segunda-feira, 12 de maio de 2014

CABO VERDE: 8% DAS CRIANÇAS DOS 0-6 ANOS SEM REGISTO


Cerca de 8 por cento das crianças cabo-verdianas dos zero aos seis anos está por registar, percentagem que sobe para 28,4% entre menores de um ano, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Cabo Verde.

Segundo o Inquérito Multiobjetivo Contínuo de 2013, no módulo Práticas Familiares, entre as crianças registadas, 6,2% não possui o nome do pai.

Entre as razões para o não registo das crianças está a falta de documentação, principalmente do pai, o facto de os pais serem estrangeiros ou da mãe ser casada com outro homem (32,7%), desinteresse dos pais (24,6%) e ausência do pai (18,6).

No que diz respeito à proibição de alguns comportamentos, 56,5% dos "cuidadores" cabo-verdianos declararam ao INE que agridem as crianças, enquanto 16,4% ameaçam com castigos e 40,7% incentivam as crianças a obedecer.

«O inquérito do INE veio comprovar algumas hipóteses que já tínhamos em relação ao comportamento dos pais, que afeta diretamente o desenvolvimento físico, psicológico, cognitivo e social das crianças», prosseguiu Marilena Baessa, avançando que as famílias devem mudar os seus comportamentos logo na pequena infância, sob pena dos hábitos terem impacto na adolescência, juventude e na vida adulta.

Quanto às razões para os pais não registarem os seus filhos, Marilena Baessa indicou que o Ministério da Justiça cabo-verdiano já está a tomar «providências» no sentido de mudar o Código Penal e passar a ter mão mais dura para os que fogem às suas responsabilidades como progenitores.

A presidente do ICCA, Marinela Baessa, sustentou que alguns dos dados são reflexo da pobreza do país, mas avançou que o Governo está a fazer todos os esforços para minimizar o flagelo, dando mais atenção às crianças e às famílias, «onde está a base para toda a sociedade». Fonte: Aqui