domingo, 16 de julho de 2017

“DJURTUS” DERROTADOS EM CASA [1-3] PELA GUINÉ-CONAKRI

A seleção nacional de futebol composta por jogadores que disputam o campeonato local foi derrotada este sábado, 15 de Julho 2017, por 1-3 pela congénere da Guiné Conakri, no jogo da primeira mão da eliminatória para “CHAN 2018” a disputar-se no Quénia.
 
O único golo da turma nacional foi apontado por Juca, o avançado de Lagartos de Bambadinca aos 68 da partida, quando ainda estavam em desvantagem por uma bola a zero.
 
Sem grande apoio do público nas bancadas do estádio nacional 24 de Setembro, a seleção nacional entrou apática e sem ideias do jogo e foi apanhado de surpresa pela seleção da vizinha Conakri que protagonizou uma excelente partida de futebol e dominou todo o encontro que acabou por traduzir em três golos sobretudo na segunda parte do jogo.
 
Na verdade, a selecção nacional composta apenas por jogadores que militam no futebol interno queixou-se das más condições físicas resultante das péssimas condições em que prepararam o encontro, uma vez que só entraram em estágio há dois dias do jogo.
 
O avançado da selecção nacional, Edi Pedro desperdiçou a maior oportunidade de golo na primeira parte, aos 17 minutos o avançado apareceu sozinho na cara de guarda-redes e colocou a bola ao lado de poste direito da baliza.
 
A partir desse momento os Conakri guineenses aumentaram a intensidade no jogo através de jogadas bem organizadas desde a sua zona defensiva e criaram várias oportunidades de golo na primeira parte e muitos não entraram pela culpa de guarda-redes da turma nacional, Carlos Correia (Casilas) que fez uma excelente partida, que resultou na sua eleição como melhor homem por parte da turma nacional.
 
Na segunda parte, a seleção visitante aumentou a intensidade no jogo através de circulação de bolas e jogadas criteriosas de trás para frente. Povoaram mais homens no meio campo e circularam a bola em toda largura do rectângulo do jogo e penetravam a área da turma nacional com facilidade.
 
Aos 57 minutos a seleção visitante abriu o marcador por intermédio de camisa número 10, Seide Bá Camará, depois de receber um passe soberbo de Ibraim Seicoum Bangoura que tirou dois homens de caminho. Por culpa de uma total desorganização defensiva da selecção nacional, Seide Bá Camará apareceu sozinho na cara de Casilas, depois deste ter defendido a primeira tentativa do avançado, encostou o esférico para fundo das redes e colocou a sua equipa pela primeira vez em vantagem.
 
Volvidos onze minutos depois, aos 68 minutos, o recem entrado, Juca que precisou apenas de cinco minutos no campo para restabelecer a igualdade. O avançado recebeu um passe de Toni da Silva numa jogada iniciada por Erikson que interceptou um passe mal executado por guarda redes de Conakri e sem perder tempo deu para Toni que passou por um defensor e na linha de fundo fez um passe rente ao relvado para Juca que só tinha para fazer o que era mais fácil, encostando o esférico para fundo das malhas.
 
A reação Conakri guineense não fez por esperar, aos 75 minutos, Mohamed Camará que acabava de entrar e na sua primeira intervenção no lance, fez o 1-2, aproveitando a passividade da defensiva de “Djurtus”. E Seco Bangourá fechou a contagem por 1-3, aos 77 minutos na transformação de uma grande penalidade bem executada.
 
Nos minutos finais, Guiné-Conakry podia dilatar a vantagem, mas graças a guarda-redes, Casilas que fez excelentes defesas que acabaram por impedir muitas tentativas dos visitantes.
 
A derrota coloca os “Djurtus” em desvantagem para o jogo da segunda mão a disputar-se no próximo sábado, em Conakry. A selecção nacional é agora obrigada a vencer por duas bolas a zero, no próximo jogo, para poder seguir em frente. Um feito difícil, mas que é possível, segundo o seleccionador nacional, Pedro Dias, que disse acreditar que tudo é possível.
 
Pedro Dias disse a experiência da turma visitante foi muito determinante no resultado. Segundo disse “naturalmente quem tem mais andanças acaba por vencer essas partidas”.
Dias queixou-se das condições das relvas que ao seu ver estão muito alto e acabaram por criar algumas dificuldades aos seus rapazes.
 
Por seu lado, o selecionador de Guiné Conakri, Kanfory Bangoura disse que gostou da atuação dos seus jogadores e do resultado, mas garante que nada ainda está resolvido, uma vez que falta o jogo da segunda mão em Conakri. Pelo que garantiu que vão encarar a partida com mesmo objetivo, respeitando o adversário.
 
“Penso que é uma equipa [da Guiné-Bissau] fisicamente um pouco fraca, mas são bons no plano técnico e táctico e mostraram um elevado plano de precing”, constatou o selecionador da equipa visitante.
 
 
Por: Alcene Sidibé
Fotos: Marcelo N’Canha Na Ritche