quinta-feira, 28 de agosto de 2025

 

BOTCHE E MACEDO CONTRA O POVO

Há uma pergunta perturbadora: a Polícia da Ordem Pública está a serviço da população ou é um instrumento ao dispor de Sissoco?

É evidente e notório que, nos últimos cinco anos, sob a liderança de Sissoco, a população se viu refém de criminosos, traficantes e consumidores de drogas nas áreas periféricas da capital e nas regiões isoladas do interior. Os índices de assaltos e homicídios aumentaram significativamente. As vias públicas, sobretudo em Bissau, converteram-se tanto durante o dia quanto à noite em cenários de orgias promovidas por traficantes e consumidores de drogas.

Manter Botche Cande, neste momento em campanha eleitoral pela Europa, como Ministro do Interior e da Ordem Pública, assim como José Carlos Macedo como Secretário de Estado desse ministério, implica na manutenção do status quo.

Diante desse panorama, como irá o Governo “Preventivo” de Braima Camará posicionar-se: ao lado da população ou da minoria que exerce poder governamental?

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

 

“QUEDA DO PM NO PALÁCIO”

Aconteceu, pela primeira vez, na história da Guiné-Bissau, independente. Nunca antes um dirigente político teve um esmorecimento aparatoso como foi o caso de Braima Camará, ontem, dia 26 de agosto, no Palácio da República.

Esperamos que a obsessão política não o leve novamente a incitar a si mesmo a permanecer no cargo que, de forma contrariada ao esperado, vem conduzindo o país. O desmaio de Braima Camará é mais um indicativo significativo que sugere que sua permanência na função não é desejável. Contudo, se insistir nesse intento, a consequência será prejudicial a ele mesmo. Outros poderão argumentar que essa posição tem o intuito de favorecer a oposição. Entretanto, sob uma perspectiva moral e humanitária, já não se justifica sua continuidade no cargo.

Braima Camará a saída do Hospital Militar


terça-feira, 26 de agosto de 2025

 ONDA TRIBALISTA PARA O II MANDATO

Em campanha para o II mandato, está lançada uma onda tribalista. No terreno, na Guiné-Bissau, estará o Governo “preventivo” de Braima Camará, pelos lados de Barbados está Sissoco a angariar fundo de cartéis de droga para campanha eleitoral, e lançou-se Botche Candé pela Europa, Espanha, Irlanda, França, etc., esvoaçando lenços islamita.







segunda-feira, 25 de agosto de 2025

 

DERROTA PREVISÍVEL

Aviso de Fernando Dias para o senhor Director de campanha para o II Mandato de Sissoco, Braima Camará, feito Governo preventivo: tirar o cavalinho da chuva, porque mesmo com INACEP instalado em sua casa, a derrota do seu candidato da onda tribalista será implacável  e inevitável!



O Gverno dito preventivo de Braima Camará não partilha  dados constantes em caderno eleitoral com partidos políticos da oposição. Ninguém sabe quantos eleitores existem, o que, seguramente, poderá comprometer o escrutínio de 23 de novembro.

Falcatrua eleitoral já começou!

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

 

SAIAM DOS QUARTÉIS!

A política não se faz nos quartéis. Pela primeira vez, na nossa história, assistimos, ontem, o Primeiro-ministro, Braima Camará, a visitar o Estado-Maior das Forças Armadas, etc. Em que quadro ele fez isso? As forças armadas são instituições do Estado, permanentes e regulares organizadas com base na hierarquia e na disciplina sob autoridade do Presidente da República, mas essa autoridade não pode ir contra a ordem constitucional estabelecida.

Avisamos que o uso das Forças Armadas como instrumento de influência política é ilegal, perigoso e inaceitável. A Guiné-Bissau não pode permitir que interesses pessoais se sobreponham à legalidade e à soberania popular.

Braima Camará perdeu credibilidade dentro da API-CG e em estruturas partidárias que liderava. Agora, como “Governo Preventivo” com vista ao II Mandato de Sissoco, tenta compensar essa perda com manobras obscuras, recorrendo a figuras militares para forçar decisões que deveriam ser tomadas por meio de diálogo político transparente. Este passo de Braima Camara é uma afronta à democracia e ao Estado de Direito. 


Bô sai na kortel, política I ka lá!


terça-feira, 19 de agosto de 2025

 

SISSOCO PAGA 3.7 BILIÕES PARA GARANTIR II MANDATO?

O atual Primeiro-Ministro de Sissoco Embaló, Braima Camará, afirmou, durante uma visita às instalações da INACEP, que o seu governo é de natureza preventiva e não um governo que opera no combate a incêndios e outras emergências. Em outras palavras, a sua missão como Primeiro-Ministro seria a de atuar em todas as frentes com antecedência para evitar a humilhação de Sissoco nas eleições de 23 de novembro próximo.

