O Brasil foi aprovado com potencial membro fundador do novo banco internacional proposto pela China, o Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB), anunciou o ministério chinês das Finanças no domingo.
Quatro outros países ocidentais (Dinamarca, Finlândia, Holanda e Geórgia) obtiveram idêntico estatuto, elevando para 46 o número dos potenciais fundadores do AIIB, indicou a mesma fonte.
Apesar da inicial resistência de Washington, que começou por encarar o AIIB como um desafio à ordem financeira internacional, mais de uma dezena de países ocidentais, entre os quais Portugal, aderiram à iniciativa chinesa.
Os membros fundadores, que apresentaram o pedido de adesão até ao final do mês passado, poderão participar na definição das regras do novo banco, enquanto os que aderirem depois daquela data terão apenas direito de voto.
Pelo menos três países (Islândia, Israel e Portugal) formalizaram a adesão no dia 31 de Março.
Com um capital inicial de 50.000 milhões de dólares e sede em Pequim, o AIIB deverá ser formalmente estabelecido até ao final deste ano.
Entre as grandes economias mundiais, apenas os Estados Unidos e o Japão estão ausentes, mas no final de Março, após uma visita à China, o secretário norte-americano do Tesouro, Jacob Lew, indicou que Washington estava disponível para acolher o novo banco.
Reino Unidos, Luxemburgo, Espanha, Suíça, Alemanha, França e Itália também aderiram à iniciativa, anunciada pelo presidente chines, Xi Jinping, e subscrita em Outubro passado por 21 países.
Estatísticas citadas na imprensa chinesa indicam que nesta década, a Ásia-Pacífico precisará de investir 8.000.000.000.000 de dólares (8 biliões) para melhorar as suas infra-estruturas.
Bangladesh, Birmânia, Brunei, Cambodja, Cazaquistão, China, Filipinas, Índia, Indonésia, Kuwait, Laos, Malásia, Mongólia, Nepal, Omã, Paquistão, Qatar, Singapura, Sri Lanka, Tailândia e Vietname foram os primeiros proponentes do AIIB.
Lusa