Bissau, 04 Jun 17 (ANG) – O Primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embalo defendeu no Sábado que o seu governo possui legitimidade para governa, uma vez que este reúne “o consenso de maioria, tal como recomenda as regras democráticas”.
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O primeiro-ministro reagia assim ao partir para a 51 Cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), de onde se aguarda sanções contra políticos e instituições guineenses em que estariam a bloquear a implementação do acordo de Conacri para a saída da crise que assola o país a mais de 2 anos.
Sobre este particular, Umaro Sissoco Embalo afirmou que o documento assinado pelos protagonistas da crise política na capital do país vizinho eh muito claro, infelizmente “alguns partidos” aos quais não citou eh que estarão a interpreta-lo mal.
“Diz claramente que o primeiro-ministro deve reunir consenso e ser da confiança política do Presidente da República”, esclareceu lembrando que eh o que se passa neste momento uma vez que a sua nomeação reuniu o beneplácito da maioria.
Segundo o chefe do executivo a solução para a saída deste imbróglio político apenas pode ser encontrada pelos guineenses, nomeadamente se os actores políticos renunciarem a arrogância e prepotência e sentarem-se a mesma mesa para o diálogo.
Questionado se não se sente com receio de eventuais sanções, o primeiro-ministro respondeu que a luz do concerto das nações, a CEDEAO não pode fazer nada e além do mais esta organização sub-regional já disse ter tomado boa nota das iniciativas do governo para a saída da crise política, ao convidar, sem sucesso, o PAIGC para o diálogo.
Em finais de Abril, uma missão da CEDEAO visitou a Guiné-Bissau tendo no final deixado advertência aos protagonistas da crise para no prazo de 30 dias implementarem o acordo de Conacri ou seriam alvos de sanções da organização comunitária. O prazo terminou dia 25 de Maio passado.
O acordo de Conacri recomenda entre outros pontos a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e formação de um governo entre os partidos políticos com base nas proporções das suas representações na Assembleia Nacional Popular e ainda a reintegração dos 15 deputados expulsos pelo PAIGC.
ANG/JAM