quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

CEDEAO DEVERÁ LANÇAR MOEDA COMUM ATÉ 2020

O chefe de Estado do Gana e presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), John Dramani Mahama, defendeu em Niamey, a capital do Níger, a definição de critérios de convergência para a criação efetiva de uma moeda única até 2020.
 
John Dramani Mahama, que efetuou segunda-feira uma visita de trabalho a Niamey, no quadro da terceira reunião do grupo de trabalho presidencial sobre o estado da convergência monetária no seio do espaço da CEDEAO, afirmou que a dificuldade reside nos países que estão contra uma união monetária, como a Nigéria, a Libéria, a Serra Leoa ou o Gana.
 
«Devemos trabalhar para a definição dos critérios de convergência assinalados durante a conferência dos Chefes de Estado e de governo para o funcionamento efetivo da moeda única até 2020», sublinhou.
 
O Presidente nigerino, Mahamadou Issoufou, e o seu homólogo ganense foram designados pelos seus pares no termo da Cimeira Extraordinária da CEDEAO, em outubro de 2013, em Dakar (Senegal), para supervisionar o acompanhamento da criação da moeda única nos prazos previstos. O objetivo da reunião de Niamey é agora fazer o balanço do plano de criação até 2020 da moeda única da CEDEAO, discutir uma proposta da Comissão da CEDEAO sobre a criação até 2018 de um Instituto Monetário e examinar as preocupações levantadas pelo Conselho de Convergência da ZMAO sobre os critérios de convergência revistos e adotados. Os dois chefes de Estado mantiveram uma reunião à porta fechada depois de uma sessão de trabalho alargada às duas delegações.
 
O Presidente Issoufou explicou que, depois da Cimeira de Dakar, ele e o seu homólogo ganense instauraram um comité de peritos para os ajudar no plano técnico na execução deste projeto ambicioso, cujo objetivo é reforçar e aumentar as trocas económicas e as transações financeiras entre os países da África Ocidental. Para acelerar a realização do projeto, os dois chefes de Estado decidiram associar-se a estes comités de peritos e à Comissão da CEDEAO.
 
Nesta visão, e sob a liderança da CEDEAO, foi criada uma "task force" encarregada de aprofundar as reflexões sobre a moeda única no espaço comunitário. Esta manteve três reuniões em Niamey e em Acra, focadas num plano para a fusão da Agência Monetária da África Ocidental (AMAO) e do Instituto Monetário da África Ocidental (IMAO) e na criação do Instituto Monetário da CEDEAO até 2018.
 
Em relação aos critérios de convergência, o Presidente nigerino precisou que no início havia 11 critérios, mas que a organização os reduziu para três de primeira categoria e três de segunda.
 
Segundo o chefe de Estado nigerino, a “task force” trabalha através de uma série de reuniões que permitem a tomada de decisões que foram submetidas à Conferência dos Chefes de Estados e de Governo organizada em Yamoussoukro, na Costa do Marfim. Entre as decisões ratificadas durante esta conferência figuram o abandono da abordagem a duas velocidades para a criação da moeda única, a adoção da abordagem progressiva modificada para a moeda única, a organização dos critérios de convergência, a racionalização dos órgãos e das instituições que concorrem para a criação da moeda única – a AMAO e o IMAO – e o compromisso firme dos chefes de Estado para rever o plano, para que a moeda única possa ser uma realidade até 2020. Fonte: Aqui