quinta-feira, 11 de abril de 2019


CIVILIZADOS vs DJINTIUS

Por : Dr Jorge Herbert (via facebook)

Dr. Jorge Herbert
Confesso que resisti muito em escrever estas linhas. Resisti antes até a ver e ouvir a polémica entrevista da Suzy Barbosa à RTP África! Mas, lá acabei por roubar um pouco do meu escasso tempo, para ouvir a versão completa da entrevista. E, depois disso, fiz umas pesquisas relacionadas com o analfabetismo regional na Guiné-Bissau e sobre quem é Suzy Barbosa.

Falta-me conhecer apenas o resultado que o PAIGC obteve na região Oio, um dos mais fustigados também pelo analfabetismo, segundo aos dados de 2009. Será que o PAIGC também perdeu ou ganhou a região de Oio pela taxa de analfabetismo aí reinante?
Engana-se quem pensar que Suzy Barbosa é contra os muçulmanos ou o pessoal de leste. Pessoalmente, acredito que ela até gosta muito da região onde cresceu, tem carinho e é acarinhada pelas pessoas dessa região. Não é por acaso que ela foi eleita deputada com votos acolhidos nessa região!
A Suzy Barbosa não falou nessa entrevista por si mesma, mas em representação de uma estratégia montada pelos “renovados”. Sem dúvida que se renovaram nos métodos usados para o domínio do povo e do país! A Suzy Barbosa é parte de uma estratégia que só não vê quem não quer ou não consegue ver. Essa estratégia passa pelo domínio da informação e comunicação, com consequente manipulação da população, através dos mitos por eles criados, através do controlo dos blogs de conteúdos nacionais, até a entrevistas programadas nas linhas editoriais de uma cadeia televisiva e radiofónica paga pelo erário público português.
Acham que é por acaso que um alienado gritou no dia do anúncio dos resultados eleitorais Viva os Civilizados, a frente da sede do PAIGC?


