A ministra dos Negócios Estrangeiros do Gana, Hannah Tetteh, apelou na segunda-feira à comunidade internacional para financiar os esforços de desenvolvimento da Guiné-Bissau.
«Os obstáculos são assustadores, mas com o vosso compromisso de apoio ao bom povo da Guiné-Bissau, com práticas de boa governação e políticas económicas sólidas» as ajudas «serão bem sucedidas», referiu, citada pela Radiodifusão do Gana.
Hannah Tetteh falava em Acra, capital do Gana, na abertura de um encontro de parceiros internacionais para preparação da mesa redonda de doadores da Guiné-Bissau, marcada para 25 de março, em Bruxelas. Na reunião participou uma delegação governamental guineense liderada pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.
A chefe da diplomacia ganesa disse ter anotado as prioridades do executivo e ter reiterado a importância das reformas institucionais em curso por forma a fortalecer o Estado de direito e o respeito pelos direitos humanos. Ao mesmo tempo, todos os parceiros consideraram imperativo apoiar o esforço governamental, acrescentou. «Dadas as circunstâncias e à luz das recentes perspetivas de recuperação económica e estabilidade política, é imperativo que o momento de entusiasmo dos parceiros de desenvolvimento seja mantido», referiu.
Hannah Tetteh considerou que, «neste capítulo, a coordenação e harmonização entre doadores será importante para sustentar as reformas». Numa mensagem dirigida ao encontro, o presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Desire Ouedraogo, apelou a todos os parceiros da organização a colaborar na «consolidação das fundações» do desenvolvimento que se perspetiva para a Guiné-Bissau.
O primeiro-ministro da Guiné-Bissau anunciou que o plano estratégico para o país a apresentar aos doadores assenta em quatro eixos definidos no programa de governo. «Tentamos ser bastante consistentes nas grandes políticas anunciadas: escolhemos quatro eixos fundamentais de intervenção: governança, infraestruturas e desenvolvimento urbano, agroindústrias e o desenvolvimento humano», explicou antes de partir para o encontro.
A biodiversidade da Guiné-Bissau surge como «fator transversal para aglutinar e alavancar todas essas políticas», acrescentou. Fonte: Aqui