Ao mencionar que a fonte de receita consistia no dito “imposto de democracia”, o Ministro das Finanças assegurou que financiará “soberanamente” o orçamento da CNE, que totaliza cerca de 3,7 mil milhões de fcfa. Esta seria uma forma “inteligente” de dispensar a ajuda internacional (CEDEAO, CPLP, Timor, etc), afastando, preventivamente, ingerências estrangeiras no processo eleitoral. 

Pergunto: neste mundo globalizado, como poderá o Governo "preventivo" precaver-se em relação à legitimação internacional sobre a transparência do processo eleitoral, em si? Soberanamente falando, quem poderá garantir a confiabilidade de boletins eleitorais produzidos por INACEP, empresa controlada pelo regime de Sissoco? 


segunda-feira, 18 de agosto de 2025

 

II MANDATO PARA ANALFABETOS?

Aqui não há cá pão pra malucos. Agora Sissoco quer saber os preços de Nuno Nabiam e de Fernando Dias, para pagar o II mandato, como se ele fossem mercadoria e colocados em leilão. Ele não tem verba suficiente para convencer o povo. É estrangeiro e distante do povo que quer governar. Não é por acaso que usa balas para silenciar os descontentes do regime.

Os seus adeptos dizem que ele é filho escolhido por Deus para mandar. Por que, então, precisa de concorrer às presidenciais, se já é o “eleito” ou “bem-aventurado”? Como pôde Deus-todo-poderoso ser tão perverso a ponto de enviar um embusteiro e ímpio daqueles como seu representante e Presidente na Guiné-Bissau?  

   


quinta-feira, 14 de agosto de 2025

 

FIM DE MANDATO FORJADO DE SISSOCO 

Dia 4 de Setembro será o último dia escolhido pelo próprio Sissoco como a data limite do seu mandato presidencial. Agora, se se mantém no poder, será por via de uma força estrangeira.

Pois, não tememos o uso das mesmas armas de libertação, contra o nosso povo!

Dia 4 de Setembro, Sissoco, Rua! 

Abaixo a ignorância!

Abaixo o analfabetismo e os macumbeiros!


Esclarecimentos do Dr. Juliano Fernandes


Fonte: "nobas de terra"


quarta-feira, 13 de agosto de 2025

 

“PAGAR NA MESMA MOEDA”

Braima Camará, entrou para o Governo, como imolação do carneiro para sacrifício religioso de Sissoco e Botche. Traz corda no pescoço, que o deixa mudo e calado. Poderão gabar-se de todo o feitiço e macumba alcançado para o neutralizar e silenciar, mas tenham a certeza do seguinte: o povo estará firme e determinado para vos afastar no dia 4 de Setembro.


Camará, um carneiro engalanado, enfeitado para imolação?


terça-feira, 12 de agosto de 2025

 

TRAIÇÃO DE BRAIMA CAMARÁ

Depois das atitudes de incivilidade, insolência e falta de educação cometidas dentro dos partidos políticos, cujos líderes eram suspeitos de não se alinhar ao projeto de recandidatura de Umaro Sissoco ao II Mandato, tornou-se iminente o momento decisivo. Era um dilema: agir ou renunciar. Braima Camará transformou-se numa figura incontornável no mercado político guineense. Em pouco tempo, Braima Camará construiu a criação da API-Cabás Garandi, que parece ameaçar ser uma onda massiva capaz de mobilizar grandes multidões contra a recandidatura de Sissoco. Lutar contra Braima é um tiro no próprio pé; portanto, para preservar a aparência, Sissoco decidiu perseguir e silenciá-lo com o cargo de Primeiro-ministro.

Segundo Baciro Djá, líder do FEPASNA e um dos coordenadores da API-Cabás Garandi, caracterizou o Decreto da nomeação do atual Primeiro-ministro, Braima Camará, como um instrumento de indigitação para o cargo de Diretor de Campanha para o II Mandato de Umaro Sissoco Embaló, mas agora disfarçado sob a função de Primeiro-ministro.

Djá percebeu a nomeação de Braima Camarada para o cargo de Primeiro-ministro como uma traição. Os membros da API tomaram conhecimento do ocorrido por meio da comunicação social e acompanharam todas as movimentações pelas redes sociais. Pergunta de Djá que ficou no ar: como é possível ter uma pessoa hospedada em nossa casa, mas que de repente decide abandoná-la, sem sequer ter a gentileza de se despedir?



EM DEFESA DA CONSTITUIÇÃO

Baciro Djá, lançou um apelo contundente aos ilustres combatentes da liberdade da pátria, invocando os dispositivos 20.º e 21.º da Constituição da República. Lembrou, além disso, que de acordo com as exigências relacionadas ao fim do mandato em 4 de Setembro próximo, sem ter sido incomodado desde 4 de fevereiro até o presente momento, é chegada a hora de sua saída, uma vez que ninguém é invencível na Guiné-Bissau.