Suzy Barbosa é apenas uma mulher guineense, como muitas outras, que se licenciou na europa e terá também feito uma especialização. Teve como experiência profissional ter sido analista de crédito bancário do BES (um banco já extinto…) e gerente de Relações Públicas de um grupo hoteleiro espanhol, não sei durante quanto tempo e porque razão depois regressou ao negócio da família e, a seguir, encontrar a saída profissional perfeita, que é enfileirar-se na organização criminosa que dominou e domina o país.
É natural que não tenha conseguido estar, o tempo todo que durou a entrevista, alinhada com a experimentada entrevistadora que, com a segurança da sua experiência profissional, conduzia brilhantemente a entrevista da forma pretendida pelo lobbie que sustenta o PAIGC.
A inexperiência traiu a Suzy Barbosa e fê-la levantar o véu da estratégia não assumida publicamente pelo seu partido, de Civilizados vs Djintius. Basta olhar pela face atónita da entrevistadora, quando a entrevistada estava a justificar da forma como se justificou os resultados eleitorais do seu partido no Leste!
Essa gafe derivada da inexperiência da entrevistada, não teria impacto público na Guiné-Bissau, se já não existisse uma franja de guineenses reativos à essa agenda identificada, mas não publicamente assumida. O PAIGC, por seu lado, comprometido com a estratégia de Civilizados vs Djintius, mas temeroso que seja descoberto pelo povo que não tardará a ir às urnas nas eleições presidenciais, tudo faz para justificar e voltar a cobrir o véu que a Suzy Barbosa inadvertidamente levantou a ponta.
O PAIGC, empolgado com a vitória nas legislativas, ainda sem ter inicado a legislatura, já começaram a meter os pés pelas mãos, porque, de tão empolgados que estão, já estão empenhados em tentar manipular consciências, com vista à futura eleição presidencial.
Ao PAIGC não lhe interessa absolutamente nada que se continue a falar da Suzy, para não se ter de destapar definitivamente o véu, encoberto da sua estratégia de Civilizados vs Djintius. Estão muito mais interessados em envolver, de qualquer forma e a qualquer preço, o Presidente da República na polémica do arroz “apreendido” no leste do país, um caso que parece ser mais de luta político-partidária do que policial ou judicial!
Ainda não consegui entender como é que um Primeiro-Ministro dá indicações ao Ministro da Agricultura para armazenar toneladas de arroz em Bissau e esse não cumprir com as suas orientações e o Sr. Primeiro-Ministro continuar a não dar conta que todo esse volume da mercadoria em causa já não se encontrava em Bissau, mas sim a centenas de quilómetros de Bissau! Estamos a falar de toneladas, ou seja centenas de sacos de arroz, que não se transporta numa carrinha de caixa-fechada! Foi preciso à Policia Judiciária ter ido lá descobrir esse arroz todo ou, através de uma estratégia política, a Polícia Judiciária foi para lá encaminhada?! Falando da Polícia Judiciária, queria saber em que pé está a investigação dos casos dos passaportes que envolveram os membros do primeiro governo chefiado por Domingos Simões Pereira, que levou o próprio a assumir publicamente que a justiça estava a perseguir o seu governo? No esquecimento?! É o que me faz pensar que o PAIGC continua a achar que o povo guineense continua a pensar como há quatro décadas atrás!
Mas, voltando a Suzy Barbosa traída pela inexperiência da vida e na política, o que muita gente não se apercebeu é que, ela a justificar que o PAIGC perdeu o Leste pela elevada taxa de analfabetismo e ausência de meios de comunicação como a televisão, ela estava justamente a lamentar o facto de a estratégia manipuladora do PAIGC dito renovado, através do domínio dos meios da comunicação para disseminação dos seus mitos, não ter conseguido penetrar nessa região! Nada mudou no Leste do país desde quando o PAIGC ganhava as eleições, até os dias de hoje, em que perde eleições nessa região! O que mudou efetivamente, é a estratégia manipuladora do PAIGC, com o uso de uma outra forma mais eficaz de disseminar mitos e notícias por eles criados, que não conseguiu penetrar no leste. É justamente pela mesma razão que o PAIGC conseguiu ganhar Bissau e a Diáspora, empenhados no projecto de Civilizados vs Djintius, Urbano vs Rural.
É caso para dizer, quem dera que a maioria da população guineense fosse analfabeta! Manifesto desde aqui a minha maior consideração ao povo de Leste, o povo das terras que conheci na minha infância - Bafatá, Contuboel, Gabú, Sonaco, Bambadinca, Fajonquito e outros, principalmente aos analfabetos, que ainda não sentiram o poder neocolonizador dos novos Honórios Barretos.
Outra vertente da entrevista que demonstra a ingenuidade e a inexperiência da entrevistada, é a enfase feminista que ela dá ao seu labor como activista e política, assente nas outras atividades já praticadas e na defesa da aplicação da lei da paridade, esquecendo-se que, segundo os dados de 2009, 63,2% das mulheres guineenses são analfabetas! A não ser que a Suzy Barbosa queira limitar a lei da paridade aos civilizados da zona urbana, onde o analfabetismo é menor, mas onde as mulheres perfazem 68,4% de todos analfabetos do Sector Autónomo de Bissau!
Peço aqui para que não se centre as reacções na pessoa da Suzy Barbosa, nem que lhe seja dirigida ofensas pessoais ou da sua vida privada, porque ela está incluída e influenciada por uma estratégia movida pela ambição desmedida de um conjunto de quadros sem provas dadas e sem experiência de mercado de trabalho (engenheiros sem obras, médicos sem doentes, economistas sem empresas, etc, etc, etc), que assumiram a cultura de indicações e nomeações de carácter partidário ou outros lobbies, como forma de afirmação e domínio de todo um povo, com minimização da sua essência histórica e cultural, em prol da cultura do ex-colonizador.
Essa estratégia de Civilizados vs Djintius também tem o mais alto patrocínio de uma diáspora qualificada mas sem afirmação no mercado de trabalho nos países acolhedores e outra não qualificada, mas saudosa do tempo do pseudo-elitismo colonial, onde quanto mais assimilado, mais elite.
Aqueles que têm uma formação universitária e não pensam em consonância com a estratégia e não dependem de cargos de indicações e nomeações, são tomados como “anormais analfabetos funcionais”!
Confesso que continuo a gostar de ser convictamente analfabeto e louco para levantar todos os dias para ver e tratar doentes e louco pela Guiné-Bissau e a sua multiculturalidade e rezo todos para que nunca caia na dependência da organização criminosa que domina a Guiné-Bissau há mais de quatro décadas !

Jorge Herbert

quarta-feira, 10 de abril de 2019


GUINÉ BISSAU PRENÚNCIO DE CABALA


NÃO É NADA DIGNIFICANTE QUANDO UM PRIMEIRO MINISTRO USURPA AS FUNÇÕES DO MINISTRO DA ECONOMIA E FINANÇAS.

O MAIS GRAVE AINDA, É QUANDO ALGUÉM PROMETE, DIZENDO QUE DENTRO DE 30 DIAS, APÓS A POSSE DO GOVERNO VAI PROPÔR NOME PARA NOMEAÇÃO DO MINISTRO DA ECONOMIA E FINANÇAS.

POR CÚMULO PASSARAM JÁ QUASE 12 MESES SEM QUE O PAÍS TENHA O SEU MINISTRO DA ECONOMIA E FINANÇAS, PERMITINDO AO FAMIGERADO PRIMEIRO-MINISTRO FAZER E DESFAZER DO ERÁRIO PÚBLICO, NA BASE DE ABUSO DE CONFIANÇA E ATÉ ABUSO DE PODER…

Cabala Politica versus trama, intriga secreta, conspiração e forma desleal de incriminar e denegrir a imagem de alguém. Eles tentam a todo custo minar o bom nome conquistado ao longo de décadas pelo Embaixador Nicolau dos Santos, tido por muitos como uma personalidade politica brando e moderado naquilo que faz ou nas suas actuações .


