera aceitável para realizar eleições. 
O diplomata africano lembrou que nenhum país consegue recensear 100 porcento de potenciais eleitores, aludindo-se ao facto de as autoridades guineenses terem previsto registar 810 mil.
O representante da UA enfatizou que, da parte dos parceiros internacionais da Guiné-Bissau, "o empenho é total" no sentido de as eleições terem lugar na data marcada pelo Presidente de transição, Serifo Nhamadjo.
Ovídio Pequeno não aceita que se diga que os parceiros não disponibilizaram o dinheiro para as eleições.
"Uma coisa são os procedimentos dos financiadores para o desbloqueamento das verbas, outra coisa é dizer que não há dinheiro, o que não é o caso", notou o representante da UA. Lusa

DJAMBA-TUTU FIU NA BIDAAA, KUTÔ BIDA LAGARTU...

A história recente tem-nos revelado a tendência dos antigos partidos políticos em África se transformarem em gangs de mafiosos. Os idealistas consolariam com a máxima de que “tudo que nasce, morre”.

Para mim, não! Admito que as ideias se adaptam no tempo e no espaço. Por isso não me conformo. A minha revolta é grande! A nossa rejeição, a minha e a dos filhos, netos e órfãos de homens e mulheres corajosas que com os seus sacrifícios e abnegação deram pedaço do seu corpo, ou sua própria vida para que o povo se libertasse das masmorras do colonialismo, é assistir o desabamento de uma das prodigiosas fortalezas de luta pela dignidade humana edificadas em África: o PAIGC de Cabral! Depois do assassinato do seu líder fundador deu-se a debandada ideológica total dos seus militantes. Depois da gloriosa luta armada pela independência, no lugar da democracia e do desenvolvimento, surgiu o caos ou prepotência e salva-se quem poder! O PAIGC virou-se o monstro que comia as suas próprias crias. Engendrou bodes expiatórios para legitimar genocídio étnicos. Recordo-me do caso 17 de Outubro. Hoje são os próprios dirigentes desse partido que diabolizam as nossas gloriosas forças armadas, porque estas já não são pau-mandado, ou seja, braço armado do partido como gostam de dizer.

Inspirados pela poetisa, Sophia de Mello Breyner Andresen, desejamos no seio do PAIGC encontrar aqueles que na hora da vitória respeitaram o vencido, nada! Aqueles que deram tudo e não pediram a paga, nada! Aqueles que na hora da ganância perderam o apetite. Nada! Aqueles que amaram os outros e por isso não colaboraram com a sua ignorância ou vício, ninguém! Aqueles que foram «Fieis à palavra dada à ideia tida» como antes dele mas também por eles, “nin ntus”! Pergunto: que tolerância ou liberdade nos permite reabilitar um antigo agente da Gestapo ou um graduado do exercito hitleriano ao ponte de lhe atribuir alta responsabilidade num partido antifascista? A desconexão política viria a surgir no seio partido dos libertadores! Uma das piruetas foi a introdução de um antigo agente da PIDE-DGS como membro do Conselho de Estado e posteriormente um antigo graduado do exercito colonial português lidera o PAIGC. É sabido que o partido dos libertadores é densamente povoado por gangs ligados ao narcotráfico.

A desumanidade perpetrada - após a libertação - pelo PAIGC e seus cata-ventos, impele o povo a sentá-lo no banco de réu do Tribunal Penal Internacional. Passados quarenta anos já não há discursos e argumentos que galvanizem o povo para nada. Os seus comícios são comprados. Os seus votos são negociados. No âmbito internacional, o PAIGC ainda vai granjeando alguns apoios derivados de uma certa nostalgia dos tempos da liderança de Amílcar Cabral.

