Várias dezenas de pessoas manifestaram-se esta sexta-feira em
frente da Embaixada da Palestina na capital senegalesa, Dakar, para denunciar
os ataques aéreos israelitas contra a Faixa de Gaza.
Entres os manifestantes figuravam intelectuais, membros da sociedade civil,
defensores dos direitos humanos, associações islâmicas e militantes de partidos
políticos que apelaram ao Senegal para suspender as suas relações
diplomáticas com o Estado hebraico.
Iniciados na última segunda-feira, em represália aos disparos de foguetões
saídos da Faixa de Gaza, os ataques aéreos israelitas fizeram mais de 90
mortos, 500 feridos até quinta-feira, segundo fontes palestinas.
Intervindo durante a manifestação, o responsável do Círculo dos
Intelectuais Senegaleses (CIS), Malick Ndiaye, pediu o encerramento da
Embaixada de Israel no Senegal até ao fim dos ataques.
"Pedimos a rutura das relações diplomáticas com Israel até à cessação
dos massacres", disse Ndiaye, instando o Presidente senegalês, Macky
Sall, a não fazer "menos" do que os seus predessores sobre a
questão palestina.
Vários outros oradores usaran a palavra para denunciar os “massacres do
povo palestino” pelo Exército israelita.
O embaixador da Palestina no Senegal,
Abderahim Al Fara, saudou o apoio do povo senegalês ao seu país e desejou a
intervenção do Governo do Senegal.
"Espero uma comunicação muito forte do Governo senegalês. É o momento
de fazê-la. Convido o Senegal a fazer o seu possível para a cessação deste
massacre", declarou.
Fonte: Aqui