Nicolau Santos é uma figura e personalidade forte e sereno, pelo que tem granjeado apoios de diferentes quadrantes ou seja de países e de organizações.

Ele é um politico muito apreciado, pela sua maneira de ser e de estar na cena politica.. Tem sido muito reconciliador e facilita plataforma de entendimentos e de busca de consensos e de entendimentos.

Ora, quando se lida com gentes que não respeitam nem a si próprios é complicado

Quais os objectos ou móbil  da trama ou intriga secreta contra este antigo Embaixador e Ministro da Agricultura?

O que está atrás do espectáculo ou encenação de arroz apreendidos nas instalações alugadas ou gentilmente cedidas para se aguardar a devida distribuição na presença do Primeiro Ministro?

É certo que o arroz em causa seria distribuído gratuitamente pelas entidades competentes. Teria havido desvio de procedimentos? É legitimo falar-se de descaminho?

Descaminho é termo aduaneiro, significando a importação ou exportação de mercadoria permitida em lei, porém com fraude no pagamento de impostos e taxas devidos, em relação à operação efectuada.

Tem muita coisa mal contada nesta estórias de arroz, hipoteticamente dados como desviados.

Será que estamos perante desvios ou avanço de procedimentos, para colocar arroz em certas localidades para em momento certo serem distribuídos?.

Quais os custos de armazenagem em Bissau e no interior?

Quanto custaria armazenar ou estocar arroz em Bissau?

Estamos perante birra ou mal-estar de alguém que se sentiu ultrapassado nas ordens de colocar arroz no interior e nas zonas elegidas?

A quem interessa fazer o aproveitamento politico ou tirar dividendos da intervenção das entidades judiciais neste processo?

A estas e mais questões vamos dar respostas e devidos esclarecimentos ou outro lado ou outras versões que justificaram todo este imbróglio ou alvoroço em torno da questão.

Será legítimo a intervenção da entidade judicial, sim, é legítimo.

Será legitimo a envolvência dos órgãos nacionais de comunicação ou das Redes Sociais? Não. Não é legitimo e nem justo a mediatização de um assunto sob a investigação judicial.

O porquê da imediata e pronta intervenção em nota do Primeiro-Ministro a encorajar os trabalhos da Policia, quando devia aguardar a conclusão e remessa dos autos as instancias judiciais?
Quando vamos conhecer a prestação das contas dos dinheiros ou receitas da campanha de castanha de caju do ano passado, 2018?

Quem vai investigar o paradeiro dos 6 Bilhões de Francos CFA receitas de Madeira, que se presume ter evaporado dos Cofres do Tesouro Público?

A este propósito uma grande interrogação: Estamos perante desvios ou descentralização na estocagem do arroz ofertado? Quem são os beneficiários?

Qual o Plano de Distribuição?

Voltamos nas próximas horas com mais elementos sobre o polémico assunto mediatizado do arroz alegadamente desviado


Fonte: Ditadura de Progresso

terça-feira, 9 de abril de 2019

DISLEXIA NA RÁDIO CAPITAL-FM

RÁDIO CAPITAL-FM
Compatriotas, é repugnante a forma divisionista e racista como o dito jornalista matinal, Adão Ramalho da Rádio Capital-FM, onde accionista maioritário seja o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira. O dito jornalista passou hoje da marca. Insurgiu-se cedo contra toda a etnia balanta, acusando-a de ter roubado arroz doado pela República Popular da China ao Governo da Guiné-Bissau, tendo em conta a origem étnica do senhor Nicolau dos Santos, actual Ministro da Agricultura, entidade responsável pela distribuição da doação para as comunidades carenciadas. Credo!

O panfletário ao serviço do DSP, Adão Ramalho, transgrediu com os seus comentários fedorentos toda a lógica do combate ao obscurantismo, do respeito pelos valores humanos e cidadania, anunciados pela própria Rádio Capital-FM, por dois motivos: primeiro, porque a acusação do descaminho  do arroz doado pela República Popular da China está sob investigação, e naturalmente em segredo de justiça; e segundo, porque visava espertar ódio racista contra os balantas, acusando-os a todos de terem participado no roubo do arroz doado a Guiné-Bissau pela República Popular da China.

Tomem nota: o panfletário Adão Ramalho é racista!

quinta-feira, 4 de abril de 2019

O FUTURO JOGA-SE HOJE: DSP AVISA JOMAV

Pergunta E-Global: chefe de governo ou candidato à presidência?

Resposta do DSP: "Se a Constituição for respeitada e for reconhecido que é o partido mais votado  e que tem uma maioria reconhecida que pode governar, eu sou candidato a chefe do Governo. Esperemos que o Presidente não tenha nenhuma dificuldade em aceitar o meu nome para chefe do Governo. Se o Presidente da República respeitar aquilo que é a escolha do PAIGC, como partido mais votado, para Primeiro-ministro, eu serei o chefe do Governo. Se Presidente da República não aceitar, é normal  que o partido queira que eu seja o seu candidato à Presidência da República. 