Deus abençoe Guiné-Bissau!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

VIOLÊNCIA EM ANGOLA: JOVEM AGREDIDO E MORTO EM PLENA RUA

Vídeo:Aqui

SUDÃO SUSPENDE ATIVIDADES DA CRUZ VERMELHA POR AGIR ALÉM DO SEU MANDATO


O regime do Sudão acusou hoje o Comité Internacional da Cruz Vermelha de agir fora dos limites do seu mandato, reafirmando a decisão das autoridades de suspender as atividades da organização no país.
"Nós constatamos que as atividades da Cruz Vermelha estão fora do mandato definido pelo direito internacional e do acordo com o Governo do Sudão", disse em comunicado a Comissão de Assuntos Humanitários, um organismo do governo sudanês, que confirmou ainda a indicação de suspensão das atividades da Cruz Vermelha a partir deste sábado, dia 01 de fevereiro.
A Cruz Vermelha disse à agência noticiosa francesa AFP que recebeu uma carta da comissão a informar da suspensão de atividades devido a "várias questões técnicas" relativas a projetos que a organização tinha planeado para este ano.
Na carta, a comissão diz que a Cruz Vermelha só deve trabalhar com o Crescente Vermelho sudanês (o equivalente muçulmano da Cruz Vermelha).
O regime de Cartum decidiu restringir o acesso às províncias de Kordofan do Sul e Nilo Azul, onde rebeldes e forças do governo combatem desde junho de 2011, e onde mais de um milhão de pessoas foram deslocadas ou severamente afetadas pela violência, de acordo com as Nações Unidas. TSF

APELO À “COESÃO” NA ABERTURA DE CONGRESSO DO PAIGC, PARTIDO HISTÓRICO DA GUINÉ-BISSAU


Bissau, 02 fev (Lusa) - O presidente em exercício do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Manuel Saturnino, pediu hoje "coesão" interna na abertura do oitavo congresso daquela força política.
O dirigente espera que, depois da reunião magna, "não haja vencedores nem vencidos" dentro do partido, num apelo à "coesão dos militantes" tendo em conta os próximos embates eleitorais - eleições gerais (legislativas e presidenciais) marcadas para 16 de março.
O congresso que vai escolher o novo líder e decidir quem se candidatará às eleições começou três dias depois do previsto devido a várias reuniões internas para "limar arestas", justificou no sábado o secretário nacional do PAIGC, Augusto Olivais, à agência Lusa.
A abertura acabou por acontecer hoje, pelas 14:00, e contou com vários músicos convidados.
O congresso junta 1.200 delegados para discutir os estatutos e escolher uma nova liderança, substituindo Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro deposto no golpe de Estado de abril de 2012 e que reside fora do país.
Uma delegação do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) está presente, encabeçada por Cristóvão da Cunha, membro do "bureau" político do partido que governa Angola.
Aquele representante já discursou e disse que o MPLA "não podia faltar ao congresso do PAIGC, por ser um partido amigo, cujo fundador, Amílcar Cabral, ajudou na independência e emancipação do povo angolano".
Ainda na abertura, Óscar Barbosa, porta-voz da direção do PAIGC, leu várias mensagens de felicitações, como do Partido Comunista da China, do Partido Comunista de Cuba e de diversas forças políticas da Rússia, Gana e Venezuela, entre outras.
Os delegados devem hoje aprovar a composição da mesa do congresso, bem como o programa dos trabalhos para os próximos dias.
Nos estatutos em vigor, existe um secretário nacional com funções administrativas, sendo o presidente quem dirige o partido e encabeça a lista às eleições legislativas - cenário que o candidato Braima Camará quer manter.
Outra proposta defende que o PAIGC passe a ter um secretário-geral que seja cabeça-de-lista nas legislativas, passando o presidente a dedicar-se só ao partido - opção dos candidatos à presidência Carlos Correia e Satu Camará e de outros concorrentes à liderança que pretendem ocupar o cargo de secretário-geral: Domingos Simões Pereira, Aristides Ocante da Silva, Cipriano Cassamá e Daniel Gomes.
No entanto, o posicionamento de cada candidato a líder poderá depender do que vier a ser decidido sobre os estatutos, disse fonte partidária à agência Lusa.
O PAIGC é a força política mais votada no parlamento da Guiné-Bissau, foi o movimento que organizou a luta pela independência na era colonial e não teve oposição até ser admitida a criação de outros partidos, em 1991. noticias.pt.msn.com

GUINÉ-BISSAU: BANCO MUNDIAL GARANTE PAGAMENTO DE 6 MESES DE SALÁRIO A PROFESSORES E AGENTES DE SAÚDE, DIZ O COORDENADOR DO PROJECTO


Fonte: ANG/QC
Bissau, 31.Jan. 04 (ANG) O Coordenador dos Projectos para o Desenvolvimento Dirigidos as comunidades (PDDC) do Banco Mundial afirmou esta quarta-feira em Bissau, que já estão assegurados seis dos nove milhões de Dólares para o pagamento de seis meses de salário aos professores e os profissionais de saúde públicos no quadro do “Fundo Adicional para a Paz Social”.
Em entrevista exclusiva a ANG, Jamel  Handem disse que o Projecto que dirige está apenas a espera do governo para entregar a lista exacta  dos docentes e profissionais de saúde até ao final deste mês, no quadro do recenseamento levado a cabo por uma  Equipa Técnica dos ministérios da tutela e os das Finança e da Função Pública.

