Bamako,
- O Governo maliano apelou à comunidade internacional para assumir as suas
responsabilidades face às acções dos grupos armados no norte do Mali, nas
vésperas da abertura do diálogo inclusivo inter-maliano prevista para
quarta-feira em Argel (Argélia).
Num
comunicado oficial, cuja cópia foi transmitida à PANA, o Governo indica que
informações seguras dão conta de concentrações militares e de avanços de tropas
de grupos armados em várias localdiades do norte do Mali.
"Estes
actos são inadmissíveis pois constituem violações do acordo de cessar-fogo de
24 de Maio de 2014 e das resoluções pertinentes do Conselho de Segurança das
Nações Unidas. Eles acontecem a alguns dias da abertura do diálogo inclusivo
prevista para 16 de Julho de 2014 em Argel ", acrescenta o
comunicado.
Face
à gravidade da situação, o Governo apela à comunidade internacional,
nomeadamente, à Missão Multidimensional das Nações Unidas para a Estabilização
do Mali (MINUSMA), para constatar estes factos e assumir as suas
responsabilidades, em conformidade com as disposições do acordo de cessar-fogo
e a resolução 2164 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a protecção,
sublinha o texto.
O
Governo do Mali assegurou às populações que ele tomará todas as medidas à sua
disposição para evitar uma escalada que constituiria uma ameaça à sua
tranquilidade neste mês abençoado de Ramadão, indica o comunicado.
Grupos
armados liderados pelo Movimento Nacional para a Libertação de Azawad (MNLA -
independentista) ocupam a cidade de Kidal desde a debandada do Exército maliano
a 21 de Maio de 2014.
Fruto
desta vitória, os grupos armados tentam actualmente instalar-se de novo em várias
localidades do norte do Mali (Tombouctou, Gao e Kidal) que eles ocuparam
durante quase 10 meses, a partir de Março de 2012. Eles foram expulsos pelas
forças francesas, pelas forças africanas e pelo Exército maliano a partir de
Janeiro de 2013. Fonte: Aqui