Entrevista exclusivo: E-Global

GUINÉ-BISSAU: A SITUAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PIORA A CADA DIA QUE PASSA

“I tchiga hora di kanta, ninguin ka tem garganti”.
Dr. Aristides Gomes PM e Ministro das Finanças
Onde pára a sociedade civil guineense? Será que não estão a ouvir-me? Pergunto, por exemplo, qual será a posição dos sindicatos como União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), Confederação Geral dos Trabalhadores Independentes (CGTI), etc., sobre o atraso no pagamento de salário do mês de Março, tendo em conta aquilo que foi a postura do Ministro das Finança (Aristides Gomes actual PM) que durante as eleições legislativas que deu agora a maioria relativa ao PAIGC, viajou à cidade de Gabú, um dia antes da votação (dia de reflexão), com sacos de dinheiro a fim de comprar votos?

O Primeiro-ministro e Ministro das Finanças, preferiu esbanjar rios de dinheiro, limpando todo o capital guardado no tesouro público, garantir vitória do seu partido, em vez de pagar os salários aos funcionários públicos.

Não nos digam depois para esperar pela formação do novo Governo, porque os funcionários públicos trabalharam e é um direito que os assiste. Eles trabalharam durante todo o mês de Março e têm contas por pagar.

Para avançarmos é preciso sacudir os carrapatos.

quarta-feira, 3 de abril de 2019


SOBRE A MAIORIA RELATIVA DO PAIGC

Compatriotas e amigos da Guiné-Bissau, tivemos ocasião de acompanhar algumas reflexões vindas de todos os quadrantes nestes últimos dias a propósito dos resultados eleitorais, mas nenhuma delas parece ter conseguido abordar o facto do processo eleitoral em si, a começar desde o recenseamento eleitoral até à votação, ter sido controlado pelo PAIGC. E que, mesmo assim, os libertadores, ficaram aquém da maioria absoluta. O PAIGC desceu drasticamente e foi obrigado a recorrer ao acordo de incidência parlamentar com os pequenos partidos (caso do APU-PDGB).

Perante este cenário político eleitoral, e para que não volte a repetir-se no futuro as barbaridades cometidas pelo antigo Presidente da Assembleia Nacional Popular, Eng. Cipriano Cassamá, que durante uma legislatura inteira conseguiu bloquear o hemiciclo por tempo indeterminado, alguns politólogos chegaram a brilhante conclusão de que só a “amizade” entre o PAIGC e o APU-PDGB não será bastante para caucionar a estabilidade governativa durante uma legislatura. A próxima governação poderá mesmo, a conta da irracionalidade política, transformar-se em “nado-morto”, como as anteriores.

Por isso, a opinião que corre neste preciso momento é de que o futuro Primeiro-ministro - que será, todavia, do partido mais votado, o PAIGC - deixe de “armar-se em parvo” e reconheça que sinais mais do que evidentes dados pelo veredicto popular revelam que o eleitorado não deu “carta-branca” a nenhum partido proponente para governar sozinho, sem o necessário recurso a paliativo acordo de incidência parlamentar. Ou seja, o país saúda, neste momento, com entusiasmo e de forma ruidosa a promoção de um governo de consenso entre os quatro partidos mais votados nas legislativas de 10 de Março passado, como forma de compromisso para estabilidade governativa da próxima legislatura. Consta, inclusivamente, que algumas organizações da sub-região comungam da mesma opinião.

MOFINU LARGAN BU BAI...

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Guiné-Bissau: Campanha do caju arranca com vigilância reforçada

A campanha de comercialização do caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau, começa este sábado. Fronteiras são reforçadas com fiscais e inspectores para impedir a "fuga" da castanha.

