Bissau - A normalização dos correios entre a Guiné-Bissau e Portugal é uma das principais novidades do serviço postal guineense no ano em que se prepara uma reestruturação da empresa, disse à agência Lusa o recém-nomeado director-geral, Filomeno Gomes Cuino.
Agora, a correspondência segue e é recebida de Portugal todas as sextas-feiras", dia dos voos directos entre Lisboa e Bissau realizados pela companhia Euro Atlantic, após negociação com o governo guineense, explicou.
Depois, em Lisboa, é feita a circulação da correspondência de Bissau para o resto do mundo e vice-versa.
Os correios além-fronteiras ficaram praticamente paralisados desde que a companhia aérea portuguesa TAP, com a qual os correios guineenses mantinham um protocolo, deixou de voar para Bissau, em Dezembro de 2013.
Desde então, a correspondência depositada na estação da capital passou a ser enviada após reunidas receitas de caixa suficientes para pagar às companhias Air Senegal ou Royal Air Maroc, as únicas que continuaram a servir o país, mas sem garantia sobre prazos de entrega.
Muitas das vezes, o balcão dos correios nem 2000 francos CFA (três euros) conseguia arrecadar por dia porque já eram poucas as pessoas que procuravam os seus serviços, relatava o diretor em Outubro.
Hoje, para além dos voos da Euro Atlantic, os Correios da Guiné-Bissau usam voos regionais de outras companhias para chegar aos países vizinhos, acrescentou Filomeno Cuino.
A empesa pública prepara-se para entrar numa fase de "reestruturação praticamente a partir do zero", referiu aquele responsável.
"Há muitos serviços e estruturas que é preciso criar", começando desde logo "pelas leis" que regulam os serviços postais, concluiu. Fonte: Aqui