quarta-feira, 29 de março de 2017

ÁFRICA CORRE O RISCO DE TORNAR-SE UMA COLÓNIA CHINESA - PRESIDENTE PARLAMENTO EUROPEU

A desinformação tem limite. O falso profeta das desgraças, António Tajani, presidente do parlamento europeu, está com dor de cotovelo da China. É preferível que África coopere mais com a china do que os países do velho continente(europa), visto que é uma cooperação transparente, por outro lado as desgraças que  assolam a África  até a data, são consequências do passado europeu nesse continente riquíssimo. A África não consegue se desenvolver por causa das politicas de austeridades impostas pelo FMI e Banco Mundial (instituições financeiras controladas pelo ocidente) e pela cooperação de gatunagem levada a cabo pela UE no nosso continente, a título de exemplo, acordos de pescas, exploração de recursos naturais e financiamentos  de projetos fictícios. O Kadafi  foi assassinado, porque tinha um plano de criar uma instituição financeira africana e uma moeda africana em alternativa ao dólar e ao franco CFA [1], para travar o seu plano inventaram uma guerra na Líbia para o liquidar fisicamente, isso ficou provado nos  emails de Hillary Clinton(ver notícia - O Ocidente reescreve o passado). A África tem sofrido imenso com as guerras criadas e financiadas pelo ocidente com o propósito de saquear as riquezas, a título de exemplo, a guerra na RDC(ver notícia - O Coltan e a guerra do Congo).  

O continente africano, um dos principais parceiros económicos da China, "corre o risco agora de tornar-se uma colónia chinesa", disse o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, na edição de hoje do jornal alemão Die Welt.

"A África arrisca a tornar-se hoje numa colónia chinesa, os chineses só querem as matérias-primas. A estabilidade não lhes interessa", afirmou Tajani.

As empresas chinesas estão a ter uma presença crescente em África há 20 anos, particularmente nos setores dos recursos naturais. Em 2015, o comércio entre o continente africano e a China foi estimado em cerca de 160 mil milhões de euros.

Questionado sobre a crise migratória e do fluxo de requerentes de asilo africanos que tentam chegar à Europa, incluindo da Líbia para a Itália, Tajani exortou a UE "a investir vários milhares de milhões (em África) e desenvolver uma estratégia a longo prazo".

"A África está numa situação trágica (...), se não forem resolvidos os problemas centrais de África, dez, 20 ou mesmo 30 milhões de imigrantes irão chegar à Europa em dez anos", sublinhou o presidente do Parlamento Europeu.

Antonio Tajani disse que é a favor de estabelecer em África "campos de acolhimento sob proteção da ONU e das forças armadas europeias", numa espécie de "cidades temporárias com hospitais e infraestrutura para as crianças, onde as pessoas pudessem viver temporariamente".

Depois de fechar a rota migratória dos Balcãs em março de 2016, os europeus querem resolver o quebra-cabeça do Mediterrâneo central, mas enfrentam a relutância dos seus parceiros africanos e da falta de interlocutores na Líbia, de onde parte a maioria dos navios com migrantes.

De acordo com a organização não-governamental espanhola Pro-Activa Open Arms, cerca de 250 migrantes africanos terão morrido no naufrágio de dois botes insufláveis, na semana passada ao largo da costa da Líbia.

CSR // VM