A campanha de comercialização do caju, principal produto de exportação do país e da qual depende mais de 50% da população guineense, tem início este sábado (30.03), com o preço mínimo de referência para o agricultor fixado em 500 francos cfa (0,76 euros). 
O valor foi fixado esta semana pelo Executivo guineense, que decidiu também fixar a "base tributária em 1.222 dólares [cerca de 1.084 euros] por tonelada".
O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu à Guiné-Bissau para realizar uma campanha de comercialização de caju transparente e concorrencial, assegurando um preço de referência consistente com o praticado no mercado internacional.
Travar a saída ilegal
Este sábado, o ministro guineense do Comércio, Vicente Fernandes, afirmou que vai reforçar as fronteiras terrestres do país com inspectores e fiscais para impedir a "fuga" de castanha de caju do país.
"Vamos por equipas de inspectores e fiscais no terreno, sobretudo nas zonas mais próximas da fronteira, para controlar a fuga da castanha para o Senegal, que é um país que exporta, mas não tem produção", afirmou Vicente Fernandes.
"Isso significa que é da nossa produção, que infelizmente devido à porosidade da nossa fronteira transpõe e acaba por beneficiar a sua economia em resultado da nossa incapacidade de proteger o nosso produto e a nossa economia", explicou o ministro.
Para acautelar a saída ilegal de castanha de caju pela fronteira terrestre, o ministro do Comércio já teve um encontro com o ministro do Interior, Edmundo Mendes, para ser definida uma colaboração mais estreita.
"Vamos reforçar mais a vigilância nas fronteiras e contar com a colaboração das autoridades militares e paramilitares para estancar esta hemorragia e permitir que a exportação aconteça, como a lei determina, e que o escoamento seja feito por via marítima através do porto de Bissau", disse.
Questionado sobre a quantidade de castanha de caju que passa ilegalmente pela fronteira terrestre, o ministro disse que em 2018 foram cerca de 50.000 toneladas
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, defendeu este sábado que é necessário investir na promoção da fileira do caju do país e que os exportadores já têm uma "ideia clara" da nova taxa de promoção daquele produto. 
"É uma taxa de 15 francos cfa (cerca de dois cêntimos de euro) por quilograma de caju, que vai permitir fazer funcionar a estrutura de regulação do setor do caju, que é a Anca (Agência Nacional do Caju), e ao Governo constituir o fundo de promoção", afirmou Aristides Gomes. O primeiro-ministro falava aos jornalistas no final da cerimónia de lançamento oficial da campanha de comercialização e exportação do caju, que decorreu no centro de transformação daquele produto, na zona industrial de Brá, em Bissau. 
A nova taxa de sobrevalorização do caju tem sido contestada pelos exportadores, que são contra parte do dinheiro ser entregue à Anca, que, segundo o presidente da Associação de Exportadores do país, Mamadu Jamanca, não tem prestado contas. 
Segundo o primeiro-ministro, a nova taxa vai permitir tratar os pomares e a criação de fundo para facilitar a obtenção de crédito junto dos bancos aos empresários que participam na campanha. 

sábado, 30 de março de 2019

A HISTÓRIA SE REPETE, A CRISE CONTINUA E A CULPA É NOSSA ou


A VELHA HISTÓRIA DE UM CAMINHO CONTAMINADO!

No rescaldo das eleições legislativas de 10 de Março de 2019, as preocupações da Guiné-Bissau estão voltadas para as relações antagônicas entre a Sua Excelência, o Sr. Presidente da República e o Presidente do PAIGC, Partido que elegeu o maior número de Deputados e que, em conformidade com o plasmado na nossa Constituição, deverá ser convidado pelo Chefe do Estado à indigitar uma figura das suas fileiras, que será empossado para chefiar o futuro Governo.

Ao que tudo indica, essa figura será precisamente o Presidente do PAIGC, Eng.º Domingos Simões Pereira, cujas divergências com o Presidente da República resultaram na profunda crise política e institucional que assolou o País nos últimos quatro anos.

Na sequência disso, questiona-se a pertinência do PAIGC indigitar o seu Presidente para o Cargo de Primeiro-ministro e ainda mais, a plausibilidade de ser empossado pelo Chefe do Estado, quando todos os indícios deixam antever mais um ciclo de confrontações, um prenúncio para a continuidade da crise institucional e a instabilidade política que ameaça a afirmação da nossa soberania.

Ao longo dos últimos quatro anos, fazendo jus a generalizada impunidade, resultante do precário funcionamento das Instituições do Estado, mormente do sector da Justiça, fortemente fustigado pela corrupção, o Presidente do PAIGC cometeu uma série de atropelos que lhe retiram toda a legitimidade de se apresentar como pretendente ao cargo de Primeiro-ministro, nomeadamente:

1.   Em sinal de protesto contra a sua exoneração do cargo de Primeiro-ministro, que é normal, de acordo com a nossa constituição, o Presidente do PAIGC mandou bloquear a Assembleia Nacional, durante três anos, com o objectivo de inviabilizar a legalização de qualquer Governo que não obedeça aos seus interesses pessoais;

2.   Enquanto Chefe do Governo, o Presidente do PAIGC ordenou a afectação de avultados recursos financeiros do erário público, supostamente destinados ao “resgate bancário” que na realidade nunca foi realizado e o dinheiro nunca foi devolvido aos cofres do Estado;

3.   Enquanto Chefe do Governo mais corrupto da nossa democracia, numa atitude inédita num Estado de Direito Democrático, o Presidente do PAIGC obstruiu a justiça, impedindo o Ministério Público de levar à varra da justiça os membros do seu Governo, acusados de corrupção activa e branqueamento de capital. Acto puramente ditatorial;

4.   O Presidente do PAIGC organiza uma Conferência de Imprensa à margem do Congresso do PAICV, em Cabo Verde, com o propósito de insultar publicamente o Presidente da República, acusando-o de ser traficante de drogas e rotulando a Guiné-Bissau  (o País que ele hoje pretende governar) de Paraíso de drogas. E sabemos muito bem, qual é a consequência da acusação do género, nos países onde a justiça é séria;

5.  Num gesto irresponsável e de manifesta arrogância, o Presidente do PAIGC bloqueou o País durante três anos, obstruindo a implementação do Acordo de Conacri, sob o falso pretexto de ter sido o Sr. Augusto Olivais o indicado neste acordo, para chefiar o Governo de Unidade Nacional que tinha como missão realizar as reformas nos sectores da justiça, da defesa e segurança, e da lei eleitoral;