Djá avisa que se os nossos antepassados sacrificaram suas vidas pela Guiné-Bissau, nós também estamos prontos para dar mais uma vez a nossa vida por esta nação. Além disso, não podemos temer que nossos corpos sejam desmembrados e lançados no rio João Landim, como de fato, tem sido a prática do atual regime. Chega! É necessário travar os agentes subjugados pelo tráfico de influência, satisfazendo caprichos egoístas. Essa multidão nunca fez nada por este país; ao contrário, contribuíram para a sua degradação económica.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

 

BRAIMA CAMARÁ NOVO PM?


Para mim, essa ideia só faz sentido como uma brincadeira de “Cabra cega”, um jogo infantil em que uma pessoa, com os olhos vendados, tenta pegar alguém do grupo.

Até onde sei, nunca faltaram convites desse tipo para o Camará, mas ele nunca aceitou essas propostas. Sempre defendeu um governo legítimo, eleito de forma transparente, democrática e livre.

Quanto ao Camará, quanto tempo ele ficaria como Primeiro-Ministro? E como ficaria a atuação da ANP, que é o órgão responsável por legislar e fiscalizar o governo?

Esse tipo de jogo só faz sentido na brincadeira de “Cabra cega”. Mas, caso se vier a ser confirmado, todos devem estar cientes de que isso representa uma estratégia (armadilha) perigosa e com pernas curtas.

segunda-feira, 28 de julho de 2025

 

LIBERDADE PARA TCHERNINHO

 

Tcherno Bari e também conhecido como Tcherninho, foi o ex-chefe de segurança da Presidência da República. Numa manhã de sábado, acompanhado pelo seu irmão mais novo, Tanu Bari, ele se entregou ao Estado-Maior em Amura, onde está refugiado já, há mais de um mês. A fuga de Tcherninho visa escapar da saga incriminatória e mentirosa de Sissoco, nomeadamente, sobre tráfico de drogas

Tanu Bari, que havia desertado dos quartéis e exilado em Portugal, viria ser perseguido por membros da guarda presidencial, dos quais fazia parte. Ele acabou sendo capturado e morto. Seu corpo foi amarrado, colocado dentro de um saco e jogado no rio Mansoa, perto da travessia de João Landim.

Há também informações sobre o desaparecimento de Braima Darame, conhecido como Fá Braima, um dos principais ajudantes de Tcherninho Bari. Também, o Spencer da Segunda Esquadra foi levado à fornalha pelo Quemo Sanhá. Além destes, dezenas de pessoas (jovens) que faziam parte da segurança presidencial estão detidas, ou simplesmente desaparecidas. comandante Baute Yamta Na Man, de Para-comandos, estará a ser perseguido, neste momento, pelos carniceiros do regime.

Segundo Doka Ogiva, os supostos conspiradores e assassinos de Tanu Bari seriam: 

Yaia Camara, Bodjan Candé, Quemo Sanhá, Benedito Mendes (Beto Zero 4), Djafuno, Braima Sambu, Samna Bua Nambera (o carniceiro-mor) e Alfredo (comandante do Grupo de Artilharia Terrestre-GAT). 

A mando de Sissoco, acompanharam e dirigiram a operação: Tomás Djassi e Carlinhos Fernandes.

Em Bissau o cheiro é fétido e o silêncio é ensurdecedor. Mesmo assim, até o momento, a Presidência da República não se pronunciou para oferecer qualquer palavra de consolo à família enlutada de Tanu Bari.

Para quem gosta de ouvir, existe um ditado francês que diz: “Ninguém é forte o bastante só por ser sempre o mais forte.” Quem não compreende isso nunca vai entender nada.

sexta-feira, 25 de julho de 2025

 

MIGRAÇÃO E FUTURO DA CPLP

O Presidente de Angola, João Lourenço que também é presidente da União Africana, visita Portugal esta semana e admite que a acção do Governo português pode pôr em causa o futuro da CPLP. “Vamos trabalhar todos em conjunto” para o evitar…

As novas disposições legais sobre a imigração propostas pelo Parlamento, por iniciativa do Governo de Luís Montenegro, não caíram bem entre os outros Estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). E se Portugal já sabe que o Brasil pretende aplicar a reciprocidade em relação aos portugueses, vai saber agora de viva voz como essa decisão foi sentida em Luanda quando o Presidente angolano, João Lourenço, chegar na sexta-feira para uma visita oficial de três dias a Portugal.

"De facto, existe algum incómodo. O Brasil teve a coragem de manifestar já esse mesmo incómodo. Nós, até aqui, não dissemos nada, mas é evidente que estamos a seguir a evolução da situação com muita atenção", afirmou João Lourenço.

Admitindo que cada país é soberano para definir as regras de quem passa nas suas fronteiras e aí pretenda residir e trabalhar, Lourenço lembra que um país com uma história tão longa de emigração deveria pensar melhor antes de fechar as suas portas aos que imigram para Portugal.

