Bissau, 10 Nov 14 (ANG) – O paludismo matou mais de 63 pessoas em 3.434 casos registados em deferentes serviços do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), nos últimos três meses.
A revelação foi hoje feita à Agência de Noticias da Guiné-ANG, pela Directora-geral do Hospital Nacional Simão Mendes, Margarida Alfredo Gomes.
Segundo esta responsável, os maiores casos de mortes por paludismo ocorreram na pediatria.
A Directora-geral do Simão Mendes explicou que o serviço de urgência recebeu em Agosto, Setembro e Outubro 2.625 casos, a pediatria registou no mesmo período 782 casos e a maternidade apenas 27 casos.
“O serviço de urgência registou em Agosto 932,Setembro 842 e Outubro 851 casos de paludismo, pediatria com 299 em Agosto, 296 para Setembro e 187 em Outubro ao passo que no serviço de maternidade, no mesmo período registou apenas 27 casos de paludismo, divido a um medicamento de prevenção que as mulheres grávidas receberam”, informou Margarida Alfredo Gomes.
Perante esta realidade, a Directora do maior centro hospitalar do país aconselha a população guineense a usar os mosquiteiros impregnados distribuídos pelo governo, para evitar as picadas do mosquito causador do paludismo.
Nesta entrevista à Agencia de Notícias da Guiné, Margarida Alfredo Gomes informou que o Hospital Nacional Simão Mendes enfrenta dificuldades em termos de meios materiais, e problemas referentes aos atrasados salariais, questões que prometeu resolver paulatinamente junto do Governo através do Ministério da Saúde Pública.
Margarida Gomes pede a colaboração do governo, de todo o pessoal sanitário e da população para tornar Simão Mendes o hospital de maior referência nacional.
“Isto será possível com a colaboração dos trabalhadores e em particular do governo no fornecimento de equipamentos para o funcionamento”, disse.
A ANG sabe que em São Tomé e Príncipe por exemplo praticamente já não se morre de paludismo, graças a uma campanha de pulverização e distribuição de mosquiteiros impregnados.
FONTE: ANG/LPG/MSC