6.   Durante todo o processo de implementação do Acordo de Lomé, o Presidente do PAIGC, num gesto de declarado desprezo e desrespeito, perante o elevado Estatuto Presidencial, levando em conta o nosso sistema político e jurisdicional, recusava categoricamente de participar nas reuniões de “concertação” com os Partidos políticos, convocadas pelo Presidente da República;

7.   O Presidente do PAIGC foi, sem sombra de dúvidas, o promotor da crise política que estagnou o País durante quatro anos, por ter criado, organizado e financiado todo um sistema desinformação e propaganda enganosa nas redes sociais e na imprensa escrita e radiofónica, especial, dedicados especialmente a insultar e denegrir a imagem do Presidente da República e dos demais Dirigentes políticos nacionais, que não partilham as suas convicções políticas;

8.   Com a sua forma agressiva e intolerante de estar na política, semeou a divisão, o ódio, a agressão verbal e a tortura moral e psicológica na sociedade, sobretudo nas relações políticas e institucionais;

9.   Constituiu e chefiou o Governo mais corrupto da história do nosso País, um Governo que arruinou os cofres do Estado, em prol do seu enriquecimento pessoal e da salvaguarda dos interesses do seu Partido e naturalmente da consolidação do seu Poder, como testemunha a opulência ostentada durante a campanha eleitoral, com fretamento de três aviões cargueiros destinados ao transporte de material para o efeito. Isto é, para se reeleger, continuar com a mesma arrogância, tanto na política quanto na economia, acima de tudo, quitar todas suas dívidas, tanto no país como no exterior;

10. Neste momento, enquanto o Presidente do PAIGC aguarda impassivelmente pela sua nomeação e consequente tomada de posse, falsamente demonstra uma postura de Estado, permitindo ao País respirar tranquilamente. Entretanto, assim que for empossado, voltará sem dúvidas a evidenciar o seu carácter intolerante e irresponsável, iniciando uma campanha de provocações, tendentes a pressionar o Presidente da República a indicar uma data para a realização de eleições presidenciais, conforme a sua conveniência pessoal.

E, conhecendo o carácter e a forma de estar na vida e na política do Presidente da República, estaremos perante mais uma espiral de confrontações institucionais e basicamente a continuidade da crise que assola o País nos últimos quatro anos.

Considerando todo este conjunto de pressupostos, o Presidente da República, Dr. José Mário Vaz, reúne todas as prerrogativas constitucionais, institucionais e pessoais (moral e ético), para pedir ao PAIGC para que se abstenha de indigitar o seu Presidente ao cargo de Primeiro-ministro, substituindo-o com uma figura com quem possa coabitar e evitar novos cataclismos que perigam os nossos esforços de edificação nacional.

Em outras palavras, reconhecendo incompatibilidades e a consequente impossibilidade de coabitação institucional com o actual Presidente do PAIGC, o Presidente da República reserva a si o direito de não o empossar no cargo de Primeiro-ministro, em nome da instabilidade sociopolítica, imprescindível àquela governação de excelência que o País reclama, com base na unidade nacional, na interacção e convergência de esforços de todas as instituições e forças vivas e disponíveis na sociedade.

Esta seria a atitude mais correcta para evitar os erros do passado e evitar cometer novos erros, tomando como exemplo a recusa de Nino Vieira de empossar Carlos Gomes Júnior, que o PAIGC correspondeu com a indigitação de Martinho N`Dafá Cabi, em nome da estabilidade política, da coabitação institucional e dos supremos interesses da Nação.

Neste momento, existe um consenso generalizado em torno desta questão e que é partilhado inclusive por altos Dirigentes do PAIGC, que entretanto preferem manter-se no anonimato. Portanto, um eventual empoçamento do Presidente do PAIGC pelo Presidente da República, seria o prelúdio para um novo ciclo de confrontações e pela continuidade da crise política/institucional. Neste caso, o Presidente da República seria o principal responsável pelos acontecimentos posteriores e pelas suas consequências.

É MELHOR PREVENIR DO QUE REMEDIAR!

Bem-haja, 
Patriota Liberal
Fonte: Ditadura de Progresso
APU-PDGB: ACORDO "MATEMÁTICO" COM O PAIGC?


Dr. Juliano Fernandes-Secretário Geral APU-PDGB
Via facebook, assistimos uma Conferência de Imprensa, hoje em Lisboa, proferida pelo Dr. Juliano Fernandes, Secretário Geral de APU-PDGB, procurando  sossegar as "consciências" com promessas inabilitáveis de que o Acordo de Incidência Parlamentar assinado entre PAIGC e APU-PDGB, será para levar até o fim desta legislatura. 

O Dr Fernandes reconheceu que a Guiné-Bissau, praticamente, nunca teve um governo estável. E que, entretanto, tivéssemos de ir as eleições num contexto difícil. Criticou ainda, sem mencionar nomes, o uso desmesurado e sem precedentes no nosso país, de meios de campanha por parte de certos partidos proponentes, num contexto em que os professores não recebiam os respectivos salários, os hospitais completamente carentes, e em que o sistema nacional de saúde não funciona, etc, etc. 

