quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

TRABALHO INFANTIL E JUVENIL AFETA 39% DAS CRIANÇAS DA GUINÉ-BISSAU, DIZ INE

O trabalho infantil e juvenil afeta 39% das crianças da Guiné-Bissau com idade entre os 5 e os 17 anos, anunciou esta quarta-feira o diretor-geral do Instituto Nacional de Estatística (INE) da Guiné-Bissau, Suandé Camará.
 
«Constatámos que 39% das crianças que conseguimos registar neste inquérito junto das famílias trabalham», referiu num encontro com diversas entidades para apresentação dos resultados de um levantamento promovido pelo ministério do Trabalho e pelo INE da Guiné-Bissau.
 
O inquérito abrangeu 433 mil crianças, repartidas de forma quase idêntica entre zonas urbanas e rurais, mas 52,2% das que desenvolvem algum tipo de atividade económica estão fora das cidades. A situação na região de Cacheu (no Norte do país) é a «mais preocupante», referiu Suandé Camará, seguindo-se Quinara (Sul), Oio (Centro) e Gabu (Leste).
 
No inquérito revela-se também que o trabalho infantil e juvenil é sobretudo masculino (40,4%).
 
Num apelo dirigido ao governo guineense, o diretor do INE refere que «é altura de tomar medidas concretas», face aos dados revelados. E, presente na cerimónia, o diretor-geral do Trabalho, Fernando Dias, prometeu ação: «uma criança que tenha passado a infância a trabalhar é um adulto no desemprego», referiu. Sem escolaridade, trata-se de «uma pessoa que não pode estar à altura de aproveitar todas as suas potencialidades, para sua utilidade e para a sociedade a que pertence», acrescentou.
 
Depois de anunciados os resultados do inquérito, Fernando Dias refere que, numa segunda fase, vão ser concebidos «planos precisos que vão até à retirada de crianças que se encontram a trabalhar», concluiu. Fonte: Aqui