O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Luís Vaz Martins, disse esta sexta-feira terem sido reconhecidos dois ativistas do terreno em vez dos de gabinete com o Nobel da Paz, o que "enche de orgulho" a organização guineense.
Para Vaz Martins, a atribuição do premio Nobel da Paz à ativista paquistanesa Malala Yusafzai e ao indiano Kailash Satyarthi, encoraja organizações como a Liga Guineense dos Direitos Humanos "na luta para a dignificação da pessoa humana".
"Foram premiados os ativistas do terreno, que lidam diretamente com os problemas das pessoas e não dos de gabinete.
Congratulamo-nos com os dois laureados", disse Luís Vaz Martins. O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos destacou, no entanto, o facto de Malala Yusafzai ter sido distinguida "mesmo sendo uma criança" o que, disse, reforça a ideia de que para se ser ativista de causas cívicas "não é preciso ter uma idade determinada".
"A distinção de Malala é também um sinal claro contra o fundamentalismo e o radicalismo", observou Luís Vaz Martins, destacando também o facto de pela primeira vez "uma vítima de intolerância" ter sido agraciada com um Nobel da Paz.
Já a atribuição do prémio ao ativista indiano, Kailash Satyarthi, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, diz ser o reconhecimento do "grande trabalho" de uma pessoa pouco conhecida no mundo.
"Apesar de ser uma pessoa pouco mediatizada o seu grande trabalho tem todo mérito por ser a favor de milhares de crianças", defendeu Vaz Martins para quem o Nobel foi dado a duas pessoas "que o merecem por inteiro".
Para o líder da organização guineense a atribuição do Nobel da Paz aos dois ativistas "é a mudança de paradigma" o que, observa, contrasta com "o erro" que foi a distinção em 2009 dada ao presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama. Fonte: Aqui