"Você só recebe na sua casa quem você quer”, mas Portugal “é um país de cidadãos que emigram bastante e que não é de hoje”. Logo, se “os portugueses emigraram para todo o mundo, o mínimo que a gente exige é que Portugal não trate os imigrantes que escolheram Portugal como um destino para fazerem suas vidas de forma pior do que foram tratados nos países que os acolheram ao longo dos anos", sublinhou o chefe de Estado angolano.

Na entrevista, Lourenço admite que irá falar do assunto nos contactos ao mais alto nível, não só em nome de Angola, também "em nome de todos os africanos", porque não nos podemos esquecer de que ele é, nesta altura, o presidente em exercício da União Africana. Ao mesmo tempo, lembrará igualmente os compromissos assumidos por Portugal em termos da CPLP e os riscos que uma decisão destas pode trazer para o futuro da comunidade.

Fonte: Bissau On-line

quinta-feira, 24 de julho de 2025


CORPO ENCONTRADO EM JOÃO LANDIM

 

Corpo de homem é encontrado amarrado e baleado no Rio Mansoa, em João Landim.

O corpo de um homem, aparentando cerca de 30 anos, foi encontrado na manhã desta quarta-feira (23) nas águas do Rio Mansoa, na localidade de João Landim, a cerca de 20 quilómetros de Bissau. A vítima estava amarrada a um pilar com arame queimado e apresentava marcas de disparo de arma de fogo.

Segundo informações obtidas pela "Rádio Sol Mansi" junto a testemunhas, o cadáver foi localizado por um pescador durante sua rotina diária. Luís Pansau, representante dos pescadores da região, relatou que o corpo estava a aproximadamente três quilômetros da ponte Amílcar Cabral, um importante acesso com 785 metros de comprimento e 11,4 metros de largura.

“Foi um pescador que encontrou o corpo enquanto trabalhava no mar, a cerca de três quilômetros da ponte. De longe, percebeu algo estranho, se aproximou e constatou que era uma pessoa. O corpo estava bem amarrado com arame queimado e preso contra um pilar”, contou Pansau. Segundo ele, a vítima usava calçado preto e roupas.

Em entrevista à Rádio Sol Mansi, Pansau destacou que não é a primeira vez que corpos são encontrados na região, pedindo reforço na vigilância da área. “É uma preocupação para nós, que estamos todos os dias no mar. Já passamos por situações semelhantes várias vezes”, alertou.

As autoridades ainda não divulgaram a identidade da vítima nem as circunstâncias do crime. O caso está sob investigação.

Por: Cob N'dam.

Por onde andam os agentes de segurança e ordem pública?

segunda-feira, 21 de julho de 2025

 Guiné-Bissau 

Não Se Venda 

Dignidade, Justiça e Futuro

Não sou guineense. Nem tenho a pretensão de me imiscuir nos vossos assuntos internos – Apenas, um irmão cabo-verdiano, em luta e em sonhos.

O que aqui deixo é um apelo, sincero e comovido, de alguém que observa de fora, mas que deseja profundamente o progresso de um povo irmão, dono de uma história rica, de uma cultura vibrante e de um potencial imenso, chamado  Guiné-Bissau,  considerado um exemplo de coragem e bravura, este país destacou-se pela determinação do seu povo, que, lado a lado com o povo irmão de Cabo Verde, enfrentou e derrubou o colonialismo com firmeza e heroísmo, tornando-se símbolo de resistência e luta pela liberdade.

