«África não pode conseguir o seu desenvolvimento sem infraestruturas», declarou, em Adis Abeba, o diretor da Comissão da União Africana (CUA) para os Assuntos Económicos, René Kouassi N’guéttia.
N’guéttia fez esta declaração por ocasião de uma reunião de peritos, em prelúdio à oitava Conferência Anual dos Ministros Africanos da Ecomomia, das Finanças e do Planeamento.
Discursando sobre o «estatuto da integração», e sobre como «acelerar o processo de integração pelo desenvolvimento das infraestruturas», N’guéttia declarou que o continente nunca conseguirá alcançar o desenvolvimento sem infraestuturas adequadas. A falta destas tem um impacto no crescimento económico e na competitividade das empresas, explicou o responsável africano, instando o continente a dar prioridade a este tipo de desenvolvimento.
O diretor da CUA para os Assuntos Económicos sublinhou que África tem um caminho a percorrer em matéria de infraestruturas, deplorando que, no continente, apenas 16% de estradas sejam asfaltadas (contra 75% na Ásia), por exemplo. Por outro lado, dois terços dos países africanos sofrem de escassez ou falta de eletricidade. Citando um estudo recente, o perito declarou que é preciso investir anualmente 73 mil milhões de dólares para colmatar o défice infraestrutural de África. A seu ver, a ajuda ao desenvolvimento não basta para compensar este défice, e os apoios exteriores não são um «remédio milagroso» para o desenvolvimento de África, sendo necessário recorrer a financiamentos inovadores.
«África não deve continuar no cais; deve apanhar o comboio do financiamento inovador. O desafio é enorme e há vários programas ambiciosos na agenda de 2063», recordou. «E é preciso fazer alguma coisa para que se encontrem, a nível africano, estes financiamentos inovadores de que o continente precisa para se por em marcha», acrescentou.
Segundo um documento distribuído aos peritos durante esta reunião, «África é a região do mundo onde o défice em termos de infraestruturas económicas eficientes levanta o maior problema para o desenvolvimento de um potencial industrial e económico eficaz». As infraestruturas são assim indispensáveis para alavancar e libertar África em matéria de industrialização, com vista a um crescimento económico sustentável e inclusivo, favorável à transformação económica, lê-se no mesmo documento.
O mau estado das infraestruturas e a ausência de conectividade entre as regiões implicam custos elevados para as indústrias, diminuindo assim a sua competitividade e limitando o acesso aos mercados regionais de África, de acordo a mesma fonte.
N’guéttia fez esta declaração por ocasião de uma reunião de peritos, em prelúdio à oitava Conferência Anual dos Ministros Africanos da Ecomomia, das Finanças e do Planeamento.
Discursando sobre o «estatuto da integração», e sobre como «acelerar o processo de integração pelo desenvolvimento das infraestruturas», N’guéttia declarou que o continente nunca conseguirá alcançar o desenvolvimento sem infraestuturas adequadas. A falta destas tem um impacto no crescimento económico e na competitividade das empresas, explicou o responsável africano, instando o continente a dar prioridade a este tipo de desenvolvimento.
O diretor da CUA para os Assuntos Económicos sublinhou que África tem um caminho a percorrer em matéria de infraestruturas, deplorando que, no continente, apenas 16% de estradas sejam asfaltadas (contra 75% na Ásia), por exemplo. Por outro lado, dois terços dos países africanos sofrem de escassez ou falta de eletricidade. Citando um estudo recente, o perito declarou que é preciso investir anualmente 73 mil milhões de dólares para colmatar o défice infraestrutural de África. A seu ver, a ajuda ao desenvolvimento não basta para compensar este défice, e os apoios exteriores não são um «remédio milagroso» para o desenvolvimento de África, sendo necessário recorrer a financiamentos inovadores.
«África não deve continuar no cais; deve apanhar o comboio do financiamento inovador. O desafio é enorme e há vários programas ambiciosos na agenda de 2063», recordou. «E é preciso fazer alguma coisa para que se encontrem, a nível africano, estes financiamentos inovadores de que o continente precisa para se por em marcha», acrescentou.
Segundo um documento distribuído aos peritos durante esta reunião, «África é a região do mundo onde o défice em termos de infraestruturas económicas eficientes levanta o maior problema para o desenvolvimento de um potencial industrial e económico eficaz». As infraestruturas são assim indispensáveis para alavancar e libertar África em matéria de industrialização, com vista a um crescimento económico sustentável e inclusivo, favorável à transformação económica, lê-se no mesmo documento.
O mau estado das infraestruturas e a ausência de conectividade entre as regiões implicam custos elevados para as indústrias, diminuindo assim a sua competitividade e limitando o acesso aos mercados regionais de África, de acordo a mesma fonte.