Disse Dr. Fernandes que recai sobre o APU  a grande responsabilidade de assegurar a governabilidade do nosso país nos próximos anos. Avisa que não podemos (quem APU ou os guineenses?) deixar escapar esta oportunidade. 

Face aos resultados, que opções a fazer? 

A resposta do Dr. Fernandes foi de que o APU-PDGB teria que tomar uma opção de acordar com o partido "matematicamente" mais votado, que estivesse mais perto da maioria, sem olhar, no entanto, para este ou aquele, porque é bom ou mau. Segundo ele, o APU optou, contra ventos e marés, porque não deixa de ser por uma questão de justiça. E as questões, então, de estratégia política, ideológica ou de ideais de Kumba Ialá, não requeriam uma justa ponderação antes do acto?

Já está confirmado que tudo que gravita à volta dos números é romance para os "apuanos". O APU-PDGB revelou uma grande insensibilidade em relação ao facto de se ter frustrado os anseios políticos do seu eleitorado, logo ao virar da esquina. 

Mas, a pergunta se persiste na boca do povo é a seguinte: APU-PDGB, sendo um partido centralizado na figura do seu líder e vocacionado e focalizado, inclusive, nas presidenciais, qual a garantia de o PAIGC apoiar a candidatura de Nuno Nabiam, logo à primeira volta?



HOSPITAL NACIONAL SIMÃO MENDES: DIABÉTICOS PEDEM SOCORRO


Já chega de tantas mortes de pacientes diabéticos neste hospital. Qual tem sido a causa desta epidemia? Podemos responder que ainda não estamos em condições de apresentar dados estatísticos sobre este flagelo, mas acreditamos que o senso comum tem razão quando diz que tudo isso resulta sobretudo da falta de experiência dos médicos nacionais jovens, que recusam acompanhamento dos seus mestres.

O que tem acontecido de facto neste hospital é que os pacientes diabéticos quando são atendidos, sofrendo de outras doenças (paludismo, febre amarela ou outras doenças tropicais negligenciadas), são-lhes, tipo chapa cinco, medicados, como se fossem pacientes desidratados (com diarreia), a necessitar directamente, sem outras contemplações, de ser administrado soro com glicose, o que naturalmente acaba por agravar a situação dos doentes diabéticos, provocando-lhes morte imediata. 

Dois tipos de diabetes:

diabetes tipo 1 é resultante da destruição autoimune das células produtoras de insulina. O diagnóstico desse tipo de diabetes acontece, em geral, durante a infância e a adolescência, mas pode também ocorrer em outras faixas etárias.
Já no diabetes tipo 2, o pâncreas produz insulina, mas há incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Esse tipo de diabetes é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, acima do pesosedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação, mas também pode ocorrer em jovens.

O que você precisa de saber sobre os dois tipos mais comuns de diabetes:

No tratamento do diabetes, o ideal é que a glicose fique entre 70 e 100mg/dL.  A partir de 100mg/dL  em jejum ou 140mg/dL duas horas após as refeições, considera-se hiperglicemia e, abaixo de 70mg/dL, hipoglicemia. Se a glicose permanecer alta demais por muito tempo, haverá mais possibilidade de complicações de curto e longo prazo. A hipoglicemia pode causar sintomas indesejáveis e com complicações que merecem atenção.

sexta-feira, 29 de março de 2019

CENÁRIOS PÓS-ELEITORAIS: VISÃO POLÍTICA DE ARTUR SANHÁ

Ex-PM  Dr. Artur Sanhá
Esta é o resumo da entrevista do ex-Primeiro-ministro Dr. Artur Sanhá à chegada ao aeroporto de Dakar/Senegal, (via facebook), antes da votação ocorrida no do dia 10 de Março. Argumentou o político que os 4 (quatro) anos passaram sem resultados políticos palpáveis. Durante esse período, o povo ficou dividido, desorganizado e dessintonizado. Falou do cenário do PRS ganhar as legislativas e não ponderou que o MADEM-G15 pudesse obter um óptimo resultado. Mas, para ele, o pior cenário seria a vitória do PAIGC. Ponderou que com a vitória do PAIGC, quem seria o Primeiro-ministro é lógico que fosse o cabeça de lista, Eng. Domingos Simões Pereira. Assim sendo, recordou Sanhá que todos nós assistimos os sentimentos de aversão política existentes entre JOMAV e DSP (entre Presidência da República e o PAIGC). 

O ex-Primeiro-ministro Artur Sanhá, disse ainda, caso o DSP for nomeado Primeiro-ministro, temos questões pendentes com relação ao processo de "Resgate" e vários relatórios de auditorias feitos. Pergunta: como esta situação poderá ser gerida pelos partidos políticos, Assembleia da República e a Procuradoria da República? Para ele, tudo isso poderá trazer de novo, à ribalta, quezílias políticas anteriores. E nesse caso, a Mesa Redonda não chegará , não haverá financiamento estrangeiro, não haverá fábricas, nem política de habitação, saúde, educação, etc. A crise aumentará e a estagnação económica.