 Tenho acompanhado, com atenção e tristeza, o cenário político da Guiné há já algum tempo. E o que se revela aos olhos de qualquer observador externo  é uma nação sufocada por práticas que comprometem o seu futuro. O maior problema da Guiné-Bissau não é a falta de recursos( todos sabem disso…), nem de inteligência, nem de um povo ansioso por mudança. O maior problema é a persistência de parasitas do sistema,  “políticos empresários do estado” e, digo mais…  até membros do sistema judicial que trocaram os princípios básicos de  uma sistema que deveria ser decente por favores, influência e dinheiro sujo. Há algo profundamente errado quando a justiça se curva aos interesses do terceiro. Quando os tribunais se tornam palco de manipulações. Quando os homens da toga, aqueles que deveriam ser os últimos bastiões da integridade, carater e coerência se deixam comprar  por dinheiro sujo, calando verdades, atrasando processos, revogando sentenças em nome de interesses ocultos. Senhores magistrados, juristas, advogados: o vosso diploma vale mais que qualquer maço de notas oferecido por quem quer que seja, inclusive (e sobretudo), do atual regime. Não há dinheiro que compre a dignidade de um povo. Não há cargo que valha o sacrifício de um país inteiro. O vosso silêncio, a vossa omissão e a vossa cumplicidade custam caro  não a vocês apenas, mas aos vossos filhos, netos, à nova geração que nascerá já com as mãos atadas se nada for feito agora. E aqui me dirijo diretamente à classe militar da Guiné-Bissau: Homens e mulheres de farda, a vossa missão é sagrada. Sois guardiões do povo, da soberania e da legalidade da república. A vossa farda não é um símbolo de privilégio de circunstancias, de manipulações, mas de responsabilidade  para com o vosso povo. Honrem-na. Recusem o suborno. Não se deixem seduzir pelas migalhas daqueles que roubam do povo para manter o poder. Ser militar é servir. É proteger. É sacrificar-se, se necessário, por um bem maior. Quando vos rendem dinheiro para silenciar-vos, para afastar-vos do vosso dever, estão a transformar-vos em cúmplices da miséria, da injustiça e da vergonha nacional. O povo espera de vós coragem, e não submissão. Espera firmeza, e não complacência. Espera exemplo, e não omissão. Governar e fazer cumprir as leis da república é um ato nobre e só aqueles que têm verdadeiro sentido de Estado podem alcançar esse desígnio. A história não se esquece dos que serviram com honra. Mas também não perdoa os que traíram o povo em troca de benesses imediatas. Se não, vejamos o exemplo do que se passou em Burkina Faso, onde um jovem militar, movido por coragem e verdadeiro patriotismo, assumiu os destinos do país e pôs fim ao sofrimento do seu povo através de políticas de nacionalismo e soberania. Não se tratou de vaidade pessoal, mas de compromisso com a pátria. A Guiné-Bissau também pode renascer se os seus militares forem dignos do povo que dizem proteger. Se forem imparciais, incorruptíveis e determinados a romper com os esquemas de dominação e corrupção que minam a pátria. Aos políticos e governantes da Guiné, deixo esta súplica: não se vendam. Não vendam a pátria. Não traíam a memória dos que lutaram pela vossa  terra. Lembrem-se de Amílcar Cabral, o homem que recusou conforto, recusou vantagens, recusou um bom emprego em Portugal porque entendeu que a liberdade do seu povo valia mais que qualquer bem material. Ele pagou com a vida. Pagou caro, mas com honra. É hora de romper com o ciclo da corrupção. De estabelecer uma nova cultura: intransigente à impunidade, intolerante à compra de consciências, vigilante dos princípios republicanos. Guiné-Bissau precisa de uma elite que pense além do seu umbigo. Que veja o país com olhos de futuro. Que não aceite mais ser manipulada por chefes políticos travestidos de benfeitores. Dinheiro sujo não constrói escola, não alimenta hospitais, não gera empregos. Dinheiro sujo apenas envenena, enfraquece e mata silenciosamente uma nação inteira. Homens e mulheres da justiça, da educação, da política, da sociedade civil, e acima de tudo, vocês, soldados e oficiais da república, não aceitem mais o dinheiro de quem corrompe. Não permitam que a Guiné continue de joelhos diante da mentira. O mundo vos observa, mas mais importante ainda: os vossos filhos também

 


 

ATENÇÃO: Líderes Políticos e Empresários de Guiné-Bissau Sob Vigilância Internacional 

Em plena crise actual considerada artificial, vários líderes políticos e empresários da Guiné-Bissau estão sob vigilância silenciosa de agências de inteligência internacionais (AII), apurou a Digital Mídia Global TV junto a fontes seguras e serviços de inteligência. 

Segundo informações recolhidas, os alvos desta vigilância têm seus telefones monitorados, além de contas bancárias e deslocações internacionais acompanhadas de perto. Especialistas em segurança nacional avaliam que este cenário representa um desafio significativo para a proteção dos interesses do Estado guineense. 

Fontes ligadas à inteligência revelaram ainda que, nas últimas semanas, segredos de Estado foram comprometidos devido à atuação de serviços de inteligência estrangeiros, o que pode afetar diretamente questões domésticas do país. 

Além disso, a presença de agentes da DEA (Agência Antidrogas dos EUA) na costa da Guiné-Bissau aumentou recentemente, elevando o alerta das autoridades. Uma fonte de uma agência de inteligência dos Estados Unidos afirmou que o Estado guineense deve redobrar a cautela em suas ações, pois está sob constante observação. 

A situação exige atenção redobrada das autoridades nacionais para garantir a segurança e a soberania do país diante das crescentes interferências externas.

Bissau, 21 de julho de 2025

Por DMG TV Digital Mídia Global TV

 

 

ALERTA VERMELHA

Caros compatriotas

Minhas irmãs e meus irmãos,

A Guiné-Bissau necessita, atualmente, mais do que nunca, de seus filhos para se engajar na luta pela libertação do país da rede criminosa constituída por cartéis de drogas de América Latina e não só, que tem sequestrado a nossa pátria amada (Estado). É imperativo mobilizar toda a sociedade em relação ao grave perigo que se avizinha. A apatia cívica, ou seja, a falta de interesse e participação em assuntos públicos e sociais, poderá levar à perda da soberania política na nossa terra. Neste exato momento, estão sendo instaladas “bocas de fumo" em todas as principais artérias da cidade de Bissau, as quais se manifestam claramente à luz do dia e à noite, sem a presença de qualquer autoridade pública do país.