Segundo este responsável, o que o Banco Bundial pretende, não só ter a quantidade exacta destes trabalhadores, mas também, como consequência, que os ministérios actores no processo de pagamento destes funcionários, possam ter uma lista uniforme que garanta a facilidade e transparência no processo.

“Se o governo entregar estas listas até 31 de Janeiro, posso garantir que estaremos em condições de fazer o pagamento nos primeiros dias deste mês de Fevereiro por via dos bancos no país”, assegurou Jamel Handem para acrescentar que, para além da transparência no processo, vai permitir aos remunerados a poderem poupar e contrair empréstimos junto destas instituições financeiras.

Abordado sobre o objectivo deste fundo, Jamel Handem afirmou que é concedido a título de donativo a Guiné-Bissau, fruto do pré-acordo entre as autoridades de transição e o banco mundial em Fevereiro de 2013, com vista a garantir a “paz social durante e depois das eleições”nomeadamente, segundo ele, “salvar” o presente ano lectivo e evitar greves nestes sectores.

Handem que realçou o papel do governo no processo, entretanto aconselhou o executivo a honrar os seus compromissos, nomeadamente, no pagamento dos atrasados salariais nestes sectores, de forma a obter mais apoios do Banco Mundial.

Criado em 2009, os Projectos de Desenvolvimento Dirigidos as Comunidades do Banco Mundial, está no país sob a tutela do Ministério da Economia e tem como objectivo principal, aumentar as infra-estruturas económicas e sociais junto das comunidades. 

ANGOLA: LUANDA É PONTO DE "TRÂNSITO INTERCONTINENTAL" DO COMÉRCIO ILEGAL DE MARFIM



A capital angolana, Luanda, tornou-se um ponto de "trânsito intercontinental" do comércio ilegal de marfim e pode estar a contribuir para a iminente extinção da população de elefantes da vizinha República Democrática do Congo, indica a National Geographic.
Um artigo intitulado "Relatórios sobre o comércio de marfim em Angola - será que a entrada da nação na CITES vai fazer a diferença?", escrito por duas investigadoras da área de Conservação de Primatas em África e no sudeste asiático refere que "presentemente Luanda representa um ponto-chave do trânsito intercontinental para grande escala de comércio ilegal de marfim".
As pesquisadoras escalaram o mercado de Benfica, famoso pela comercialização de peças feitas à base de madeira africana e muitas outras materiais caros, como o pau-preto e o marfim.
"Quando entramos no mercado vimos muitas esculturas em madeira, pinturas, tecidos coloridos e outros produtos artesanais", mas "o mais chocante no Benfica foi a quantidade impressionante de marfim vendido a preço de oferta, confinado a uma secção que contém cerca de 30 mesas", relatam as investigadoras Elena Bersacola e Magdalena Svensson.
Foi também à entrada ao famoso mercado de Luanda onde as pesquisadoras viram exposta várias peles de leopardo uma espécie protegida penduradas nas vigas, ao lado de uma estrada movimentada, demonstrando o que de "horrível estava dentro do mercado", pelo que "logo percebemos que havia também uma grande quantidade de produtos de origem animal para a venda", afirmam.
"Estes incluíam conchas de tartarugas marinhas, muitas das quais decoradas com pinturas brilhantes ou esculturas, peles de animais, denteis e chifres, e até mesmo os papagaios estranhos e um macaco azul", contam.
No artigo da National Geographic, Elena Bersacola e Magdalena Svensson consideram que o tamanho e a forma das presas encontradas no mercado Benfica sugerem que a maioria das peças de marfim ai comercializadas terá provavelmente sido extraída de "elefantes da floresta e não de elefantes de savanas circundantes".
Em Angola, os elefantes da floresta são encontrados apenas em Cabinda, um enclave situado entre o Congo (ex-Zaire) e República Democrática do Congo (RDC), enquanto os elefantes da savana estão presentes em regiões sul e nordeste, bem como no Parque Nacional da Kissama, a sul de Luanda, onde a população estimada é de 86 indivíduos, incluindo elefantes transladados de Botswana.
"Se o marfim do mercado de Benfica realmente vem da RDC, Angola estaria a contribuir diretamente para a iminente extinção das restantes populações de elefantes da floresta na RDC", consideram as investigadoras.
A passagem das estudiosas por Luanda procede a visita efetuada por outro grupo de pesquisa de primatas noturnos, dirigido por Tom Milliken, que também passou pelo mercado do Benfica e, posteriormente, publicou um relatório intitulado "No Peace for Elephants", que aborda o comércio de marfim em Angola.
"Tal como nós, eles encontraram um significativo comércio de marfim no mercado de Benfica", mas a venda é feita também "em vários outros locais em Luanda, incluindo hotéis de três, quatro e cinco estrelas e várias lojas, visando claramente os compradores estrangeiros", nomeadamente "a clientela asiática", afirmam no artigo Elena Bersacola e Magdalena Svensson.
Aliás, prosseguem as investigadoras, no relatório "Tom Milliken e seus colegas fundamentam de forma convincente que a fonte (do marfim comercializado no mercado informal angolano) foi, provavelmente, os países vizinhos do norte do Congo e República Democrática do Congo".
Aquando da sua visita ao mercado de Benfica, as pesquisadoras viam também "muitas estatuetas de Buda e dragão, pauzinhos, e selos de nomes típicos asiáticos", aliás, em agosto do ano passado, mais de cem quilogramas (268 libras) de marfim obtidos em Angola foram confiscados em Banguecoque, mas o seu destino "parecia" mesmo o Camboja.
Na altura da pesquisa, Angola ainda não se tinha juntado à Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora, o que veio a acontecer em finais do ano passado, ao se tornar o 179º Estado membro que aderiu ao instrumento.
Anteriormente, o país concordou em participar do Sistema de Informações sobre o Comércio do elefante (ETIS, sigla em inglês), que monitora o comércio global de marfim, em parte, através da análise de dados sobre apreensões de países participantes. As autoridades de "Angola, no entanto, nunca apresentaram quaisquer relatórios a ETIS, sugerindo que a aplicação da lei no que diz respeito ao comércio de marfim está ausente", consideram as investigadoras, assinalando que "embora esta entrada (de Angola) à CITES - Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção - dê um réstia de esperança, é difícil prever o efeito real que terá sobre o comércio nacional e internacional de marfim".
Comentando a denúncia publicada na National Geographic, o ambientalista moçambicano Carlos Serra, que conhece a realidade da fauna angolana, disse à Lusa que Angola e Moçambique "têm um historial muito comum e estão, neste momento, na mira da caça furtiva", além de que "são corredores de comércio ilegal internacional de espécies protegidas incluindo o marfim".
"Ambos os países enfrentam uma ameaça muito séria e, se nada for feito, quer em Angola, quer em Moçambique, para travar isso - quando digo nada refiro-me a medidas mais duras e firmes - adeus elefante", disse Carlos Serra.
Para o caso de Moçambique, assinalou o ambientalista, "não há ilusões quanto a isso: o extermínio que está a ocorrer na reserva de Niassa e em regiões de Cabo Delgado é prova clara de que é preciso passar para outra abordagem de intervenção, mas claro combinando com as medidas internacionais". RTP

