segunda-feira, 18 de maio de 2015

Grande Entrevista _ Serifo Nhamadjo: “EU QUERERIA TUDO MENOS SER CANDIDATO A PRESIDENTE DO PAIGC”

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O ex-Presidente da República de Transição, Manuel Serifo Nhamadjo, disse numa entrevista exclusiva ao semanário “O Democrata” que quereria tudo menos ser candidato a presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Nhamadjo remeteu-se ao silêncio total desde a investidura do actual Chefe de Estado, não tendo concedido nenhuma entrevista nem aos órgãos de comunicação social nacionais nem aos internacionais.
 
Serifo Nhamadjo disse que aceitou dar a entrevista a “O Democrata”, porque entendeu que é chegado o momento de esclarecer à opinião pública nacional e internacional algumas situações sobre a sua pessoa. O Ex-Presidente de Transição afirmou que não é golpista e que nunca foi abordado por nenhum militar guineense a respeito do golpe de Estado. Acrescentou ainda que conheceu a maioria dos militares no período de transição.
 
Nhamadjo falou igualmente da actual situação política do país, sobretudo das supostas divergências que se registam entre os titulares dos órgãos de soberania. Frisou ainda que o Presidente da República, José Mário Vaz, o Presidente da Assembleia, Cipriano Cassamá e o Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira têm a grande responsabilidade de guiar os destinos do povo guineense.
 
“O país está nas mãos dessas três pessoas, por isso têm a responsabilidade de coabitarem na diversidade. Não têm o direito de pôr em causa a estabilidade deste país, por mais capricho que cada um deles queira ter. Não têm direito de pôr em causa as conquistas (deste povo) porque trazer o país a estabilidade custou muito”, destacou o ex-presidente da República de Transição.

 Relativamente à questão do corte descontrolado de florestas que é considerado como uma das marcas negativas das autoridades de transição, Nhamadjo disse que na verdade, todos ficaram indignados com a avalanche de corte de madeiras, e que se os jornalistas tivessem arquivos, poderiam ver que também ele criticou o corte descontrolado que se estava a registar na altura. Leia mais