 

 

RED ALERT

Dear compatriots,

My sisters and brothers,

Guinea-Bissau needs, more than ever, its children to join the fight for the country's liberation from the criminal network of drug cartels from Latin America and beyond, which has hijacked our beloved homeland (State). It is imperative to mobilize all of society in response to the grave danger that looms. Civic apathy, that is, the lack of interest and participation in public and social affairs, could lead to the loss of political sovereignty in our land. Right now, drug dens are being set up on all the main streets of the city of Bissau, which are clearly visible day and night, without the presence of any public authority in the country.

sábado, 19 de julho de 2025

 

CPLP: RECADO VELADO A SISSOCO EMBALÓ

Os chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) destacaram hoje, em Bissau, a urgência de fortalecer mecanismos de prevenção de conflitos, reiterando o compromisso com eleições regulares e instituições democráticas nos países-membros.

Durante a declaração conjunta aprovada na Guiné-Bissau — país que assume a presidência rotativa da organização pelos próximos dois anos — os líderes lusófonos expressaram profunda preocupação com as crescentes tensões geopolíticas e apelaram ao fortalecimento do multilateralismo como ferramenta essencial de diálogo internacional.

A resolução final enfatiza que a resposta coletiva deve se basear na diplomacia ativa, valorizando a interdependência entre segurança e desenvolvimento sustentável. Os líderes da CPLP também manifestaram inquietação frente a múltiplos conflitos e crises humanitárias, cujos efeitos devastadores se refletem na violação de direitos fundamentais, como a vida, segurança alimentar, migrações forçadas e destruição de infraestrutura civil.

Em matéria de governança, a conferência congratulou-se com a realização de eleições regulares em diversos Estados-membros, sublinhando a importância do contínuo aperfeiçoamento das instituições eleitorais. Tais instituições são consideradas pilares da legitimidade democrática, essenciais para a defesa dos direitos humanos e a consolidação do Estado de direito.

O documento, aprovado na capital guineense — onde o parlamento permanece inoperante desde a sua dissolução em dezembro de 2023 — foi visto por muitos como uma mensagem indireta ao Presidente Umaro Sissoco Embaló, dado o impasse político interno e as controvérsias sobre o calendário eleitoral que, segundo a oposição, viola a Constituição.

A CPLP também saudou o envio de uma missão de observação eleitoral às eleições gerais em Moçambique, que foram marcadas por protestos devido a alegadas irregularidades no processo e deixaram centenas de mortos. Em relação à província de Cabo Delgado, a organização reafirmou apoio aos esforços de pacificação, apelando à comunidade internacional para uma atuação coordenada na estabilização da região afetada por ataques extremistas.

Além disso, foi ressaltado o crescente protagonismo internacional da CPLP, com destaque para o fortalecimento de vínculos com as Nações Unidas, suas agências especializadas e organizações regionais, visando consolidar a posição da comunidade como ator relevante no cenário global.

Por fim, os representantes manifestaram apoio a uma reforma abrangente das Nações Unidas, especialmente no Conselho de Segurança, para ampliar a representatividade de regiões como África, América Latina e Ásia-Pacífico.

A conferência foi precedida por diversas reuniões técnicas e diplomáticas, incluindo encontros do Conselho de Ministros, Comitê de Concertação Permanente, Conselho de Segurança Alimentar e pontos focais da organização.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Bissau, 18 de julho de 2025

Por DMG TV Digital Mídia Global TV

terça-feira, 15 de julho de 2025

 

BENEFÍCIO DA DÚVIDA? 

João de Deus escreveu assim: “(…) A Guiné-Bissau precisa, neste momento, de estabilidade, de pontes e não muros, de esperança e não ressentimento. É por isso que, apesar de todas as reservas legítimas, deve-se conceder a Úmaro Sissoco Embaló o benefício da dúvida. Que o seu possível segundo mandato sirva não para repetir erros, mas para escrever uma nova página, de progresso, legalidade e grandeza.” 

É melhor João de Deus ir rezar missa noutra paróquia, por que não se trata de um problema religioso, mas eminentemente político, e em política, os crimes são imprescritíveis.

 

sábado, 12 de julho de 2025

 

RECOMEÇOU A GUERRA DE BLOCOS?

Enquanto nos discursos dos líderes africanos se destacam as potencialidades económicas das suas nações: solos férteis, vastas zonas pesqueiras, turismo ainda por explorar, recursos naturais abundantes e uma juventude ávida de formação e oportunidades, porém, a resposta do Presidente Trump apanhou a todos de surpresa: em vez de falar de cooperação para o desenvolvimento, Trump ofereceu... armas.

