sábado, 31 de março de 2018

EDIL DE DAKAR CONDENADO A CINCO ANOS DE PRISÃO

 
Dakar, Senegal (PANA) - O presidente da Câmara Municipal da capital senegalesa, Khalifa Sall, foi condenado sexta-feira a cinco anos de prisão efetiva pelo Tribunal Correcional de grande instância de Dakar, onde esteve a ser julgado por desvio de fundos públicos de um bilião e 800 mil francos CFA.

À frente da municipalidade de Dakar desde 2009, Khalifa Sall foi igualmente condenado a pagar uma multa de cinco biliões de francos CFA, num processo em que o procurador da República, Serigne Bassirou Guéye, requereu em março passado sete anos de prisão e cinco biliões e 49 milhões de francos CFA de multa.

Por seu turno, o agente judicial do Estado, Antoine Diome, reclamou seis biliões e 83 milhões de francos CFA de indemnização.

"Os danos não são apenas materiais. Pedimos como reparação um bilião e 830 milhões de francos CFA pelo prejuízo material e, no plano moral, a soma de cinco biliões", declarou Diome diante do tribunal.

O julgamento de Khalifa Sall e dos seus co-acusados de cumplicidade arrancou a 3 de janeiro último diante do Tribunal correcional de grande instância de Dakar depois dum primeiro adiamento em dezembro.

Detido a 7 de março de 2017, o edil de Dakar foi inculpado em maio e colocado em prisão preventiva na Cadeia Central da capital senegalesa com sete dos seus colaboradores acusados de cumplicidade.

Os seus advogados e os seus apoiantes denunciam uma perseguição política, acusando o poder instituído de procurar desembaraçar-se dum rival potencial do chefe de Estado, Macky Sall, nas próximas eleições presidenciais previstas para fevereiro de 2019.

Várias vezes ministro sob o regime do Presidente Abdou Diouf, Khalifa Sall é um dos principais dirigentes duma revolta interna contra o secretário-geral do seu Partido Socialista (PS), Ousmane Tanor Dieng.

De 61 anos de idade, Sall apenas militou no Partido Socialista do qual dirigiu o Movimento dos Alunos e Estudantes (MEES) e estava a ser apresentado como favorito para a sucessão de Ousmane Tanor Dieng que se comprometeu a deixar a liderança do partido depois da sua derrota nas presidenciais de 2012.