MOÇAMBIQUE: PARA QUANDO O FIM DESTE REGABOFE?



  
 
Hoje - volvidos pouco mais de seis meses de conflito armado que eclodiu na região centro e se alastrou, qual uma praga, pelo país inteiro - parece que ninguém tem dúvidas de que, quando os políticos não têm juízo, o povo é que paga. Ao longo do tempo, o maior partido da oposição, de forma obtusa, jogou tudo na sua vingança, esquecendo-se do bem-estar do povo que, como sempre, vai na conversa de promessas que são feitas por quem nunca as poderá cumprir. Já o partido no poder, valendo-se da maioria absoluta parlamentar, continua indiferente ao eleitor, aos moçambicanos e à opinião pública.
 
Indubitavelmente, os próximos dias continuarão a ser muito sacrifício para as populações que se viram forçados a abandonar o sossego das suas humildes casas por causa da ambição desmedida de duas pessoas. Os políticos que hoje temos são um verdadeiro perigo público. São vampiros políticos que medram à custa do sofrimento e do generalizado subdesenvolvimento dos moçambicanos.
 
Não são capazes de sair dos seus covis e não têm a humildade suficiente para admitir que são a causa da instabilidade política e da desgrenhada miséria que asfixia milhões de moçambicanos. Numa palavra, os políticos que temos por aí são os principais produtores da pobreza e de pobres em massa.
 
Os moçambicanos continuam a ser reduzidos a simples bestas de carga. Não há espaço para o diálogo. E, muito menos, há lugar para rectificar o que está mal. Nem hoje, nem amanhã. Na verdade, nos tempos que se seguem, colocar o interesse do país antes das rivalidades pessoais e partidárias parece utopia. Mas não devia parecê-lo.
 