Donald Trump e Barack Obama descubra a diferença


sexta-feira, 11 de julho de 2025

 

POLIGAMIA DE DONALD TRUMP

Quem afirmou que a poligamia não é uma tendência atual? O Presidente dos EUA, Donald Trump, formalizou no dia 9 de julho um acordo matrimonial com cinco países da costa ocidental da África: Guiné-Bissau, Senegal, Gabão, Mauritânia e Libéria. Durante o encontro, os comentários de Trump referentes ao domínio da língua inglesa por parte do Presidente da Libéria, na presença de outros quatro líderes africanos, provocaram controvérsia durante a reunião na Casa Branca. Além disso, ocorreram outros episódios absurdos, como a interrupção da explanação do seu homólogo da Mauritânia, sob o pretexto de otimizar o tempo, sem comentar os elogios excessivos e bajuladores de Sissoco a Trump.

Alibaba e os 40 ladrões

 



DONALD TRUMP'S POLYGAMY

Who said polygamy isn't a current trend? On July 9, US President Donald Trump formalized a marriage agreement with five countries on the west coast of Africa: Guinea-Bissau, Senegal, Gabon, Mauritania, and Liberia. During the meeting, Trump's comments regarding the Liberian president's command of the English language, in the presence of four other African leaders, sparked controversy at the White House. Furthermore, other absurd incidents occurred, such as the interruption of his Mauritanian counterpart's presentation under the pretext of saving time, without commenting on Sissoco's excessive and sycophantic praise of Trump.

Alibaba and the 40 Thieves

terça-feira, 8 de julho de 2025

 

REPÚBLICA DAS BANANAS

Quando pessoas sensatas nos alertam com sinceridade, apontando a situação de desgoverno e de ditadura disfarçada que vivemos, ainda assim aparecem falsos profetas dizendo que somos antipatriotas. Será que ter amor pelo país significa esconder os problemas debaixo do tapete, dizendo que a Guiné-Bissau passou de um Estado de desordem para Estado real? Se o próprio sistema político incentiva a ignorância e o analfabetismo, o que podemos esperar de alguém com juízo e raciocínio lógico?

Se dirigir sem carteira de condução é, em geral, considerado uma infração grave no Código de Estrada, por que então é permitido que um deputado analfabeto esteja na ANP ou que um ministro ignorante administre um ministério importante para a nação?


sexta-feira, 4 de julho de 2025

 

ENCONTRO EM WASHINGTON

Depois de completar os cinco anos de mandato presidencial e realizar várias viagens ao exterior, foi divulgado, pela primeira vez, o motivo do encontro, desta vez, entre o ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O objectivo da reunião é discutir oportunidades de negócios entre os dois países. Essa reunião está marcada para a próxima quarta-feira, dia 7 de julho.

E o que Sissoco Embaló levará na bagagem? O ex-presidente guineense, refém de cartéis de droga, será apenas alguém que carrega uma mala vazia, sem nada dentro. Não é por acaso que Sissoco insiste em não desistir do cargo, uma vez que seu mandato terminou no dia 27 de fevereiro deste ano. Enquanto, para Donald Trump, o foco se concentrará, apenas, na reabertura da representação diplomática de seu país em Bissau.

quarta-feira, 2 de julho de 2025

 

PROTESTOS NA RUA?

Vamos reflectir um pouco sobre a impossibilidade de esperar que o povo guineense tenha sempre a mesma atitude de manifestações de rua, como se observa nos países vizinhos do Senegal, Guiné-Conacri, Togo, Camarões e outros. Atualmente, nesses países, o nível social e cultural da população é consideravelmente elevado. Em contrapartida, essas nações não lutaram com armas na mão pela independência. A maior parte dos países francófonos, com exceção da Argélia, alcançaram uma independência condicionada pela potência colonial, que era a França, resultando no que se pode denominar autonomia política.

No caso da Guiné-Bissau, a mentalidade do povo apresenta-se distinta. Para além da predominância da cultura tradicional no pensamento popular, observa-se a ausência de uma classe média, e a mentalidade urbana é escassa e atrasada. O sistema de ensino vem deteriorando a qualidade na Guiné-Bissau, o que implica que o desempenho escolar seja fraco. Considerando todas essas circunstâncias, o povo da Guiné-Bissau já experimentou todo tipo de violência armada, iniciando-se pelos onze anos de luta armada contra o colonialismo, passando pelos golpes de estado e assassinatos de altas figuras públicas. O nosso país continua a ser habitado por um povo guerreiro, silenciado pela violência armada. Na Guiné-Bissau, tudo é levado aos extremos. A polícia da ordem pública, em vez de dispersar as manifestações do povo nas ruas com balas não letais, utiliza as verdadeiras, como se estivesse em combate contra o inimigo. A atuação das forças da ordem em Moçambique contra as manifestações pós-eleitoral, é um exemplo claro de como, em alguns países africanos, as ditas elites políticas são capazes de transformar seu próprio povo em inimigo (juramentado de morte), ainda que sem a intervenção das forças armadas.

Fonte: Anónima

quarta-feira, 25 de junho de 2025

 

O CASO TCHERNINHO




Na Guiné-Bissau de hoje, a linha entre o poder político e a criminalidade institucionalizada tornou-se irreconhecível. O recente “caso Tcherninho”, tratado com frieza e cinismo pelo Presidente da República, não é um simples episódio disciplinar, como nos querem fazer crer. É, na verdade, a exposição pública da podridão interna de um regime que construiu o seu poder à margem da Constituição, das Forças Armadas e da legalidade republicana.

