quinta-feira, 30 de outubro de 2014

MOÇAMBIQUE: RENAMO DIZ QUE NÃO RECONHECE OS RESULTADOS E QUE VAI IMPUGNAR

A Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), principal partido de oposição, rejeitou hoje os resultados das eleições gerais do passado dia 15 em Moçambique, considerando-os fraudulentos e garantiu que vai impugnar a votação.
 
«Não reconhecemos estes resultados, porque foram fraudulentos, com certeza que vamos impugnar», disse o mandatário da Renamo, André Majibire, aos jornalistas, imediatamente após o anúncio pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) dos resultados preliminares das eleições gerais.
 
«Aqui não houve eleições, o que aconteceu foram roubos, todo o mundo testemunhou, houve um roubo. Estes resultados são fraudulentos, o verdadeiro vencedor é a Renamo, vamos impugnar, vamos até as ultimas consequências», afirmou Majibire.
 
O mandatário do principal partido da oposição apontou a alegada violência policial contra membros dos partidos da oposição e o registo de tentativas de enchimentos de urnas com boletins pré-marcados, como exemplos de uma alegada fraude.
 
André Majibire afirmou que a Renamo vai impugnar os resultados das eleições gerais no Conselho Constitucional, tendo já feito uma reclamação na CNE.
 
A Frelimo ganhou as eleições gerais em Moçambique, com uma maioria absoluta de 55,97% no parlamento, e o seu candidato, Filipe Nyusi, venceu as presidenciais com 57,03%, segundo os resultados oficiais preliminares hoje divulgados pela CNE.
 
A Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) conserva o estatuto de maior partido de oposição, obtendo 32,49% nas legislativas e o seu líder, Afonso Dhlakama, 36,61% nas presidenciais, enquanto o MDM (Movimento Democrático de Moçambique) consolida a posição de terceira força, com 7,21% no parlamento e 6,36% do seu candidato, Daviz Simango, na corrida à sucessão do atual chefe de Estado, Armando Guebuza.
 
A Frelimo terá 144 deputados na Assembleia, menos 47 do que o atual grupo parlamentar, a Renamo aumenta a sua presença de 51 para 89 mandatos e o MDM passa de oito para dezassete.
 
A abstenção foi de 51,51% nas legislativas e de 51,36% nas presidenciais.
Os resultados oficiais preliminares hoje apresentados são o fim de um processo de apuramento iniciado a 15 de outubro nas cerca de 17 mil mesas de voto em todo o país, prosseguindo aos níveis distrital e provincial, antes do pronunciamento final da Comissão Nacional de Eleições e que terá de ser ainda validado pelo Conselho Constitucional.
 
Mais de dez milhões de moçambicanos foram chamados a 15 de outubro para escolher um novo Presidente da República, 250 deputados da Assembleia da República e 811 membros das assembleias provinciais.
 
No escrutínio concorreram três candidatos presidenciais e 30 coligações e partidos políticos. Fonte: Aqui