segunda-feira, 15 de junho de 2015

NIGÉRIA LIDERA RANKING DOS MERCADOS DE FRONTEIRA

A nova edição do ranking anual dos mercados de fronteira (mercados emergentes), que suscitam interesse por parte das grandes multinacionais, foi publicada pelo Wall Street Journal. A Nigéria ocupa a primeira posição a nível mundial, à frente da Argentina e da Arabia Saudita. No continente africano, os nigerianos são seguidos pelo Quénia e por Angola.
 
Publicado pelo Wall Street Journal, o estudo anual do gabinete de consultadoria Frontier Strategy Group anunciou os resultados. Na base do ranking está a recolha de informação feita junto de 200 multinacionais, como Coca-Cola, Novartis, General Electric ou Dell. O estudo avalia, desta forma, o nível de interesse manifestado pelas grandes multinacionais americanas e europeias em 'mercados de fronteira' em todo o mundo.
 
A classificação incorpora dois elementos principais: se por um lado é avaliado o sentimento atual das multinacionais que estão inseridas em mercados de fronteira, por outro analisa-se a evolução do interesse das organizações nesses mercados.
 
Com base na percentagem de multinacionais interrogadas, o estudo identifica também os ‘mercados promissores’, ou seja, onde as organizações veem possibilidade de entrar. Com destaques regionais muito específicos, a África subsaariana é considerada, sem surpresa, o mercado mais promissor, com nove países que geram maior interesse mundial numa lista de vinte.
 
Considerada há pouco tempo a maior economia africana, a Nigéria acaba de ser coroada pelas multinacionais americanas e europeias como o maior mercado de fronteira, com uma percentagem de 29,57%, seguido pela Argentina (25,54%), pelo Vietname (24,72%) e pela Arábia Saudita (24,69%). No Top 10 estão ainda Angola, Gana e Quénia.
 
Em comparação com o estudo elaborado em 2013, uma das conclusões que se podem tirar é que há países que estão a perder interesse, como é o caso da Argélia, e outros que sobem a uma velocidade vertiginosa - casos de Angola, Nigéria, Costa do Marfim e Zâmbia. Fonte: Aqui