sábado, 23 de novembro de 2013

ANGOLA: JOVEM MORTO PELA UGP POR TER PANFLETOS DE CASSULE E KAMULINGUE

Luanda - O cidadão angolano Wilbert Ganga, 28 anos, foi raptado, nas primeiras horas de sábado (23) e posteriormente assassinado a tiro por militares indenticados como sendo da Unidade da Guarda Presidencial ao ser flagrado com pósteres com as imagens dos malogrados Isaias Cassule e Alves Kamulingue.
O jovem que era militante da CASA-SE e encontrava-se com outros companheiros quando a sede daquele partido, na Maianga, foi invadida pelos militares angolanos. “O Ganga jovem foi separado e levado pela UGP, antes de ter sido morto”, refere o blog da organização reconhecendo que “a situação esta aquilo que se previa do MPLA, intimidação, repressão e matanças”.
 Felix Miranda, membro desta organização descreve que os executores “invadiram a sede da CASA-CE na Maianga, prenderam o deputado da Assembleia Nacional Leonel Gomes, numa altura em que se preparavam para colar panfletos em repudio aos assassinatos de Cassule e Kamulingue.”
 Sabe-se que para além de Secretario e Deputado Leonel Gomes, o Membro do Conselho Presidencial Xavier Jaime, o Secretario Executivo para a Mobilização e Organização Américo Chivukuvuku, estiveram   presos juntamente outros membros do Conselho Deliberativo, do Executivo e da Presidência da CASA-CE, assim como o Vice-presidente Alexandre Sebastião André.
 Em declarações à TSF, o líder da Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE), Abel Chivukuvuku confirmou que Wilbert Ganga foi morto e 67 pessoas continuam detidas, depois de terem estado a colar cartazes denunciando a morte de dois antigos militares.
Chivukuvuku faz a denúncia e diz que ele próprio foi detido por algum tempo. Tenta agora libertar as 67 pessoas que continuam nas instalações da polícia angolana.
O responsável acusa os efetivos da Unidade de Guarda Presidencial (UGP) de terem morto Wilbert Ganga, dirigente da Juventude Patriótica, ala juvenil do partido.
Abel Chivukuvuku promete não baixar os braços.
Ouvido pela agência Lusa, o comando geral da polícia nacional de Angola não confirma a morte do jovem e promete fazer uma declaração mais tarde.