Fonte: odemocratagb.com
O Presidente da República José Mario Vaz disse que a Guiné-Bissau não está preparada para iniciar a exploração dos recursos naturais; há um caminho por percorrer para chegar, se não corremos o risco de começar a exploração para beneficiar um “grupinho” de guineenses em detrimento da nossa população que mais precisa. “Ainda estamos com o sabor amargo na boca da história recente do abate abusivo da nossa floresta que serviu interesse de um grupinho, portanto devemos aprender com os erros de passado” advertiu o chefe de Estado.
JOMAV falava na cerimónia de abertura da primeira sessão ordinária do ano legislativo 2014/2015, hoje terça-feira 4 de novembro na ANP. Afirma ainda que nesta fase “precisamos de trabalharmos juntos, com a união, dedicação e compromisso de desenvolvimento do nosso país”. Apelou ainda os deputados para aproveitarem os dispositivos das recentes eleições, para concluir ciclo democrático realizando autarquia com grandes benefícios para o país e o nosso povo, porque irão impulsionar o crescimento económico e criação de emprego para nossa juventude.
Chefe de Estado advertiu ainda que todos têm grande responsabilidade, mas ANP tem uma responsabilidade acrescida, porque “o sucesso ou desgraça deste país tem início aqui neste hemiciclo”, só nesta casa que um órgão da soberania tem poder de discutir, aprovar ou chumbar, tanto programa de governo como orçamento de estado e em caso de aprovação fazer acompanhamento de afetação das despesas correntes e ao programa do investimento público. Basta o mínimo desvio, comprometer toda agenda do desenvolvimento prevista no programa que foi apresentado nesta casa do povo.
Presidente de Assembleia Nacional Popular (ANP) Cipriano Cassama assegurou que quer fazer um parlamento em permanente interacção com a sociedade guineense, incluindo a diáspora que certamente vai fazer crescer o seu capital político e moral, reforçar a sua autoridade institucional e pôr em evidência valores que são imprescindíveis para fortalecer a coesão social e a unidade nacional do nosso povo.
Chefe do hemiciclo guineense sustentou por outro lado que ANP orgulha-se do papel ativo que tem desempenhado em todo esse processo, e vai de certeza, continuar a posicionar-se na linha da frente da consolidação do Estado de direito democrático e restituição de dignidade às suas instituições. Informou ainda que na presente legislatura, contaram desenvolver mais vezes um tal exercício de aproximação interparlamentar, pelo menos à escala da nossa sub-região.
Presidente de Assembleia Nacional Popular de Cabo Verde Basílio Mosso Ramos afirmou que os dois parlamentos enquanto expressão da vontade dos respectivos povos podem e devem estreitar as suas relações, e funcionar como catalisadores de uma cada vez maior aproximação entre os dois países, “a minha presença aqui representa um sinal claro da vontade dos dois parlamentos em desenvolver relações e cooperação no âmbito mais alargado de amizade entre os nossos povos com ganhos para ambas as partes, porque a Guiné-Bissau e Cabo Verde estão unidos por sentimentos de irmandade caldeados na história, língua e laços de sangue do passado distante aos dias de hoje”.
Recorde-se que na cerimónia da primeira sessão ordinária de nona legislatura 2014 a 2015 contou com presenças do Presidente de Assembleia Nacional Popular de Gambia e de Cabo Verde. Os deputados vão discutir quinze pontos entre os quais destaca-se a lei sobre regulamento da disciplina militar e doze convenções ou acordos internacionais.
Por: Aguinaldo Ampa