Porém, inesperadamente, depois de três meses sem diálogo, as negociações entre o Governo de turno e a Renamo retomaram. Curioso: as duas delegações chegaram pela primeira vez a um entendimento. Mas esse facto não passa de um teatro mal encenado, pois é indiscutível que é quase impossível humanizar o líder da Renamo e o Presidente da República.
 
Agora, na hora dos apertos de mão e dos sorrisos cínicos, ninguém contabiliza as vítimas da insanidade, ninguém fala do material bélico que atravessou Maputo e foi anichar-se à beira da serra de Gorongosa. O esforço desencadeado para matar o outro foi relegado para o sótão do esquecimento, os desterrados da vossa estupidez colectiva não contam. Constituem, no vosso exercício de hipocrisia, vítimas colaterais do progresso.
 
Curiosamente, depois de jorrar litros de sangue, a Renamo prepara-se para concorrer em força nas próximas eleições. O recenseamento foi adiado para acomodar o maior partido da oposição. Só mesmo num país que não vale nada é que o sangue rega a terra para perpetuar a indigência do povo. Hipócritas!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

NAZARÉ DE PINA VIEIRA PRETENDE CANDIDATAR-SE ÀS PRESIDENCIAIS


Nazaré de Pina Vieira, possível candidata à presidência da República da Guiné-Bissau
Bissau (GBissau.com, 31 de Janeiro de 2014) – Nazaré de Pina Vieira, uma das viúvas do antigo Presidente guineense João Bernardo Vieira, anunciou à GBissau.com a sua intenção de se candidatar ao cargo de Presidente da República nas eleições marcadas para o dia 16 de Março.
O anúncio oficial da sua candidatura terá lugar em Paris, provavelmente na próxima semana. Nazaré de Pina Vieira pretende concorrer-se com uma independente, apesar da sua afiliação partidária com o PAIGC.
Em primeiras declarações à GBissau.com, Nazaré de Pina Vieira mostrou-se esperançada em ver a sua candidatura ao mais alto cargo da Magistratura guineense validada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
Nazaré de Pina Vieira, que se considera como “dama do ferro” guineense, tem estado a residir em Paris (França) desde o assassinato do antigo Presidente guineense “Nino” Vieira em Março de 2009. O assassinato do general ‘Nino’ Vieira aconteceu horas depois de o então chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o general Tagmé Na Waié, ter sido, também ele, morto num atentado a bomba no quartel-general no Estado-Maior em Bissau.
Nazaré de Pina Vieira tem três filhos com João Bernardo Vieira e é licenciada em Comércio e Marketing, para além de ter um diploma internacional de Francês e estar já no seu segundo ano do curso de Direito por correspondência. gbissau.com

DIVISÕES IMPEDEM INÍCIO DO OITAVO CONGRESSO DO PARTIDO HISTÓRICO DA GUINÉ-BISSAU


 
Bissau, 01 fev (Lusa) - Divisões internas estão a impedir o início do oitavo congresso do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), disse fonte partidária à agência Lusa em Cacheu, norte da Guiné-Bissau, local escolhido para o evento.

O arranque dos trabalhos estava marcado para quinta-feira, mas tem sido sucessivamente adiado.
Está previsto que o congresso junte 1.200 delegados durante vários dias para discutir os estatutos e escolher uma nova liderança, substituindo Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro deposto no golpe de Estado de abril de 2012 e que reside fora do país.

Augusto Olivais, secretário nacional do PAIGC, disse à agência Lusa que o partido pretende "limar todas as arestas" antes de iniciar a reunião do partido.

O mesmo responsável admite que o congresso possa arrancar hoje.

Nos estatutos em vigor, existe um secretário nacional com funções administrativas, sendo o presidente quem dirige o partido e encabeça a lista às eleições legislativas - cenário que o candidato Braima Camará quer manter.

Outra proposta defende que o PAIGC passe a ter um secretário-geral que seja cabeça-de-lista nas legislativas, passando o presidente a dedicar-se só ao partido - opção dos candidatos à presidência Carlos Correia e Satu Camará e de outros concorrentes à liderança que pretendem ocupar o cargo de secretário-geral: Domingos Simões Pereira, Aristides Ocante da Silva, Cipriano Cassamá e Daniel Gomes.

No entanto, o posicionamento de cada candidato a líder poderá depender do que vier a ser decidido sobre os estatutos, acrescentou outra fonte.

A Guiné-Bissau vai ter eleições gerais (legislativas e presidenciais) no dia 16 de março.

O PAIGC é a força política mais votada no parlamento da Guiné-Bissau, foi o movimento que organizou a luta pela independência na era colonial e não teve oposição até ser admitida a criação de outros partidos, em 1991. Lusa