Bissau, 11 dez. 14 – (ANG) – Alguns comerciantes do mercado de Bandim lamentaram hoje a fraca afluência dos clientes nesta quadra festiva devido, segundo alegam, a “falta de circulação de dinheiro”, algo que estaria a obstaculizar-lhes o negócio.
Por exemplo, a Laina Yamta, que vende bolos no portão principal do referido espaço comercial preferiu comentar que quase não se registam actos de criminalidade tais como agressões e roubos de carteiras, contrariamente a período idêntico em anos precedentes.
“Espero que daqui ao dia 23 ou 24 haja um grande movimento dos clientes que venham comprar os nossos produtos”, esperançou a negociante que afirmou que é urgente que o dinheiro comece a circular no mercado.
Quanto à situações de delinquência que outrora se fazia sentir, aquele comerciante disse que o nível da criminalidade nos passeios da feira já não é a mesmo.
“ A intervenção da polícia limita as nossas acções comerciais de formas que não podemos movimentar as nossas mercadorias”, lamentou.
A vendedora ambulante, Isabel Nanque, que comercializa peixe seco, disse que as vezes ficam no mercado a vender peixes até a noite porque não há clientela.
No entanto, relativamente a quadra festiva que se avizinha, Isabel Nanque disse igualmente que ainda não sentiu a presença da clientela.
“O negócio está difícil e para uma ambulante como eu a situação é pior. Muita das vezes deparo me com os fiscais que nos interditam de movimentar no passeio”, revelou aquela senhora que também realçou a importância da presença das forças de segurança, o que diminuiu o nível de roubos e agressões no mercado.
Segundo o presidente da Associação de Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau (ARMGB), Aliu Seide, a baixa do poder de compra por parte dos clientes fez com que os negócios não tenham sucesso.
O responsável pela investigação criminal da polícia do referido mercado, Malam Dabó, também confirmou que desde a instalação da polícia no marcado conseguiu-se reduzir, consideravelmente, a criminalidade naquela localidade.
“Durante o nosso trabalhar conseguimos diminuir os níveis da criminalidade e agressões e estamos prontos para intervir durante a quadra festiva de natal e fim do ano”, afirmou.
As dificuldades com as quais padecem, segundo aquele responsável, são a falta de materiais e espaço para o pessoal afecto a polícia do mercado.
FONTE: ANG/FGS/JAM/SG