sábado, 25 de outubro de 2014

PANTOMINEIRO…

Três meses após a sua tomada de posse como Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira anda a vender o seu peixe pelo interior do país, acompanhado de corpo diplomático acreditado na nossa terra.
 
Para quê? Dizem eles para preparar mesa redonda do “monopólio de mercado de consumidores” ao empresariado tuga. Ou será que a estratégia consista em mostrar-lhes a “utilização prática” das doações internacionais a Guiné-Bissau, durante os quarenta anos da governação do PAIGC? Digam-me que não é caixa-de-ressonância do “jugo estrangeiro”… Aonde é que já se viu “diplomatas” envolvidos em atividades nacionais dos governos dos países de acreditação? Só na “República das Bananas”! Nos seus olhares é flagrante o temor pelo povo que o elegeu. Saltita, mas está na cara que não tem ideias nenhumas para o país. É tudo “pronto à vestir” importado do estrangeiro (Portugal, Angola e Cabo Verde)! Como estava a dizer, esta digressão é uma paródia e uma espécie de simulacro, lero lero “para o boi dormir”. Nfala, Matchu, bu tene rabu di padja! Por um nado, presume-se que o seu receio de viajar “sozinho”, sem uma “bengala”, esteja relacionado com o efeito da propaganda hostil que a sua legião tem vindo a espalhar no exterior (Portugal, Angola e Cabo Verde) contra o Estado da Guiné-Bissau. Vejam só: se não viaja com o PRS ao colo, resguarda-se com os diplomatas estrangeiros. O PAIGC propriamente dito, não parece estar contemplado nos seus planos. Porquê? “Contra os fatos não há argumento”, mas ele ainda persistem em “fuite en avent” …
Dizem, os entendidos, que a liberdade é uma planta que nasce depressa quando ganha raízes. Na nossa terra, as lagartixas transformam-se depressa em crocodilos e monstros. Em política, dificilmente seguimos o provérbio que diz “de pequenino se torcer o pepino”. Agimos apenas quando o bicho toma conta da pessoa, quando o despotismo se extravasa pelas ventas do líder. Quem não sabe que Matchu, nunca militou na JAAC, contudo apregoe, sem vergonha na cara, ter filiado nessa organização juvenil do PAIGC. A sua entrada no PAIGC data de 2000, e como simpatizante, o que diferente de ser militante daquele partido libertador. Agora, para o seu enquadramento forjado como presidente do PAIGC, foi levado, num certo dia, no berço, à residência de Aristides Ocante, a fim de poder participar nas reuniões com vista a sua eleição. Mesmo assim o dito-cujo não conseguiu entrar, à primeira, para nenhum órgão por falta de participação ativa nas atividades preparatórias. Terá passado a militante do PAIGC, desde quando a ponto de liderar esse partido? Não é por acaso que os seus apoiantes, constantemente, suplicam pela paz e para que legislatura consiga chegar ao fim, referindo-se apenas ao Primeiro-ministro e em momento nenhum ao PAIGC. Esta liderança não será fruto de suborno? Senão, como se explica o atual desconexão entre a direção do partido PAIGC e suas estruturas? Ainda duvidam que Domingos Simões Pereira seja militante da CPLP no PAIGC?