E conclui dizendo que encara com bons olhos a solução encontrada pela ONU para Timor Leste, em que se criou o programa de Transição Assistida para antiga colónia portuguesa do oriente.

Acredita Sanhá que só com estabilidade, bom relacionamento pessoal e institucional entre Primeiro-ministro e Presidente da República, poderá a Guiné-Bissau beneficiar de ajuda externa.

Na outra vertente, a recandidatura do DSP como cabeça de lista pode ser encarada como uma afronta ao PR. Os jovens estão a aprender com ele a desrespeitar o PR. Portanto, quando chegar a vez dele, faremos o mesmo.

quinta-feira, 28 de março de 2019


PRS: AS CONSEQUÊNCIAS DOS RESULTADOS ELEITORAIS

Presidente do PRS: Alerto Nambeia
Sori Djaló vai exigir que a Comissão Política tenha lugar em Bissau. Os dois devem reunir-se amanhã em Bissau. a reunião está marcada para UAQUE. Dentro de dois dias, dia 30 de Março os dirigentes do Partido da Renovação Social vão reunir a Comissão Política do partido para analisar os resultados eleitorais. Em partidos democráticos, muita coisa já seria conhecida, mas tudo está em segredo. É uma reunião que está a ser preparada com alto secretismo, sobretudo por parte de Alberto Nambeia, presidente do partido eleito no Congresso de Gardete em 2017.

Até a data presente, Alberto Nambeia ainda não reuniu o presidium do partido. A Direcção não é tida nem achada na preparação do encontro. A derrota eleitoral está a ter consequências graves no partido. O que é de conhecimento público, Alberto Nambeia teve um encontro informal com Florentino Mendes Pereira, Secretário-geral, também eleito no Congresso de Gardete. O próprio Florentino não reuniu o Secretariado do partido que compõem diferentes estruturas do partido. Deste encontro entre os dois, ninguém sabe o que foi decidido. Depois, Alberto reuniu com Orlando Viegas, Director da Campanha e que em tempos, se diz um dos vice-presidentes do partido.

Os restantes membros da Direcção foram ignorados. Certório está doente e pouco activo. Jorge Malú caiu na lista dos suspeitos. Serifo Djaló em função dos resultados eleitorais perdeu espaço. O mesmo aconteceu a Martina Moniz que nem o parlamento vai na presente legislatura. Lassana Fati perdeu espaço há muito. Ele e Florentino Mendes Pereira foram às principais vítimas da chegada de Botche Candé. Alberto Nambeia passou a orquestrar a reunião sozinho e com seus elementos de confiança. A primeira mnaior dúvida é a ordem do dia.

Ninguém da Direcção sabe qual é a ordem do dia. Existem apenas projecções para críticas e confrontações. Não haverá qualquer pedido de demissão. Esta é a única certeza existente a entrada para a reunião.

A seguir, o local. Todos estão a ouvir que a reunião terá lugar em Uaque (propriedade de Malam Sambú), aquele que se o PRS tivesse vencido, seria o seu Primeiro-ministro. O intermediário do PRS com os chineses e com Fernando Dias incluído. Muitos no PRS questionam o porquê da reunião ter lugar naquela localidade. Não há ninguém para responder. Não houve nenhuma decisão. As reuniões desta natureza, o PRS sempre fez nos hotéis da capital.

Depois, outras estratégias maquiavélicas. Os assumidos opositores de Alberto Nambeia, serão confrontados. Serão questionados o porquê de tamanha pressão para Nambeia demitir. Depois, vai-se votar. Se votará o reforço dos poderes de Nambeia, através de dois modelos:

Ameaça do Conselho Nacional para a realização de um congresso extraordinário, onde domina e controla;
Ou uma moção de confiança para continuar a frente do partido.

A primeira vítima anunciada desta reunião, será o grupo de salvação liderado por Ibraima Sori Djaló. Terá resposta. Vão dizê-lo que não pertence a nenhum órgão do partido. Mas não será Sori Djaló apenas. A própria direcção verá certas figuras censuradas. Carmelita Pires, a recém-chegada ao partido e que preside o Secretariado das Mulheres e que nos últimos tempos tem sido bastante crítica com o partido, também vai ouvir das boas.

Fernando Correia Landim, outro crítico para visar. Artur Sanhá, idem. Muita expectativa a volta da resposta da direcção. Ela não existe, porque a Direcção do PRS nunca reuniu para ter uma posição una para os dirigentes e militantes. Se vai ouvir às justificações de Nambeia, Florentino e Orlando. Talvez mais alguém para reforçar. Depois, os homens de Nambeia terão palavra. Para dizer o que Nambeia não souber dizer.

No final vai-se produzir um documento que todos os críticos irão subscrever. Prometer que o PRS fará oposição e que se manterá fiel ao acordo de incidência parlamentar com MADEM-G15.

Fonte: Doka Internacional