Tcherninho – também conhecido como Tcherno Bari – nunca foi militar de formação. Foi um técnico ajudante, aprendiz do reputado Zé Bissau, especialista em ar condicionado e de aparelhos electrónicos. Começou por limpar e encher os aparelhos com gás nas residências de Úmaro Sissoco Embaló. Deste relacionamento quase doméstico nasceu uma confiança pessoal que catapultaria Tcherninho da condição de limpador de aparelhos de ar-condicionados para chefe de uma força de segurança privada e extraconstitucional do Presidente da República.

Durante a antepenúltima campanha presidencial, Tcherninho integrou o núcleo duro da caravana eleitoral de Embaló. Usando o seu acesso privilegiado e capitalizando a ausência de escrutínio, organizou entre jovens acompanhantes, militantes do MADEM-G15 e “lumpens” urbanos, um grupo de segurança improvisado. Foi o embrião de uma milícia presidencial cuja existência passaria despercebida ao país — mas não ao círculo restrito do poder.

Após a vitória de Embaló, essa força informal ganhou corpo. Jovens provenientes das chamadas “bancadas” — grupos urbanos vulneráveis — foram recrutados e enviados para formações paramilitares em países como Senegal, Nigéria, Gana, Congo-Brazzaville, Venezuela, Rússia, Cuba e até Israel, onde operava um especialista identificado como Dudik Hazam (“David”). Em Bissau, os quintais do Palácio da República tornaram-se, sob a proteção de Tcherninho e os comandos de Embaló, um verdadeiro centro de instrução paramilitar.

A esta força foram atribuídas missões de repressão política e terror de Estado: raptos, espancamentos, vigilância de opositores e operações de intimidação. Sem base legal, sem estatuto formal e fora do controlo das Forças Armadas, esta milícia presidencial tornou-se o braço armado de uma autocracia que governa pela força, pela chantagem e pelo medo. 

Do narcoestado ao choque de gangues

Mas como em todo império erguido sobre a lealdade cega e o dinheiro sujo, chegou a hora da rutura interna. Com o crescimento exponencial das redes de tráfico de droga e os milhões que começaram a circular no submundo do poder, os aliados transformaram-se em concorrentes.

Tcherninho, sob orientação direta do israelita David, começou a demonstrar ambições próprias. Exigia maior controlo, autonomia operacional e parte dos lucros. Embaló, mais experiente e com mais tentáculos no aparelho do Estado, fingiu não ver, mas preparava o contra-ataque. Quando decidiu que Tcherninho se tornara um problema, acionou a máquina da repressão — não contra um desertor militar, como cinicamente declarou, mas contra o ex-braço direito que sabia demais. 

O Presidente apresentou o caso como um “assunto disciplinar”.

* Mas como pode alguém que nunca pertenceu formalmente às Forças Armadas ser acusado de deserção militar?

* Que regulamento disciplinar se aplica a uma milícia presidencial informal criada nas traseiras do Palácio da República?

* Onde estão os decretos que instituíram tal força?

* Onde está o controlo do Parlamento, do Ministério da Defesa, da Justiça, da sociedade civil? 

O verdadeiro problema: o Estado guineense já não existe

A realidade nua e crua é que a Guiné-Bissau está hoje sem Estado funcional. Não há Parlamento legítimo. O Supremo Tribunal está capturado. As Forças Armadas foram neutralizadas. E o poder real está nas mãos de milícias, mercenários estrangeiros, e redes de narcodinheiro que financiam um regime pessoalista e repressivo.

O caso Tcherninho não é uma exceção — é a regra do regime sissoquiano. Um sistema que promove e despromove com base na lealdade pessoal e no silêncio cúmplice. Onde os fiéis são elevados ao estatuto de “bestiais”, e os que se tornam incômodos, caem à categoria de “bestas” — descartados, humilhados, criminalizados, silenciados. 

Conclusão: A verdade incomoda, mas liberta

O caso Tcherninho é um espelho cruel do país que nos querem impor: sem instituições, sem legalidade, sem moral. Mas é também um aviso: quem alimenta um monstro, cedo ou tarde, é devorado por ele.

É hora de a sociedade guineense, os seus quadros patriotas, os partidos democráticos, a juventude consciente, os militares de honra e a comunidade internacional tomarem posição.

 

É urgente desmontar este sistema de poder paralelo.

É vital recuperar o controlo republicano das forças de segurança.

É indispensável abrir um inquérito nacional e internacional sobre a criação e atuação desta milícia presidencial.

É inadiável devolver o país às suas instituições legítimas, antes que a Guiné-Bissau sucumba por completo ao caos institucional.

Porque quando o terror se torna norma, o silêncio torna-se cumplicidade.

 

Fonte:  João M'Bitna 

Bissau, 24 junho 2025