segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

CRIMINOSOS NA POLÍTICA E NOS PODERES. PORTUGAL TEM MAIS POBRES QUE EM 1974

O monstro e os filhos, conselheiros do moço de recados DSP.
Bocas do Inferno
 
Mário Motta, Lisboa
 
Em Outubro  deste ano a SIC publicava uma curta notícia (leia a seguir) que nos dava conta de existirem mais pobres em Portugal atualmente que há 40 anos atrás. A isso responde o nefasto governo e o nefasto PR Cavaco Silva que Portugal está a ir por bom caminho. Passos Coelho até teve a prosápia de afirmar que quem pagou a crise foram os mais ricos e não o mexilhão. Contudo os números, de que Cavaco e o governo tanto gostam quando lhes convém, demonstram exatamente o contrário. O que vem provar que estamos sob o poder de um PR e de um governo composto por flibusteiros.
 
Neste natal está a ser demonstrada uma vez mais a insensibilidade e o ostracismo a que os referidos poderes votam a enorme quantidade de pobres portugueses, talvez a começar pelos mais idosos e pelas crianças dependentes em grande parte desses idosos. Uma vez mais o governo decidiu sonegar aos aposentados as pensões com o respetivo subsídio de natal. A maioria dos idosos estava a contar com esse subsídio para pagar dívidas básicas como a água, a eletricidade, o gás, a farmácia, etc. E, já agora, se sobrasse algum da mísera quantia, fazer uma consoada junto com os seus dependentes: filhos desempregados e netos. Mas não, nada disso vai acontecer. Os dias são de fome e a noite de natal vai ser uma noite como qualquer outra – de barriga vazia porque umas côdeas de pão e um chá são só para enganar a fome.
 
Legítimo será perguntar como será a noite de natal daqueles que detêm os poderes, que nos acossam e nos mordem atirando-nos para a miséria. Grandes consoadas, com tudo do bom e do melhor! Grandes vidas sem que tal se justifique! O oposto dos milhões de portugueses atirados para a miséria! É que esses não têm (nunca tiveram) amigos banqueiros criminosos que lhes ofereçam de mão-beijada centenas de milhares de euros em ações. Nem banqueiros, construtores, amigalhaços e o que mais se imagina, que ofereçam ao longo da vida política milhões de euros – fora o que esses tais flibusteiros ainda recebem de pensões de reformas avantajadas e imorais. E etc. E se bem virmos é tudo à conta dos portugueses que no simples ato de comprar umas batatas pagam impostos. Fora o resto. Fora as restantes “taxas e taxinhas” e outras engenharias maquiavélicamente criadas pelos donos disto tudo, que visam e obtêm o debulho dos parcos rendimentos de milhões de portugueses.
 
A pobreza aumenta em números terríveis. Na percentagem contrária ao aumento da riqueza de todos aqueles flibusteiros que nas televisões só por hipocrisia vêm desejar bom natal e próspero ano novo aos portugueses, com palavras enganadoras de que Portugal e os portugueses estão melhores e que o futuro se vai mostrar risonho. Assim será, provavelmente, se os portugueses na miséria, na pobreza e esfomeados, souberem expulsar dos poderes a corja de flibusteiros que erradamente tem colocado nos lugares de decisão e governação da República. Uma República que tem estado na posse de uma súcia de criminosos. Sim, porque levar a fome e miséria a tantos portugueses é crime. É o contrário daquilo que Portugal homologou acerca dos direitos humanos nas Nações Unidas. Assim como o que consta na Constituição da República Portuguesa. Criminosos, pois. (MM / PG)
 
PORTUGAL COM MAIS POBRES QUE EM 1974
 
A percentagem de portugueses em risco de pobreza ou exclusão social aumentou de 2009 para 2010
 
Um em cada quatro portugueses está em risco de pobreza e quem recebe o salário mínimo ganha menos 12 euros do que em 1974 (descontando a inflação), indicam dados atuais divulgados pela base de dados Pordata.